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A INTENSIDADE VOLTOU E A CAMISA PESA

Publicado às 09h20 deste domingo, 24 de março de 2019.
O Santos deu um enorme passo a semifinal do Paulistão 2019 ao conquistar um grande resultado, na noite deste sábado (23). O Peixe venceu o Red Bull por 2 a 0, no Pacaembu, na partida de ida das quartas de finais. Com o resultado, o alvinegro praiano pode se dar ao luxo até de perder por um gol de diferença, no jogo de volta, na terça-feira (26), em Campinas, que ainda assim, estará classificado entre os quatro melhores times rumo ao título.

Sem os estrangeiros Dérlis, Soteldo e Cueva que servem as suas respectivas seleções (Paraguai, Venezuela e Peru), o argentino Sampaoli apostou em Sasha como companheiro de Rodrygo no comando do ataque. A informação de que o gaúcho seria titular no ataque foi trazida com EXCLUSIVIDADE no fim da manhã pelo Blog do ADEMIR QUINTINO em suas redes sociais e se confirmou horas depois.

Na véspera do primeiro duelo entre as duas equipes que fizeram a melhor campanha do grupo A, o capitão Victor Ferraz garantiu que o torcedor ia ver 'a melhor versão do Santos' que não vencia há três jogos e não marcava gols desde que garantiu a sua classificação ao mata-mata e realmente a entrega, a intensidade voltaram nos primeiros 45 minutos. O time do Red Bull ficou assustado. A bola queimava nos pés dos jogadores do time do interior.

Pituca marcou aos cinco minutos de jogo, mas o V.A.R (árbitro assistente de vídeo ou vídeo árbitro) 'entregou' e confirmou a posição de impedimento do volante canhoto santista. 

Entretanto, minutos depois, Sánchez bateu falta sofrida por Rodrygo e abriu o marcador com a colaboração do ex-goleiro do SCCP Julio César. 

Daí em diante, o jogo ficou mais equilibrado, com uma ligeira supremacia santista que marcava a saída de bola do 'Toro Loko'. Porém, o Red Bull teve três chances de empatar na primeira etapa. Ítalo perdeu um gol sozinho, Vanderlei se atrapalhou após a bola quicar no chão e ela ainda tocar na trave e um chute de fora de área que o camisa 1 do Peixe espalmou.

Na segunda etapa, os visitantes voltaram melhor. Adiantaram as linhas, porém, não chutavam ao gol e não ofereciam riscos. O Peixe postou o time para matar no contra-ataque. Jean Mota recuou para fazer a bola longa chegar principalmente no veloz Rodrygo. 

Aos 23 minutos, Sampaoli sacou Sasha que fez grande partida, mas já estava com as 'pernas pesadas' de tanto correr e se movimentar no ataque e deixar a defesa do time do interior atrapalhada, deu lugar a Copete. O colombiano foi para a esquerda e Rodrygo veio jogar centralizado como referência e um 'falso 9'. E foi o jogador que estava há poucos minutos em campo que deu a assistência para Pituca, marcar o último gol da partida, após receber na entrada da grande área.

Os 18 mil pagantes (20,6 mil presentes) que foram ao 'próprio da municipalidade paulistana' puderam assistir a uma grande partida de futebol e a vantagem de dois gols para o Santos para a partida de volta foi muito justa.

Para a decisão de terça-feira (26), no estádio Moisés Lucarelli, os estrangeiros Dérlis, Soteldo e Cueva seguem de fora. A tendência é de que Sampaoli repita o time.

A camisa pesou, os jogadores demonstraram vontade e comprometimento. O Peixe deu um 'bico' na desconfiança da opinião pública. Faltam cinco partidas para o título. 

FICHA TÉCNICA
SANTOS 2 x 0 RED BULL BRASIL
Estádio do Pacaembu - São Paulo (SP)
Árbitro: Douglas Marques Flores (SP)
Público e Renda: 18.475 pagantes (20.615 presentes) / R$ 527.047,50 
GOLS: Carlos Sánchez, 10/1º T (1-0) e Diego Pituca, 34/2º T (2-0)
Cartões amarelos: Carlos Sánchez, Diego Pituca, Victor Ferraz (SFC), Rafael Carioca, Ligger, Osman, Jobson (RBB)
SANTOS: Vanderlei; Victor Ferraz, Aguilar, Gustavo Henrique e Felipe Jonathan; Alison, Pituca, Sánchez e Jean Mota; Sasha (Copete, 23, 2º T) e Rodrygo (Kaio Jorge, 37, 2º T). Técnico: Jorge Sampaoli
RED BULL BRASIL: Júlio César; Aderlan, Léo Ortiz, Ligger e Rafael Carioca; Jobson (Pio, 36, 2º T), Uillian Correia e Ytalo; Claudinho (Bruno Tubarão, 26, 2º T), Léo Castro (Rodrigo, 16, 2º T) e Osman. Técnico: Antônio Carlos Zago

Ferraz e Sánchez comemoram o primeiro gol. Capitão prometeu e o time cumpriu com uma grande partida.
NOTAS DOS JOGADORES DO SANTOS
Vanderlei: Se atrapalhou em uma bola que pingou no gramado a sua frente e a mesma se chocou contra a trave. Fez uma boa defesa num chute forte da entrada da área no primeiro tempo. - 6,5
Victor Ferraz: Ajudou bastante tanto na marcação como no apoio 'por dentro' dentro da sua característica. - 6,5
Aguilar: Seguro e boa recuperação. Não deu espaços na marcação. - 6,5
Gustavo Henrique: Joga sério. Eficiente. - 6,5
Felipe Jonathan: Teve trabalho no primeiro tempo contra o bom Osman. É jovem e um potencial enorme. Pena que não pode atuar na Copa do Brasil, vai fazer falta. - 6,5
Alison: Bem posicionado para intercepatar alguns contra-ataques. No começo do jogo, teve momentos que recuava para fazer um terceiro zagueiro. - 6,5
Pituca: Um dos melhores da partida. Fez dois gols para valer um. Apesar de ter perdido um gol na primeira etapa tem evoluído na última bola de finalização. Precisa ter o contrato renovado urgentemente e ser valorizado. - 8,0
Sánchez: Participou do gol de Pituca e marcou um de falta. Apesar de não ser atacante e nem ter arranque para jogar pela extrema, funcionou aberto e foi a surpresa pela direita do ataque. - 7,5
Jean Mota: Peça importantíssima no esquema de Sampoli. Nesta partida, não apareceu tanto como de costume para o público, porém, era o homem da bola longa nos contra-ataques. Melhorou na segunda etapa ao recuar entre a linha do meio e do ataque. Faltou pisar na área, já que conclui a gol, como poucos no elenco. -  6,5
Sasha: Taticamente fez uma grande partida. Seus deslocamentos constantes deixaram a defesa do Red Bull maluca. Provou que pode ser útil. Sampaoli admitiu na coletiva que o analisou mal quando não pretendia mais contar com o gaúcho que foi de uma entrega incrível. - 7,0
(Copete): Entrou aberto pela esquerda e deu o último toque antes de Pituca concluir ao gol. Não é habilidoso, porém, voluntarioso e útil. Tem a bola área muito boa. - 7,0
Rodrygo: O primeiro tempo foi totalmente de Rodrygo. Amarelou a defesa adversária toda, criou, buscou jogo, deu elástico, finalizou e prova que a jogador de decisão. Na segunda etapa foi pouco acionado e substituído. Sofreu a falta do primeiro gol e no anulado de Pituca também foi o responsável pela assistência. - 7,5
(Kaio Jorge): Entrou bem demais. Poucos minutos foram o suficiente para perceber que tem muita qualidade, quando sai da área. Teve um instante que mesmo com três defensores o marcando, o menino de 17 anos saiu de todos e deu alternativa ao ataque. Se trabalhado será muito útil. - 6,5
Técnico: Jorge Sampaoli:  Ao contrário de outros jogos, conseguiu mandar um time ofensivo, sem correr tantos riscos. Apostou bem em Sasha como homem centralizado e espetado entre os zagueiros adversários. O gaúcho confundiu a marcação dos visitantes. Precisa usar mais Kaio Jorge. O jovem podia estar com mais experiência para esses jogos. Mais do que a apresentação, conseguiu resgatar a confiança e auto-estima do grupo que estava abalado com os últimos insucessos. - 7,0


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