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FUTEBOL REATIVO E ESTRATÉGICO VENCE O CLÁSSICO

Publicado à 01h30 desta segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018.
O Santos conseguiu sua primeira vitória em clássicos em 2018. De quebra, conquistou sua segunda vitória seguida na compeitção. Na tarde deste domingo (18), no estádio do Morumbi, o Peixe atacou pouco, apostou no contra-ataque e voltou para a Baixada com os três pontos. Para mais de 36 mil pagantes e um gol de Gabriel Barbosa, o alvinegro venceu o São Paulo por 1 a 0.

Conforme antecipado pelo Blog do ADEMIR QUINTINO com exclusividade e confirmado por Jair Ventura, o alvinegro foi a campo com Jean Mota na ala-esquerda de titular na vaga de Caju que ficou no banco de suplentes. Renato retornou ao meio-campo, após ser poupado no meio da semana na vitória diante do São Caetano. Com isso, Vecchio foi novamente improvisado na armação.

Os primeiros 45 minutos do Peixe foram de uma equipe com a cara de seu treinador na época de Botafogo-RJ. Um time reativo, que aceitou o adversário mandar no jogo e ficar com a bola, mas verdade seja dita, correu poucos riscos. Nas duas vezes que o time da casa chegou de forma mais aguda, VanDEUSlei foi bem em ambas. Em uma delas teve que defender duas vezes, uma delas com os pés, para evitar o gol. O Peixe foi para o intervalo sem chutar uma bola a meta de Sidão, entretanto, dentro da "sua proposta" de defender para depois contra-atacar, tinha tido parte de êxito, pois, o adversário não marcou gol, porém, o Santos não conseguiu contra-atacar, exceção a dois lances.

Veio a segunda etapa e apenas aos 7min e 44 segundos, Gabriel finalizava o primeiro chute do time praiano no gol. O Peixe apostava tudo em jogar a bola no atleta que estivesse "espetado" entre os zagueiros do São Paulo, na grande maioria do tempo era Gabriel quem fazia isso e ver se ele resolvia. Se o time defensivamente conseguia fazer com que o seu oponente não finalizasse com qualidade na última bola, faltava o golpe fatal e ele veio quando o cronômetro iria marcar nove minutos. Sasha recebeu do lado esquerdo e cruzou para Gabriel Barbosa. O camisa 10 foi cirúrgico e chutou entre as pernas de seu marcador, longe do alcance de Sidão e o placar estava aberto. Além disso, após quatro jogos o São Paulo voltava a tomar gol, calando o estádio Cícero Pompeu de Toledo.

Daí para frente, o time de Dorival Junior que tinha a bola, mas não conseguia concluir a gol, se perdeu completamente. Jair ainda tentou o "golpe de misericórdia" ao colocar o jovem Arthur para puxar o contra-ataque, mas não obteve êxito. Também não precisava mais. 

A vitória dá uma tranquilidade ao grupo e a direção, também proporciona confiança aos mais jovens (o Santos terminou a partida com oito garotos formados na base) e dá ao torcedor a sensação de que a DNA ofensivo que o comandante técnico prometeu, assim que chegou, vai ficar para outro instante. Jair foi estrategista, por mais perigoso que tenha sido, mas o Santos não encarou o adversário de peito aberto, usou a inteligência e conquistou seu objetivo. O que vale "é bola na rede."

No próximo domingo (25), o Santos volta a campo e enfrenta o Santo André, na Vila Belmiro. Para esta partida, David Braz que cumpriu suspensão, retorna ao time. O alvinegro agora é líder de seu grupo com 14 pontos (quatro vitórias, dois empates e duas derrotas).

FICHA TÉCNICA 
SÃO PAULO 0 X 1 SANTOS 
Estádio do Morumbi - São Paulo - SP 
Árbitro: Raphael Claus 
Público e renda: 36.118 pagantes/ R$ 658.240,01
Cartões amarelos: Petros (22'/1ºT), Gabriel Barbosa (19'/2ºT)/ Alison (23'/2ºT), Reinaldo (40'/2ºT), Éder Militão (45'/2ºT) e Arthur Gomes (47'/2ºT)
Gol: Gabriel Barbosa (9'/2ºT) (0-1)
SÃO PAULO: Sidão; Éder Militão, Arboleda, Bruno Alves e Reinaldo; Jucilei, Petros e Nenê; Marcos Guilherme (Valdívia, aos 17' do 2ºT) , Diego Souza (Tréllez, aos 25 do 2ºT) e Cueva (Brenner aos 23' do 2ºT). T: Dorival Júnior
SANTOS: Vanderlei; Daniel Guedes, Lucas Veríssimo, Gustavo Henrique e Jean Mota; Alison, Renato (Léo Cittadini, aos 28' do 2ºT) e Vecchio; Copete (Guilherme Nunes, aos 33 do 2ºT), Sasha (Arthur Gomes, aos 25' do 2ºT) e Gabriel Barbosa. Técnico Jair Ventura.

VanDEUSlei foi importante na vitória. Fez boas defesas e saiu bem com os pés.

NOTAS DOS JOGADORES DO SANTOS
Vanderlei: Ao lado de Gabriel Barbosa, foram os melhores do jogo. Nenhum defesa espetacular, mas bem posicionado e bem também na saída de bola com os pés. O melhor goleiro da América na atualidade. Um pecado não disputar a Copa do Mundo, merecia. - 8,0
Daniel Guedes: Bem no apoio, vitalidade e força de dar inveja, entretanto, precisa melhorar a diagonal na marcação. Quase comprometeu seu bom futebol no primeiro tempo ao deixar a bola para Vanderlei. - 6,0
Lucas Veríssimo: Atuação segura de um dos melhores defensores da atualidade no país. - 7.0
Gustavo Henrique: A bola não queimou nos pés da defesa santista mesmo quando o São Paulo subiu a marcação. Bem posicionado como de costume. - 7,0
Jean Mota: Até aqui, mesmo improvisado foi o melhor ala canhoto na temporada. Bem na marcação. - 6,5
Alison: Um leão na marcação. Cueva não teve vida fácil com o "pitbull" da Vila. - 6,5
Renato: Jogou mais recuado. Foi discreto. - 6,0
(Léo Cittadini): Pouco foi acionado. Entrou ligado. Era meia e agora tornou-se segundo volante. - 6,0
Vecchio: O único do meio-campo que não erra passe e constrói algo. Não é um meia clássico e em alguns momentos falta velocidade, porém, importantíssimo no esquema de Jair Ventura. Dá o ritmo ao setor mais contestado da equipe. - 7,0
Copete: Extremamente tático. Ajuda na recomposição e no primeiro tempo ainda puxou dois contra-ataques. Uma voluntariedade necessária nos dias atuais. - 6,5
(Guilherme Nunes): Entrou para proteger a defesa. Pode melhorar os passes. Jogou cerca de 10 minutos com os acréscimos. - SEM NOTA
Sasha: Raçudo, inteligente e a grande surpresa neste inicio de temporada. Bela assistência no gol de Gabriel. - 7,0
(Arthur): De fato, teve apenas uma oportunidade para puxar um contra-ataque. Não fez a melhor tomada de decisão. - 5,5
Gabriel Barbosa: Começou bem o clássico, depois caiu de produção. Jogador frio na hora de finalizar. Decidiu o clássico. - 8,0
Técnico Jair Ventura: Dentro do material humano a disposição, fez o que costumava realizar com o Botafogo. Deu a bola ao adversário (57%) e controlou as ações para explorar o contra-ataque. É a proposta que mais me encanta? Não. Dá para fazer algo melhor com o a material humano que tem a disposição? Pouco provável que tenha. Foi feliz e saiu vitorioso do Morumbi. - 7,0 


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