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COM POUCOS REFORÇOS, O ANO PROJETA SER O DO AMADURECIMENTO DOS JOVENS

Publicado às 14h25 deste domingo, 11 de fevereiro de 2018.
O Santos completou sua terceira partida sem vitória no Campeonato Paulista. Neste sábado (10), em Araraquara, o alvinegro ficou apenas no empate em 2 a 2, diante da Ferroviária, na Arena Fonte Luminosa em jogo válido pela sexta rodada. Com o resultado, o Peixe perdeu a liderança do seu grupo que agora é do Botafogo de Ribeirão Preto.

Sem Alison e Copete suspensos, Jair confirmou Renato na cabeça de área, além de Jean Mota na armação e Gabriel Barbosa na frente, como as maiores novidades na equipe. Aliás, o camisa 10 reestreou e foi dele o segundo gol do time santista. O primeiro do time da Vila que sempre esteve a frente do placar foi de Eduardo Sasha. A outra novidade foi Gustavo Henrique que não atuava desde setembro do ano passado e substituiu Luiz Felipe com um edema, na defesa. 

Foram dois tempos distintos do time praiano. No primeiro, apesar de insistir muito nas bolas longas na construção de jogadas, foi o dono do jogo e podia até ter ido para o vestiário com um placar maior, apesar de o goleiro Vanderlei ter defendido um pênalti, depois de Gabriel desperdiçar uma oportunidade e no contra-golpe, Caju, ter cometido a infração dentro da área.

Na segunda etapa, a situação se inverteu. Os donos da casa se mandaram para o ataque e o Santos falhou individualmente, e com isso permitiu o empate por duas vezes e não teve forças para fazer o terceiro gol para voltar com os três pontos. 

Com as enormes dificuldades da atual gestão em reforçar o time, fico cada vez mais convencido, de que os bons jogadores revelados na base (neste sábado, o time começou a partida com cinco jogadores formados em casa e outros nove no banco) será um ano de amadurecimento desta equipe, assim como aconteceu em 2009, quando Neymar e PH Ganso, desabrocharam para vingar no ano seguinte como jogadores prontos. 

Apesar de perder apenas três peças em relação ao time titular de 2017 (Zeca, Lucas Lima e Ricardo Oliveira), eram jogadores "cascudos" que tinham condições técnicas (nem sempre faziam a diferença mas tinham essa capacidade) e sustentavam, principalmente no aspecto psicológico e emocional, os mais jovens. Até o momento, não aconteceram estas reposições, apesar do bom momento vivido por Sasha.  

Nas últimas temporadas, o Santos teve um bom time, mas não tinha um elenco a altura, neste instante, o time está em formação e com diversas apostas. Apesar de pouco tempo de pré-temporada e seis jogos, é perceptível que peca na lentidão da transição entre o meio e o ataque. Sim, eu sei que algumas peças ainda não estão à disposição, e outras estão readquirindo o ritmo de jogo, mas mantenho o que disse neste parágrafo. 

Eu, particularmente, e não me refiro apenas a esta partida, esperava uma transição mais rápida até pela característica do treinador, em montar time com eficácia no contra-ataque. Jair Ventura, talvez nos últimos dois anos, foi o técnico que melhor montou times "reativos" para usar uma das palavras da moda no linguajar do futebol.

"Para não dizer que não falei das flores", o jogo aéreo do time nas finalizações melhoraram em relação as últimas temporadas. 

Na próxima quarta-feira (14), o Peixe volta a campo diante do São Caetano. Os jogadores que cumpriram suspensão automática ficam a disposição do comandante técnico.

Vanderlei defendeu um pênalti no primeiro tempo.

FICHA TÉCNICA
FERROVIÁRIA 2 X 2 SANTOS
Arena Fonte Nova, Araraquara (SP)
Árbitro: Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza (SP)
Público/renda: 3.861/R$ 165,160,00
Cartões amarelos: Hygor, Wellinton Júnior, Moacyr e Damaceno (FER); Daniel Guedes, Gabigol, Jean Mota e Rodrygo (SFC)
Gols: Sasha (28'/1ºT) (0-1); Léo Castro (18'/2ºT) (1-1); Gabriel Barbosa (20'/2ºT) (1-2); Luan (31'/2ºT) (2-2)
FERROVIÁRIA: Tadeu; Alisson, Patrick, Luan e Daniel Vançan (Marco Damaceno, aos 29'/2ºT); Bruno Silva, Moacyr e Velicka; Misael (Wellinton Júnior, aos 8'/2ºT), Hygor e Eliandro (Léo Castro, intervalo). Técnico: PC de Oliveira
SANTOS: VanDEUSlei; Daniel Guedes, David Braz, Gustavo Henrique e Caju; Renato, Vecchio (Léo Cittadini, aos 17'/2ºT) e Jean Mota; Arthur Gomes (Rodrygo, aos 27'/2ºT), Sasha e Gabriel Brbosa (Yuri Alberto, aos 36'/2ºT). Técnico: Jair  Ventura.

NOTAS DOS JOGADORES DO SANTOS

VanDEUSlei: Virou um exímio pegador de pênaltis depois que decidiu esperar todos os batedores escolherem o canto. Pegou mais um. Sem culpa nos gols que sofreu.Melhor goleiro do país, só Tite e Tafarell não perceberam. - 7,5
Daniel Guedes: Tem um dos melhores cruzamentos do país. Deu as duas assistências dos gols do Santos. Peca ainda quando tem de fechar na defesa. Precisa de um treinador que corrija essa postura. A falta que originou o segundo gol do time da casa foi dele. Tem tudo para amadurecer e brilhar. - 7,0
David Braz: Quando joga o arroz com feijão é eficiente demais. Cresce em jogo importante e decisões, porém, quando quer inventar lá atrás, às vezes compromete. Neste sábado errou saídas de bola com lançamentos e não conseguiu bloquear o atacante adversário no primeiro gol da Ferroviária. - 5,0
Gustavo Henrique: Sete meses sem jogar. Precisa de ritmo, mas não comprometeu. Seu forte sempre foi o posicionamento e isso foi eficiente. Teve dificuldades na cobertura de Caju pelo lado esquerdo. - 5,5
Caju: Foi ingênuo no pênalti cometido. Pouca produção no apoio. Limitou-se a ficar mais na marcação. - 5,0
Renato: Um primeiro tempo muito bom com a bola nos pés. Não me recordo de ter errado um passe. Na segunda etapa, quando precisou de um jogador mais marcador, que não é sua maior característica seu futebol teve uma queda. - 6,5
Vecchio: Tem muito mais eficácia vindo de trás como segundo volante, do que como armador. Assim como Renato, tem bom passe. Não foi brilhante, mas foi mal substituído. - 6,5 
(Léo Cittadini): Teve a infelicidade de entrar na equipe em um momento que o Santos tinha caído técnica e fisicamente no duelo. Deu passes laterais e como não joga há muito tempo, precisa de uma sequência para poder render mais. - 6,0
Jean Mota: Taticamente abriu possibilidades de Renato render mais no primeiro tempo e Vecchio utilizar os passes para os laterais, principalmente, Daniel, que avançou bastante. Tecnicamente poderia ter rendido um pouco mais. Precisa jogar mais para ganhar mais ritmo. - 5,5
Arthur Gomes: Pela direita, tem mais dificuldades de render. - 5,5
(Rodrygo): Um dia aconteceria do "menino de ouro" que que eu classifico como diferente, não render e esse dia chegou e foi neste sábado. Tudo normal, pois é apenas um jovem de muito talento e extremamente promissor. Ficou em campo por 20 minutos - 5,5
Sasha: O melhor do time. Como a maioria dos atacante formados no Sul é combativo. Realiza mais de uma função na frente. Começou pela esquerda e não pode sair mais do time. Apesar de baixa estatura (apenas 1,73m) já marcou o seu segundo gol de cabeça. - 7,5
Gabriel Barbosa: Não jogava desde dezembro e precisa recuperar o ritmo de jogo. Teve três chances e guardou uma. - 6,5
(Yuri Alberto): Jogou apenas 10 minutos. Entrou na partida onde o Santos já não agredia de forma organizada. - SEM NOTA
Técnico: Jair  Ventura: Armou o time com um meio campo técnico, porém, com pouca pegada. No segundo tempo, mexeu mal. Cittadini poderia entrar sim, mas não no lugar de Vecchio que cadenciava o jogo e tinha a função tática de dar qualidade no primeiro passe. Uma critica que eu tinha feito ao treinador e ele parece ter entendido (tanto que falou sobre na coletiva), tem dado chances a todos para que possa avaliá-los. O Estadual serve para isso mesmo. Deu liberdade aos laterais. - 5,5

#MAIS 90
Apesar das folgas do carnaval, estarei nesta segunda-feira (12), no Mais 90 do Esporte Interativo, à partir das 15h30. 

Nada de folga durante os dias que marcam a "folia de momo".

DEMORA NA ATUALIZAÇÃO DO BLOG Aproveito a ocasião para pedir perdão aos meus leitores por ter atualizado o post na tarde deste domingo (11). As chuvas fortes que castigaram a Baixada me deixaram sem TV e internet por quase 24 horas. A operadora só resolveu no fim da manhã deste domingo, o problema.

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