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PAREDÃO, AULA DE CONTRA-ATAQUE E LIDERANÇA NA LIBERTADORES

Publicado às 07h20 desta sexta-feira, 6 de abril de 2018.
O Santos conquistou a sua segunda vitória, a primeira fora de casa, na Libertadores da América desse ano. Em Quilmes, na Argentina, o time "reativo" de Jair Ventura venceu o Estudiantes por 1 a 0, gol de Arthur e assumiu a liderança do grupo 6 com seis pontos. O maior responsável pelos três pontos foi o goleiro Vanderlei, que fez quatro defesas do nível de Rodolfo Rodrigues, goleiro campeão paulista pelo Peixe em 1984 e que era considerado o melhor do mundo no começo dos anos 80

Conforme o Blog do ADEMIR QUINTINO publicou no fim da manhã de terça-feira (4), o treinador tinha apenas uma dúvida: David Braz ou Gustavo Henrique. O titular, recuperado de edema foi para o jogo e o camisa 6 ficou no banco (entrou nos minutos finais). O outro defensor, o ótimo Luiz Felipe, que também viajou com a delegação, foi um dos quatro cortados entre os suplentes. Sem Gabriel Barbosa que cumpriu suspensão automática, Arthur Gomes foi mantido no ataque e Jean Mota confirmado na armação.

O alvinegro começou o duelo acuado e com dificuldade na marcação. Os argentinos adiantaram as linhas e com maração pressão na frente, principalmente de Otero, não deixavam os brasileiros respirar. Começava a brilhar a estrela do "injustiçado" camisa 1 santista, que é o melhor goleiro do futebol do país nos últimos três anos, porém, jamais foi lembrado pelo técnico Tite e seu preparador Taffarel. Ele defendeu uma cabeçada de Chunts praticamente dentro da pequena área e evitou o gol do time portenho.

Rodrygo foi para o jogo com a garganta inflamada.
Aos 18 minutos, em uma aula de contra-ataque, após cobrança de escanteio, Rodrygo, que estava com a garganta totalmente inflamada e enormes dores de cabeça que quase o deixaram de fora do jogo, fez um lindo lançamento da direita para esquerda para Arthur. De primeira, o camisa 23 tocou para Sasha, a melhor e a mais barata das três contratações feitas pelo time na temporada (as outras duas foram o ala Dodô e o atacante Gabriel Barbosa), deu um drible da vaca no defensor e em seguida chutou a gol, a bola caprichosamente bateu na trave e no rebote, o mesmo Arthur, que estava impedido, porém, o assistente não percebeu, fez o único gol do jogo.

Daí em diante, o Santos começou a se impor. Jogadores mais jovens passaram a driblar os argentinos, desprovidos de grande técnica (Dos 22 jogadores que compuseram a delegação santista e embarcaram para Buenos Aires, somente quatro já tinham atuado alguma vez na Argentina) e envolveram o adversário com toques rápidos. 

O Peixe teve tudo para matar o jogo ainda na etapa inicial, entretanto, Jean Mota perdeu uma oportunidade incrível a seis metros de distância do gol, no último minuto.

Mas o show do eficiente Vanderlei, estava reservado para o segundo tempo. Os donos da casa, atrás do marcador, se mandaram para o ataque e o melhor goleiro em atividade nas Américas no último triênio, fez mais três defesas a queima roupa, e em algumas dentro da pequena área. A penúltima delas, para ser sincero e honesto, creio que ele falhou no primeiro lance, pois, para encaixar a bola, a curta distância é mais dificil, mas a recuperação no lance e o reflexo foram impressionantes. Nem os argentinos acreditaram no que viam.  

O Santos fez uma partida excelente, vistosa, de encher os olhos? Não, porém, dentro da sua proposta, perigosa é verdade, já que o seu goleiro foi o melhor jogador em campo, atingiu o seu objetivo e retorna ao país com a classificação bem encaminhada.

A delegação embarca de volta para o Brasil nesta sexta-feira (6) e pela manhã e só joga no fim de semana que vem, dia 14 (sábado), às 21h, no Pacaembu, na estréia do Campeonato Brasileiro, diante do Ceará. Pela competição continental, o alvinegro praiano só volta a campo, dia 24 deste mês, diante do mesmo Estudiantes, na Vila Belmiro. Se vencer os dois jogos que lhe restam em casa, mesmo que seja derrotado na única vez que ainda jogará como visitante diante do Nacional-URU, o Peixe não só se classifica, como será o primeiro do grupo.
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FICHA TÉCNICA
ESTUDIANTES 0 X 1 SANTOS
Estádio Centenário, Quilmes (ARG)
Árbitro: Roddy Zambrano (EQU)
Público e renda: Não divulgado
Cartões amarelos: Campi (EST), Vanderlei e David Braz (SFC)
GOL: Arthur (18'/1ºT) (0-1)
ESTUDIANTES: Andújar; Facundo Sánchez, Schunke, Desábato e Campi; Iván Gómez, Lucas Rodríguez, Gastón Giménez (Pavone, no intervalo) e Lattanzio (Cascini, aos 30'/2ºT); Melano e Otero (Luguerdo, aos 41'/2ºT). Técnico: Lucas Bernardi.
SANTOS: Vanderlei; Daniel Guedes, Lucas Veríssimo, David Braz e Dodô; Alison, Renato (Gustavo Henrique, aos 45'/2ºT) e Jean Mota; Arthur (Léo Cittadini, aos 17'/2ºT), Sasha e Rodrygo (Diogo Vitor, aos 28'/2ºT). Técnico: Jair Ventura.

NOTAS DOS JOGADORES DO SANTOS
Vanderlei: O nome do jogo. Pegou até pensamento. Só não vou dar a nota máxima, pois na terceira defesa milagrosa que fez, fiquei com a sensação de que ele soltou a bola que tava muito próxima para encaixar, no pé do atacante, porém, a recuperação e o reflexo foram de fazer inveja a qualquer goleiro. Na bola na trave que os argentinos conseguiram na etapa inicial, Vanderlei podia ter saído no cruzamento. Só os Tite e Taffarel não percebem o quanto estão sendo injustos com o santista.- 9,5
Daniel Guedes: Deu bastante espaço aos argentinos. No primeiro tempo, ainda foi melhor do que no segundo, na saída de bola. - 5,5
Lucas Veríssimo: No primeiro tempo, perdeu um lance que se não fosse o goleiro poderia proporcionar um gol dos donos da casa. Foi melhor nos 45 minutos finais. - 6,5
David Braz: Era dúvida e fez bom jogo. Quando faz o simples, costuma ser mais eficiente e faz bem feito. - 7,0
Dodô: Com a bola nos pés, dono de uma habilidade que impressiona. Tem melhorado, mas ainda peca para fechar a defesa na marcação, principalmente na diagonal. - 7,0
Alison: Novamente foi preciso na marcação, o grande sacrificado do desequilibrado meio-campo santista. Errou alguns passes, algo que não vinha acontecendo. - 6,5
Renato: Protegeu, se antecipou e ainda inverteu bolas quando o time foi agredido. Apesar de não ter a intensidade de um jovem, o veterano ídolo santista fez a sua melhor partida na temporada até aqui. - 7,0
(Gustavo Henrique): Era quem jogaria, quase Braz não atuasse. Entrou nos acréscimos para ajudar o time a suportar a pressão. - SEM NOTA
Jean Mota: Começou muito bem a partida. Perdeu um gol incrível na frente da pequena área. Não repetiu a mesma performance do primeiro tempo, na etapa complementar. - 5,5
Arthur: Não reeditou os últimos bons jogos que realizou, mas compensou por acreditar no lance em que marcou o único gol do jogo e estava atento no rebote e contou com a sorte do assistente paraguaio não perceber que ele estava impedido. - 7,0
(Cittadini): Recuperado de contusão, perdeu alguns lances que poderiam originar, jogadas perigosas ao Estudiantes. - 5,5
Sasha: Um primeiro tempo muito bom. A melhor contratação do time em 2018 até aqui, deixou o zagueiro sem pai e sem mãe, após um drible da vaca e a finalização bater no poste, no gol de Arthur. - 8,0
Rodrygo: Quase não jogou, principalmente, em razão das fortes dores de garganta. Começou a jogada do gol no lançamento e em alguns lances na primeira etapa fez uma bagunça na defesa adversária, quando vinha pela esquerda. Não foi o "monstro" de outros jogos, mas eficiente e guerreiro para jogar nas condições adversas. - 7,5 
(Diogo Vitor): O talentoso meia-atacante entrou um pouco disperso, mas aos poucos passou a demonstrar seu repertório de dribles e passou a prender a bola no campo adversário. - 6,0
Técnico: Jair Ventura: Serei incoerente se disser que o esquema de jogo deu certo, já que Vanderlei foi o nome da partida. Também serei, se afirmar que não deu, pois o objetivo foi alcançado. Repito, o Santos quando joga no contra-ataque vai bem. A dificuldade é de propor jogo. - 7,0

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