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PREOCUPANTE

Publicado às 20h30 deste domingo, 4 de fevereiro de 2018.
Deu a lógica. O favorito Palmeiras venceu o Santos por 2 a 1, no clássico realizado no Allianz Parque, na tarde deste domingo (4), em partida válida pela quinta rodada do Paulista - 2018. Com gols de Antônio Carlos e Borja para os donos de casa e Renato descontou para o Peixe. 

Mal a bola rolou e o Palmeiras abriu o placar, após cobrança de escanteio com dois minutos. O defensor David Braz não conseguiu acompanhar Antônio Carlos que cabeceou para o gol. Vanderlei tocou na bola, mas não conseguiu evitar a abertura do placar.

O time de Jair Ventura levou um calor durante 15 minutos. Lucas Lima que pela primeira vez enfrentou seu ex-clube, chutou uma bola na trave após cobrança de falta. Porém, como conseguiu largar na frente no começo da partida, o time da capital puxou o freio de mão e deu espaço ao Santos, que até começou a ter a bola, cadenciou o jogo, mas com exceções as jogadas de escanteio ou falta, não oferecia perigo a meta do bom goleiro Jailson. 

Ainda no primeiro tempo, o Peixe perdeu o zagueiro Luiz Felipe contundido e entrou mais um menino - Robson Bambu. 

No intervalo, o atacante Sasha que ganhou a titularidade, levou uma cabeçada na metade da etapa inicial e deu lugar a Rodrigão. O jogador emprestado pelo Colorado será reavaliado pelo departamento médico santista. O camisa 27 era o melhor do Peixe em campo até ali. 

E assim que o árbitro apitou  novamente o reinicio do jogo, um Santos desconcentrado pode ser visto mais uma vez. William saiu de três marcadores e Borja ampliou.  O Palmeiras nas duas vezes que acelerou o jogo, marcou o gol quando quis.

Também em bola parada, Renato de cabeça diminuiu para os visitantes. Mas verdade seja dita, em nenhum momento, o Santos deu mostras e pinta que empataria o jogo. Nem mesmo quando o "menino de ouro" Rodrygo entrou na partida. O talentoso camisa 43 santista não recebeu uma bola de frente. Só de costas ou espirrada. 

Muitos vão relembrar dos desfalques da equipe que eram consideráveis - Victor Ferraz, Gustavo Henrique, Lucas Veríssimo (que pode se transferir para o futebol Europeu. O empresário do jogador viaja para a Rússia a fim de tentar concretizar a sua venda por quase 8 milhões de euros), Yuri, Vitor Bueno, além de Gabriel Barbosa que ainda é uma incógnita, em razão de ter jogado pouco nos últimos 18 meses e principalmente a grande referência técnica do ataque - Bruno Henrique. 

Porém, o time ainda não tem uma cara, um jeito de jogar. Alonga muito o jogo, com lançamentos constantes e erra passes em excesso. Também tenho noção que são apenas cinco jogos com uma pré-temporada que não existiu de apenas duas semanas. Mas o calendário é doloroso. A estréia na Libertadores, no Peru, diante do Real Garcilaso é no começo do mês que vem, dia 1. Um time de futebol, não é um tubo de ensaio, que coloca uma fórmula de um lado e sai pronta do outro, absolutamente, requer repetição e creio que somente os três reforços trazidos até o momento, são insuficientes para que o clube seja competitivo ao longo do ano.

Vou mais além, se Jair não quiser sofrer tanto, vai ter de usar mais os meninos que eram do sub-17, recém promovidos - Vitor Yan, Lucas Lourenço e Yuri Alberto, além do meia Calabrês. Tem algumas peças que não tem futebol para jogar de titular de Santos. Chances não faltaram desde o ano passado.

Que se faça as reposições nas carências para ontem, porque "trocar o pneu do carro, com ele em movimento" como tem feito o São Paulo, por exemplo, é muito mais difícil e extremamente perigoso.

O estadual é uma preparação para as competições mais importantes da temporada como a Libertadores, Brasileiro e até mesmo a Copa do Brasil, onde o alvinegro entra apenas nas oitavas de finais. O Santos vem de quase uma dezena de conquistas nos últimos anos nessa competição. Se não testar esses jovens, já que tem dificuldades financeiras para ir ao mercado, vai testar quando?

Saí do Allianz Parque muito preocupado, não com a derrota, mas sim com a diferença técnica ( e os donos da casa não fizeram força para vencer), entre as duas equipes. Se o Palmeiras quisesse jogo, poderia ter sido um placar bem maior.

No próximo sábado (10), carnaval, em Araraquara, o time busca a reabilitação após dois jogos sem vencer e terá como adversário, a Ferroviária. O volante Alison e o atacante e ala improvisado Copete, que receberam o terceiro amarelo, são desfalques certos. 

FICHA TÉCNICA
PALMEIRAS 2 X 1 SANTOS
Allianz Parque - São Paulo (SP)
Árbitro: Flávio Rodrigues de Souza
Público e renda: 37.867 pagantes/ R$ 2.821.680,24
Cartões: Lucas Lima, Tchê Tchê, Felipe Melo e Victor Luis (PAL); Caju, Arthur Gomes, Alison e Copete (SFC)
GOLS: Antônio Carlos, 2'/1ºT (1-0); Borja, 4'/2ºT (2-0); Renato, 17'/2ºT (2-1)
PALMEIRAS: Jailson, Marcos Rocha, Antônio Carlos, Thiago Martins e Victor Luis; Felipe Melo, Tchê Tchê (Bruno Henrique - 36'/2ºT) e Lucas Lima (Gustavo Scarpa - 41'/2ºT); Willian, Dudu (Keno - 29'/2ºT) e Borja. Técnico: Roger Machado
SANTOS: Vanderlei; Daniel Guedes, David Braz, Luiz Felipe (Robson Bambu - 37'/1ºT) e Caju (Rodrygo - 18'/2ºT); Alison, Renato e Vecchio; Arthur Gomes, Copete e Sasha (Rodrigão - intervalo). Técnico: Jair  Ventura.

Desta vez o jovem Rodrygo não marcou gol. Não recebeu uma bola em condições de encarar a defesa de frente.
NOTAS DOS JOGADORES DO SANTOS
Vanderlei: Não teve culpa nos gols. Errou algumas saída com os pés. Foi muito chamado, principalmente após o jovem Bambu ter entrado e recuava constantemente para o goleiro. Não fez nenhuma grande defesa. - 5,5
Daniel Guedes: Realizou seu primeiro jogo na temporada. Bom cruzamento para Renato no único gol santista. Se atrapalhou em alguns momentos que poderia ter puxado o contra-ataque. Tem futebol para crescer de produção. - 5,5
Luiz Felipe: Realizava uma partida segura até pedir para ser substituído. - 5,5
David Braz: Falhou no lance do primeiro gol ao deixar o defensor palmeirense cabecear livre. Um bloqueio eficiente em finalização de Tche-Tche na segunda etapa. - 4,5
(Robson Bambu): Extremamente nervoso, parecia inseguro ao recuar a maioria das bolas ao goleiro Vanderlei. Foi apenas seu segundo jogo no profissional, o primeiro clássico, por isso, merece um desconto. - 4,5
Caju: Nos 15 primeiros minutos sofreu. O Palmeiras alugou o seu setor. Depois tentou ir a frente, mas não conseguiu realizar nenhuma jogada produtiva. - 5,0
(Rodrygo): Não recebeu uma bola sequer de frente para o lateral-direito e zagueiros palmeirenses. Ainda voltou e roubou algumas bolas que estavam em poder do adversário. Pede passagem e precisa ser titular, pelo seu potencial de quebrar as linhas. - 5,5
Alison: Sobrecarregado. O único que tem ótimo poder de marcação no setor. Levou o terceiro amarelo e desfalca o time na próxima rodada. - 5,5
Renato: Um primeiro tempo bem discreto. Melhorou no segundo e marcou o único gol santista de cabeça. - 5,5
Vecchio: Roubou algumas bolas, levou duas pancadas de Felipe Melo e em uma delas o volante palmeirense levou o amarelo. Mas não é armador. Ele funciona melhor com outro coordenador de jogadas ao seu lado. - 5,5
Arthur: Apagado na primeira etapa, teve uma leve melhora na segunda etapa. - 5,0
Copete: Como atacante não conseguiu produzir absolutamente nada. Na ala-esquerda foi bem mais eficaz. - 5,0
Sasha: Era o mais lúcido do time. Voltava para fazer a primeira linha de marcação, proporcionou uma assistência para Arthur finalizar e infelizmente para ele e para o time, teve de sair após levar uma cabeçada entre a nuca e a cabeça. - 6,0
(Rodrigão): Entrou muito mal. Tem dificuldades para sair fora da área e realizar tabelas. Seu maior potencial é no jogo aéreo, mas com exceção ao gol de Renato, o Santos pouco utilizou esse expediente. - 4,5
Técnico: Jair  Ventura: Acertou ao colocar Sasha como titular, mas faltou sorte e ter que queimar duas alterações por necessidade clínica. Podia ter colocado o menino Yuri no ataque, mas seriam muitos garotos de uma só vez num clássico. Os garotos precisam ganhar bagagem. Insiste em deixar Vecchio como único responsável na armação. - 5,0

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