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49 ANOS DA CONQUISTA DA RECOPA MUNDIAL

Publicado às 10h00 deste domingo, 24 de junho de 2018.
Colaborou Wesley Miranda (*)

"Recordar é viver". Uma frase clichê, é verdade. Mas quem nunca pronunciou essa frase? Neste domingo, 24 de junho, completam-se 49 anos que o Santos conquistou a Supercopa dos Campeões Mundiais ou Recopa Mundial, como quiser. 

Quantos e quais times podem dizer que são os legítimos campeão dos campeões? O Santos é um deles. E não é um campeão dos campeões qualquer, e sim, um supercampeão dos campeões mundiais oficial. 
A Recopa dos Campeões Mundiais foi criada no final de 1967, à partir da ideia de reunir os clubes que haviam se consagrados campeões mundiais interclubes para definir o campeão dos campeões.

Os campeões mundiais até então Real Madrid (campeão 1960) Peñarol do Uruguai (campeão 1961 e 1966) Santos (campeão 1962 e 1963) Inter de Milão (1964 e 1965) e o Racing Club da Argentina (campeão 1967).

A Recopa foi dividida em duas fases, sul-americana e europeia. No continente, o Peixe enfrentou o Racing com uma vitória por 2 a 0, no Parque Antártica, em São Paulo e outro triunfo por 3 a 2, na Argentina; além do Peñarol, com vitória no Maracanã por 1 a 0 e derrota em Montevidéu por 3 a 0. Neste triangular o time do técnico Antoninho foi o que teve mais pontos e por isso foi para a decisão diante dos europeus. 

Os espanhóis do Real, que  fugiam do Santos, como o diabo da cruz, desistiram da disputa e não participaram da fase do seu continente.

Na grande final, o alvinegro faturou o título, depois de bater a Internazionale, em Milão, por 1 a 0 com gol de Toninho Guerreiro, em partida única, já que a volta não aconteceu, e por desistência do time italiano, que entendia que se perdeu jogando em Milão, perderia também no Brasil. Estudou-se a possibilidade de fazer esse segundo jogo na Itália mesmo, porém, em outra cidade. 

A poderosa Internazionale de Burgnich, Mazzola, Dormenghini, Jair da Costa, a exemplo do Real Madrid, preferiu não arriscar e ser derrotada novamente, com isso, o Santos se sagrou Supercampeão. Apesar da decisão ter acontecido em Junho de 1969, o título era do ano anterior, já que a fase preliminar, de fato aconteceu em 1968.

Edu veste o uniforme com três estrelas.
Porém, com o passar do tempo, a conquista foi esquecida. Os jogadores envolvidos na conquista, consideram o feito, uma glória tão grande quanto o Bi Mundial, tanto que do segundo semestre de 70 até 74, o alvinegro chegou a colocar mais uma estrela em seu uniforme. Para boa parte da imprensa, mais um torneio conquistado pelo mágico time santista da época. 

Em 2005, a Conmebol relembrou a conquista, e publicou no seu site sua participação na organização e da UEFA que inicialmente liberou seus dois representantes para a disputa, reafirmando a oficialização do conquista. Não por acaso, a taça conquistada pelo alvinegro está no Memorial das Conquistas, ao lado das Taças do Bi Mundial.

Na decisão, diante dos italianos o Peixe jogou com Claudio (Laércio), Carlos Alberto Torres, Ramos Delgado, Djalma Dias e Rildo; Clodoaldo, Negreiros e Pelé; Edú, Toninho Guerreiro e Abel Verônico.

(*) Wesley Miranda é membro e pesquisador da ASSOPHIS - Associação dos pesquisadores e historiadores do Santos F.C
strutura.com.br

 

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