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MISTÃO ALVINEGRO EMPATA NO ALLIANZ

Publicado ás 23h25 deste sábado, 23 de fevereiro de 2019.
O técnico Sampaoli prometeu e cumpriu. Poupou quase metade dos titulares. O sistema de jogo do time continuou, mas a qualidade caiu. Mesmo assim, o Peixe teve mais posse de bola, atacou pouco, é verdade, mas saiu do Allianz Parque, na noite deste sábado (23) com um 0 a 0 diante do Palmeiras. Com um pouco mais profundidade e velocidade na transição, o resultado poderia até ter sido melhor.

Sampaoli mexeu em cinco posições em relação ao último jogo diante do Guarani. Com Alison suspenso e Luiz Felipe no departamento médico, o treinador argentino promoveu as entradas do goleiro Everson, o lateral Matheus Ribeiro, os meio-campistas Yuri e Jean Lucas, além do atacante Rodrygo. Além do camisa 5 que não tinha condições de atuar em razão do terceiro amarelo na rodada passada,  o ala Victor Ferraz, os meias Sánchez e Jean Mota, mais o goleiro Vanderlei, foram poupados e ficaram à disposição no banco de reservas.

No primeiro tempo, o time da casa deixou o Santos com a bola, não deixava a bola chegar em Pituca e Cueva e explorava a bola longa. Teve uma chance com Borja. O alvinegro nenhuma.

Na segunda etapa, Felipão mandou seu time marcar mais a frente e trouxe um pouco mais de problema. O Peixe teve duas oportunidades. Uma com Matheus Ribeiro, após receber passe de Rodrygo e outra com o jovem Jean Lucas, o melhor santista no clássico deste fim de semana. Os santistas também reclamaram de uma penalidade máxima já que a bola pegou na mão de Gustavo Gomes, mas a arbitragem não assinalou.

O empate em 0 a 0 quebrou uma sequência de vitórias do time santista, mas dá mostra significativa que a equipe tem um padrão, é competitiva e muito respeitada. Pelo fato de ter modificado bastante as peças e o padrão de jogo ter sido mantido, o empate sem gols, não foi ruim.

Na próxima terça-feira (26), o Santos volta a campo, desta vez pela Copa Sul-Americana, na partida de volta da primeira fase diante do River Plate do Uruguai, com portões fechados no Estádio Paulo Machado de Carvalho. Com o empate no jogo de ida, uma vitória simples classifica o Peixe a próxima fase. 

Pelo Estadual, o alvinegro volta a campo, no sábado de carnaval (2) diante do Oeste de Barueri, no mesmo Pacaembu.

FICHA TÉCNICA
PALMEIRAS 0x0 SANTOS
Arena Allianz Parque - São Paulo 
​​Árbitro: Flavio Rodrigues de Souza.
Público/Renda: 33.980 torcedores R$ 2.144.518,00
Cartões amarelos: Weverton (PAL), Jean Lucas, Yuri e Cueva (SFC)
PALMEIRAS: Weverton; Marcos Rocha, Luan (Antônio Carlos, 28/1º T), Gustavo Gómez e Victor Luís; Moisés (Bruno Henrique, 32/2º T), Thiago Santos, Raphael Veiga (Ricardo Goulart, 24/2º T), Felipe Pires e Dudu;  Borja. Técnico: Luiz Felipe Scolari.

SANTOS: Everson; Matheus Ribeiro, Aguilar, Gustavo Henrique e Copete; Yuri, Pituca (Sánchez, 29/2º T) e Cueva (Orinho, 40/2º T); Jean Lucas, Rodrygo e Derlis (Jean Mota, 15/2ºT). Técnico: Jorge Sampaoli.


Rodrygo criou pouco.Ainda assim fez boa assistência para M. Ribeiro que chutou e a bola parou nas mãos de Weverton.

NOTAS DOS JOGADORES DO SANTOS
Everson: O goleiro reserva da Vila é melhor que o titular do time do Morumbi, por exemplo. Mostrou que tem muita capacidade. Fez duas grandes defesas. Muita habilidade com os pés. - 7,0
Matheus Ribeiro: Começou meio inseguro e se recuperou dentro da partida. Fez um segundo tempo satisfatório e quase marcou um gol. - 6,0
Aguilar: Deu um pequeno susto em uma saída de jogo, depois foi guerreiro e não comprometeu. - 6,0
Gustavo Henrique: Vive ótimo momento. Melhorou muito na saída de bola. Podia ter sido expulso ao discutir com Moisés e dar um tapa no palmeirense que tinha apertado seu pescoço, mas demonstrou liderança e que não pipoca. Salvou uma bola em cima da linha. - 6,5
Copete: No primeiro tempo errou quase tudo. Melhorou na segunda etapa e foi voluntarioso. Exagerou nas faltas. - 5,5
Yuri: Recebeu um cartão amarelo ao perder o tempo da bola e daí em diante estava receoso. Errou um passe no começo da segunda etapa que proporcionou uma chance de gol aos donos da casa. Melhorou após cinco minutos do segundo tempo e também não comprometeu. - 5,0
Pituca: É o volante mais rápido do time. Foi bem marcado. Fez uma boa jogada no final da primeira etapa. - 6,0
(Sánchez): Apesar de ser um jogador regular, não entrou bem e errou quase todas as inversões de jogo que tentou. - 5,0
Cueva: Verdade que recebeu muitas bolas de costas, mas pela sua qualidade esperava-se que ele seria o responsável da armação. Não conseguiu. - 5,0
(Orinho): Jogou menos de dez minutos, porém, também não comprometeu. - SEM NOTA
Jean Lucas: Muito técnico e demonstrou apesar da juventude, muita personalidade. Uma pena não ser tão rápido como Pituca. Levou o cartão amarelo cedo. Quase fez um gol no final. - 7,0
Rodrygo: Tem qualidade técnica pra dar mais ao time. No primeiro tempo, esteve apagado. Melhorou na segunda etapa e participou do lance mais perigoso do jogo ao arrastar a defesa palmeirense e dar a assistência a Matheus Ribeiro que desperdiçou. - 6,0
Derlis: Esteve muito afastado de Rodrygo. Exagerou nas jogadas individuais na primeira etapa. Não tem medo de marcador e parte para cima. - 5,5
(Jean Mota): Quando entrou, o time tinha dado espaços ao Palmeiras que dominava as ações. Não conseguiu armar a equipe para contragolpear, tampouco pisar na área para aproveitar seu grande momento e sua boa finalização. - 5,5
Técnico: Jorge Sampaoli: Maior responsável pelo clube voltar a ter um time competitivo. Mesmo trocando as peças, o sistema de jogo empregado foi mantido. Criou pouco e sente falta de um camisa 9 rodado. Alan Kardec ou Moraes, dois ex-jogadores com passagens vitoriosas pelo clube, cairiam feito uma luva nas mãos do argentino. - 6,5

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