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TERCEIRO LUGAR

Publicado ás 07h50 desta segunda-feira, 4 de dezembro de 2017.
Com os resultados da última rodada, o Santos dependia apenas dele para ser pelo segundo ano seguido, o vice-campeão brasileiro. Entretanto, o Peixe ficou apenas no empate de 1 a 1 com o rebaixado Avaí-SC e terminou a competição classificado para a Libertadores do ano seguinte, mas apenas com a terceira colocação. Com isso, o alvinegro deixou de abocanhar uma premiação de mais de R$ 11 milhões e levará para seus cofres a bagatela de pouco mais de R$ 7 milhões.

Com Matheus Jesus e Kayke nas vagas de Alison e Ricardo Oliveira suspensos, o Peixe preferiu aguardar o desespero do time catarinense que precisava vencer para se manter na série A e explorar os contra-ataques. Porém, o time esbarrava nas tentativas e principalmente na atuação discreta de Bruno Henrique, que não teve uma tarde inspirada, ao contrário da grande maioria dos jogos desta temporada, onde ao lado de Vanderlei, foram os grandes nomes da campanha santista.

Ainda assim, após cobrança de escanteio do Avaí, finalmente o contra-golpe saiu e após passe de Matheus Jesus, Copete abriu o placar para o Peixe. Entretanto, não deu tempo de nem de comemorar e a lei do ex-jogador entrou em prática. Pedro Castro, campeão da Copa São Paulo Junior em 2013, acertou um "pombo sem asas" e empatou para os visitantes.

Na segunda etapa, o jogo ficou mais aberto, pois o empate não servia para nenhum dos dois times. O técnico Elano colocou os jovens Yuri, Emerson e Rodrygo nas vagas de Kayke, Vecchio e Copete. Alguns dos garotos ficaram um pouco nervosos com a cobrança de alguns torcedores. O Santos teve oportunidades para ampliar o placar e não conseguiu. No final santistas e avaianos "morreram" abraçados e terminaram empatados. O Peixe ainda foi beneficiado pela vitória do Atlético-MG sobre o Grêmio e pulou de terceiro para quarto na tabela.

Pelo que se projetou e a expectativa criado para o ano de 2017, o Santos decepcionou. Foi eliminado nas quartas de finais do Paulista, Libertadores e Copa do Brasil e a terceira colocação no Brasileiro, além da troca de técnico duas vezes durante o ano. 

De bom, apenas o retorno a maior competição do continente no ano que vem, pelo segundo ano consecutivo após quatro temporadas ausentes, se bem que nos moldes atuais com sete, oito ou até nove primeiros colocados do nacional se classificando, é mais do que obrigação. Não digo que é um ano para esquecer, absolutamente e sim lembrar de como não deve ser feito para as próximas temporadas. 

Também não é menos verdade que é visível que o elenco precisa de reforços. Quem quer que seja o próximo presidente eleito no próximo sábado (9), já deverá no primeiro dia útil da semana que vem pensar na montagem de um elenco minimamente competitivo, não necessariamente caro, para a próxima temporada. 

Não meço a minha régua pela dos outros. Outros times gastaram mais como Atlético-MG, Flamengo e o próprio Palmeiras e igualmente decepcionaram, entretanto, pela história do Santos, não dá para comemorar, apesar de não ter sido de todo ruim a terceira posição.

E para não dizer que não falei das flores, que se cobre sim dos jovens, mas muitos torcedores nas redes sociais principalmente, julgando os meninos pelos primeiros minutos como profissional. Calma gente. Queriam que eles já "rabiscassem" a defesa logo de cara. O Rodrygo, por exemplo, encarou o Maicon, experiente lateral da Seleção brasileira na Copa de 2010, futebol europeu, não era um qualquer. Que não se perca talentosos jogadores como o Felipe Anderson, que não fez sucesso na Vila, para brilhar no "calcio" italiano com a camisa da Lazio. Será a repetição de atuações que determinará se os meninos tem ou não condições de representarem com o manto alvinegro.

Copete marcou o gol santista.
FICHA TÉCNICA
SANTOS 1 X 1 AVAÍ
Estádio da Vila Belmiro, Santos
Árbitro: Wagner do Nascimento Magalhães - RJ (FIFA)
Público/renda: 7.539/ R$ 122.215,00
Cartões amarelos: Simião (AVA), Emerson e Matheus Jesus (SFC)
Gols: Copete (30'/1ºT) (1-0), Pedro Castro (31'/1ºT) (1-1)
SANTOS: Vanderlei, Victor Ferraz, Lucas Veríssimo, Luiz Felipe e Jean Mota; Matheus Jesus, Renato e Vecchio (Emerson aos 11'/2ºT); Bruno Henrique, Copete (Rodrygo aos 25'/2ºT) e Kayke (Yuri Alberto aos 15'/2ºT). Técnico: Elano
AVAÍ: Douglas; Maicon, Betão, Alemão e João Paulo; Simião, Pedro Castro e Marquinhos (Juan aos 12'/2ºT); Júnior Dutra (Luanzinho aos 4'/2ºT), Lourenço (Rômulo aos 31'/2ºT) e Maurinho. Técnico: Claudinei Oliveira.

NOTAS DOS JOGADORES DO SANTOS
Vanderlei: Sem culpa no gol sofrido. Pouco trabalhou. O melhor goleiro do campeonato e injustiçado pelo "meritocrata" Tite - 6,0
Victor Ferraz: Começou muito bem, tanto na defesa como no apoio. Depois caiu de produção e não manteve o volume dos primeiros 20 minutos. - 6,0
Lucas Veríssimo: Um dos melhores zagueiros do campeonato, teve uma queda em alguns dos últimos jogos, mas voltou a jogar bem. - 6,5
Luiz Felipe: Aos poucos retoma a boa forma. - 6,0
Jean Mota: Na lateral limitou-se a marcação e no meio foi um pouco melhor. - 5,5
Matheus Jesus: O melhor da partida. Bem na proteção e na chegada a frente. - 7,0
Renato: Plantou mais a frente da defesa e limitou-se aos passes laterais. - 5,5
Vecchio:  Não canso de dizer, não é armador e sim segundo volante. Com exceção de dois lances, pouco criou chances para os atacantes. - 5,5
(Emerson): Quando perdeu a primeira bola, perdeu a confiança. Nervoso. Tudo normal. Até quinta-feira nem sonhava em ser promovido ao profissional. Treinou em um dia e jogou no seguinte. - 5,0
Bruno Henrique: Longe daquela extrema atrevido que foi a única contratação que efetivamente deu resultado na temporada.  Ao lado de Vanderlei, o melhor do time em 2017. - 5,5
Copete: Bem colocado. Se na parte técnica deixa a desejar, tem uma colocação e um faro de algo que impressionam. - 6,5
(Rodrygo): Finalmente teve 20 minutos e tocou na bola como jogador profissional. Na esquerda, que é o seu forte, teve dificuldade contra o experiente Maicon. Na direita, deu mais trabalho. Dos três jovens, foi o que atuou melhor. - 6,0
Kayke: Não marca um gol desde julho. Não vai deixar saudade alguma. Vai retornar do empréstimo ao futebol japonês. Fez uma jogada interessante no começo do segundo tempo e só. - 5,0
(Yuri Alberto): A exemplo de Emerson, também sentiu um pouco pelo nervosismo depois de perder um gol na pequena área, mesmo o assistente dando impedimento. Tem apenas 16 anos, vamos com calma. - 5,0
Técnico: Elano: O Santos aceitou em muitos momentos, o adversário controlar o jogo. Se limitou em diversas oportunidades a jogar no contra-ataque em casa diante de um dos piores times do campeonato. Sabedor que Kayke se despedia, podia ter dado chances a um dos jovens Yuri ou Rodrygo desde o início. - 5,0

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