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A QUARTA FORÇA

Publicado às 00h09 desta terça-feira, 23 de janeiro de 2018.
O Santos perdeu em plena Vila Belmiro, em partida válida pela segunda rodada do Campeonato Paulista, diante do Bragantino por 1 a 0, na noite desta segunda-feira (22). 

Sem Lucas Veríssimo e Bruno Henrique lesionados, o Peixe teve muitas dificuldades de propor o jogo. A impressão que eu, particularmente tenho, é de que com esse elenco, com um time bem arrumado, apesar de pouco tempo de trabalho do Jair Ventura, o alvinegro vai fazer muitos pontos fora de casa, mas toda vez que tiver que se impor e pressionar o adversário, encontrará imensas dificuldades. Ainda assim, o time teve algumas oportunidades de abrir o marcador.

No começo da etapa complementar, Arthur recebeu do lado esquerdo e abriu a contagem, mas a "péssima arbitragem" anulou o lance de forma totalmente equivocada. Mas que fique claro, o Peixe foi sim prejudicado, mas não apaga a atuação abaixo, principalmente na criação e finalização do que o time, apesar de não ser "nenhum supra-sumo", possa produzir. 

Logo em seguida, um dos atacantes do Bragantino com um chute violento acertou a trave de Vanderlei e no rebote, Guilherme Martins fez o gol dos visitantes.

O técnico Jair Ventura ainda tentou algumas mudanças com Jean Mota ao lado de Vecchio para melhorar a criação, trouxe Copete para a lateral-esquerda, colocou o menino Rodrygo que fez uma "fumaça" do lado esquerdo do ataque, mas a "maré não estava para Peixe".

Porém, como não exista nada tão ruim que não possa piorar, Vecchio recebeu pela esquerda e após driblar o goleiro, caiu e arbitragem marcou pênalti, já nos acréscimos. Rodrigão pegou a bola (fiquei com a sensação que até demorou demais para bater) e cobrou a meia altura, o que facilitou a defesa do arqueiro Alex Alves.

Achar normal uma derrota para o Bragantino em casa, eu seria de um estupidez absurda, não é normal. Que a recuperação já aconteça na próxima rodada diante da Ponte Preta, na próxima quinta-feira (25). A exemplo do Santos, a alvinegra campineira que passa por reformulação em seu elenco, também perdeu em casa, neste fim de semana para o Linense.

Creio que com duas peças - um meia com capacidade de armar o jogo, porque mesmo Vecchio tendo indo bem, funciona melhor de segundo volante e um atacante "cascudo", como pediu o próprio treinador para comandar esses jovens é mais do que necessário.

Pelas razões expostas acima, mesmo perdendo apenas duas peças em relação ao time que terminou o ano - Ricardo Oliveira e Lucas Lima (Zeca já tinha abandonado o clube rodadas antes), eu concordei com o técnico Fábio Carille do SCCP, que afirmou que o Santos é a quarta força no Estado, principalmente por não ter no elenco hoje, jogadores badalados. 

Criatividade, ousadia e mesmo com as dificuldades financeiras - coragem de arriscar em mais duas contratações pontuais, são necessários para que a quarta potência, alcance vôos mais significativos na temporada, do que apenas o de participar das competições. E nem precisa ser quantitativa e qualitativa como em 2010, quando o clube trouxe Arouca, Robinho, Marquinhos, Bruno Aguiar e Bruno Rodrigo, entre outros.


FICHA TÉCNICA

SANTOS 0 X 1 BRAGANTINO

Árbitro: Salim Fende Chavez (SP)

Público/renda: 7.508 / R$ 223.615,00

Cartões amarelos: David Braz, Alison e Jean Mota (SFC); Fabiano e Bruno Sávio (BRA)
Gol: Guilherme Mattis (0-1) 
SANTOS: Vanderlei; Victor Ferraz, Luiz Felipe, David Braz e Romário (Sasha, aos 25'/2ºT); Alison, Renato (Jean Mota, aos 21'/2ºT) e Vecchio; Copete, Arthur Gomes (Rodrygo, aos 37'/2ºT) e Rodrigão. Técnico: Jair Ventura
BRAGANTINO: Alex Alves, Ewerton Nogueira (Diego Macedo, aos 28'/2ºT), Lázaro, Guilherme Mattis e Fabiano; Gerley (William Schuster, aos 39'/2ºT), Evandro e Adenilson; Vitinho, Matheus Peixoto e Léo Jaime (Bruno Sávio, aos 10'/2ºT). Técnico: Marcelo Veiga

Vecchio sofreu o pênalti desperdiçado por Rodrigão. Apesar de não ser armador foi o melhor do time santista na derrota.

NOTAS DOS JOGADORES DO SANTOS
Vanderlei: Expectador de luxo. O Bragantino quase não chegou a frente. No gol, nada podia fazer. - 6,0
Victor Ferraz: Com o ala Romário mais contido, era dele que mais se esperava no apoio. Ainda tem dificuldades na última bola, na hora do cruzamento. - 5,0 
Luiz Felipe: Jogou sério, antecipou algumas jogadas. Aos poucos sobe de produção. Substituiu bem ao titular Lucas Veríssimo. - 6,0
David Braz: Errou dois botes, mas nada que comprometesse. Subiu algumas poucas vezes na tentativa de dar qualidade no primeiro passe da construção de jogadas. - 6,0
Romário: Ele mesmo já disse que é mais marcador do que apoiador. Errou alguns passes curtos. Saiu lesionado. - 5,0
(Sasha): Muita vontade, transpiração e só. Não recebeu nenhuma bola para poder demonstrar se tem potencial. - 5,5
Alison: É o "pegador" na marcação do meio-campo. Recebeu um amarelo injusto da arbitragem, em lance que sequer fez a falta. - 6,0
Renato: Não jogou a frente da defesa como fazia com Dorival e Culpi. Tentou ajudar na construção com inversões de bola, mas nenhuma com capacidade de ser uma assistência que pudesse definir a partida. - 5,5
(Jean Mota): Entrou para ajudar na armação e alternou com Ferraz pela ala direita. - 5,5
Vecchio: Não canso de dizer, não é armador. mas extremamente esforçado para realizar a função. Trocou bolas principalmente pela direita com Ferraz e no fim da partida cavou o pênalti que poderia dar o empate. Espírito guerreiro típico de argentinos. Voluntarioso, buscou bolas em quase todos os setores do campo. - 7,0
Copete: Foi melhor como ala do que que como atacante. Jogador voluntarioso. - 6,0
Arthur Gomes: Começou mal, mas foi ganhando confiança. Arriscou jogadas individuais e teve um gol muito mal anulado. - 6,5
(Rodrygo): Jogou apenas 13 minutos (com os acréscimos). Entrou bem na partida. Demonstrou personalidade ao não afinar para o lateral e foi para cima com seus dribles curtos. Tem personalidade para ser melhor aproveitado. - 6,5
Rodrigão: Bateu muito mal o pênalti. Tem dificuldades quando sai fora da área. - 4,0
Técnico: Jair Ventura: Prejudicado pela arbitragem com o gol legal de Arthur. Acertou ao colocar Copete de ala esquerda. Podia ter colocado Rodrygo um pouco antes, na tentativa de ter alguém capaz de quebrar as linhas defensivas do Bragantino. - 6,0

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