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SHOW DE ORGANIZAÇÃO E PEIXE DE SAMPAOLI ATROPELA NO CLÁSSICO

Publicado aos 26 minutos desta segunda-feira, 28 de janeiro de 2019.
Nem o mais entusiasmado torcedor alvinegro, imaginava um começo de temporada tão promissor. No clássico deste domingo (27), o Santos não tomou conhecimento do São Paulo e venceu o rival no Pacaembu, por 2 a 0. Agora, o time é o único com 100% de aproveitamento em três rodadas da série A-I do Paulistão 2019. Foi a terceira vitória seguida. São sete gols marcados e nenhum sofrido. Os gols deste triunfo maiúsculo foram de Luiz Felipe e Dérlis Gonzalez.

O técnico Jorge Sampaoli, que acaba com a teoria de que precisa de período de adaptação, por tratar-se de um estrangeiro, pois quem tem conhecimento, vai lá e emprega sua filosofia, fez apenas uma alteração em relação a equipe que havia vencido na quinta-feira (24), o São Bento, em Sorocaba. O venezuelano Soteldo entrou na vaga de Felippe Cardoso e com isso, o Peixe seguiu num 4-4-2, porém sem uma referência de área e sim com dois velocistas.

A supremacia santista veio desde o primeiro minuto. O time do competente e estrategista Sampaoli dominou as ações do momento em que a bola rolou até o apito final. Novamente com as linhas compactas, marcação alta, intensidade, marcação forte, mesmo com um time com carências e limitações e muita velocidade, o time de branco imprimia o que desejava na partida.

Se o Santos tivesse um time mais qualitativo do meio para frente, o primeiro tempo era para o time praiano descer a escadaria do vestiário principal, no intervalo, com uma goleada acachapante, tamanho o volume de oportunidades criadas e desperdiçadas. Soteldo, Derlis e Jean Mota tiveram chances claras que pararam ou nas mãos do goleiro tricolor Volpi ou para fora do gol. E foi em uma bola parada no final do primeiro tempo que o Peixe abriu o placar com Luiz Felipe, após cruzamento de Jean Mota. Colocava-se justiça no marcador.

Mas o melhor estava por vir, na segunda etapa. O São Paulo, atrás do placar precisava sair um pouco mais para o jogo. Sampaoli, inteligente, astuto, anteviu o que podia acontecer e colocou Copete na ala esquerda e promoveu a entrada do zagueiro Felipe Aguilar. Com isso, colocou o time num 3-5-2 e acabou com a única possibilidade de o São Paulo chegar a frente. Pela esquerda da defesa alvinegra nas costas de Orinho. O goleiro Vanderlei não passava de um mero expectador. E permaneceu até o apito final.

É visível que os jogadores compraram a ideia de Sampaoli. Em muitos momentos, os zagueiros são os que armam o time para explorar as jogadas de profundidade. Tanto que o segundo gol saiu dos pés do 'armador' Alison que explorou orápido Derlis que sacramentou a vitória.

Foi uma aula de futebol. O time é de uma entrega que há muito tempo não se via. Para ganhar campeonatos, precisa de elenco. O Santos tem carências em algumas posições do time titular. O treinador em pouco tempo extrai “leite de pedra”. No primeiro tempo, por exemplo, o time teve 65% posse de bola. Está bonito de ver.

Se existia alguma desconfiança por não ter enfrentado um time de com camisa e grandes jogadores, isso caiu por terra neste fim de semana.

Agora, precisa qualificar o time. Com Sampaoli no comando,o Peixe brigará por títulos, desde que lhe deem material humano bom para o meio e para a frente

Se não derem, uma hora vai perder e os erros vão ficar evidenciados, porque o alvinegro não tem os melhores jogadores, mas sem dúvida, tem aquele que é treinador durante a semana e técnico durante o jogo, da maneira que tem de ser. Sampaoli tem sido o craque santista no começo do ano.

Dérlis marcou o segundo e último gol da partida.
FICHA TÉCNICA
SANTOS 2 X 0 SÃO PAULO
Estádio do Pacaembu, São Paulo.
Árbitro: Vinicius Furlan
Público e renda: 18.601 pagantes/R$ 630.964,00
Cartões amarelos: Felippe Cardoso, Carlos Sánchez, Copete, João Paulo, Diego Pituca, Luiz Felipe e Derlis González (SFC) Arboleda, Bruno Alves, Reinaldo e Hudson (SP)
Gols: Luiz Felipe (44'/1ºT) (1-0), Derlis González (22'/2ºT) (2-0)
SANTOS: Vanderlei; Victor Ferraz, Luiz Felipe, Gustavo Henrique e Orinho (Copete, aos 9'/2ºT); Alison,  Sánchez, Pituca e Jean Mota (Felipe Aguilar, aos 9'/2ºT); Soteldo (Felippe Cardoso, aos 21'/2ºT) e Derlis. Técnico: Jorge Sampaoli.
SÃO PAULO: Tiago Volpi; Bruno Peres, Arboleda, Bruno Peres e Reinaldo; Jucilei, Hudson (Brenner, aos 30'/2ºT) e Nenê (Liziero, aos 29'/2ºT); Helinho (Diego Souza, no intervalo), Everton e Pablo. Técnico: André Jardine.

NOTAS DOS JOGADORES DO SANTOS: 
Vanderlei: Só trabalhou com os pés na saída de bola. O volume santista foi tão grande que ele não trabalhou. - 6,0
Victor Ferraz: Bem na lateral e sem comprometer como ala. - 6,5
Luiz Felipe: Bem na bola ofensiva e simples na defesa. Cansou da metade do segundo tempo. Belo gol de cabeça. - 8,0
Gustavo Henrique: Um monstro no primeiro tempo. Perfeito inclusive na cobertura. Seguro. Melhora muito com o argentino no comando. Matou bola no peito dentro da área. Seguro. - 8,5
Orinho: Destoou. Sem confiança. Pode melhorar. - 5,0
(Copete): Se não brilhou, foi mais eficiente do que seu antecessor, mesmo não sendo da posição. Como Sampaoli colocou-o como ala e não lateral, funcionou melhor. - 6,5
Alison: Útil para o esquema. Marcou e ainda curtiu uma de armador com bela assistência para Dérlis. - 7,5
Sánchez: Um 'cavalo' de tanta força. Voltou a errar passes, o que não é comum. - 6,0
Pituca: O primeiro tempo do nível de Gustavo Henrique. Deu um show. Até armar e dar assistência ele fez. Jogador voluntarioso e importante no esquema de Sampaoli. Precisa melhorar o arremate de média distância - 8,0
Jean Mota: Bela assistência no primeiro gol, com ótimo cruzamento. A batida na bola é uma qualidade do camisa 41. - 7,0
(Felipe Aguilar): Ainda sem ritmo, perdeu o tempo de bola em alguns momentos. Cresceu com o jogo. Pode e deve evoluir. Demonstrou postura. - 6,0
Soteldo: O que eu mais admiro no venezuelano é que ele vai para dentro, confia na sua capacidade. Mas nesta tarde, não teve inspirado. No primeiro tempo foi bem anulado por Arboleda. Foi substituído. Pode produzir mais. - 5,5
(Felippe Cardoso): Entrou quando o resultava tava garantido. Não teve oportunidades de concluir ao gol. 
 - 5,5
Derlis: Não goza de tanta habilidade, mas ajuda demais o time. Recompõe, tem velocidade e ainda assim é 'chato' para o adversario, porque não desiste, provoca. Letal para marcar o segundo gol e sacramentar a vitória no clássico. - 8,0
Técnico: Jorge Sampaoli: Um banho de tática, organização, capacidade de enxergar o jogo, mudar o esquema e o principal, os jogadores assimilarem. O grande responsável pelo momento que o clube vive. Repito é treinador durante a semana fazendo com os atletas assimilem sua proposta e técnico no dia da partida para ter leitura de jogo capaz de reverter uma situação adversa. É o primeiro técnico estrangeiro a comandar o Santos em uma vitória no Pacaembu contra um time do 'trio de ferro' na história do clube- 8,5

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