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O SONHO ACABOU

Publicado à 01h19 desta quinta-feira, 9 de novembro de 2017.
Se o torcedor santista ainda alimentava alguma esperança de ultrapassar o líder SCCP e ficar com o título de Campeão Brasileiro, ela se encerrou na noite desta quarta-feira (8). O alvinegro não perdia para o Vasco, em Vila Belmiro, há 12 anos (2005 - 2x3), entretanto, de virada, os cariocas bateram o Peixe por 2 a 1. Como nada é tão ruim que não possa ficar pior, o SCCP venceu o Atlético-PR, em Curitiba e o Grêmio bateu a Ponte `Preta, em Campinas. Com tudo isso, o Peixe caiu para terceira colocação e a cinco jogos do fim do campeonato, aumentou para nove a diferença do primeiro lugar e o clube da baixada.

Sem novidades na escalação, em relação ao time que venceu o Atlético-MG, a equipe comandada por Elano tentava propor o jogo, mas parava no bom esquema defensivo e compactado do Vasco da Gama, bem dirigido por Zé Ricardo. 

Se Bruno Henrique, na individualidade, não ultrapasse as linhas defensivas do time da cruz de malta, o Santos não oferecia perigo a meta adversária. A igualdade no fim da primeira etapa, sem ninguém abrir o marcador, foi justa.

Vieram os 45 minutos finais e numa jogada individual de Lucas Lima, o meia deu bela assistência a Ricardo Oliveira que abriu o marcador aos 19 minutos da etapa complementar. Após abrir o placar, a tendência e a expectativa é de que o Peixe iria ter mais espaço e o Vasco, como teria que sair para o jogo, daria mais espaço e o segundo gol santista seria questão de tempo. Doce ilusão. Aos 39 minutos, o jovem Evander de apenas 19 anos, acertou um "pombo sem asas" e empatou o jogo. O interino Elano, já havia retirado Ricardo Oliveira, deixou o jovem Arthur de falso 9 e colocou o colombiano Copete para ajudar na ala esquerda. 

Após a igualdade no marcador, já no desespero, o interino sacou Alison, o melhor santista na partida e colocou o atacante Kayke e veio a "pá de cal". Aos 47 minutos, falta na entrada da área e Nêne cobrou com precisão e matou o jogo.

Sejamos honestos. Apesar do Santos sempre ter figurado nas primeiras posições do Campeonato após a 10a. rodada, o time nunca deu pinta que brigaria para faturar a competição. Nos momentos cruciais, o time derrapou e novamente para os times na segunda metade da tabela. Empates sucessivos para Ponte Preta, Vitória e Sport; derrota para o São Paulo e agora novo revés para o Vasco, em casa. Foram duas vitórias, três empates e duas derrotas nos últimos sete jogos. De 21 pontos, conquistou apenas 9. Percentual baixo, para quem deseja algo maior.

Das contratações realizadas para esta temporada, apenas Bruno Henrique deu efetivamente certo. Resta ao alvinegro praiano, brigar nas cinco rodadas que restam para garantir a vaga para Libertadores do ano que vem, de forma direta, o que também não será fácil. Os próximos dois jogos diante da Chapecoense, na próxima segunda-feira (13) e diante do Bahia, na sequência, são fora de casa. Bruno Henrique que recebeu o terceiro amarelo, desfalca o time no Sul do país.

strutura.com.br

FICHA TÉCNICA
SANTOS 1 X 2 VASCO
Estádio da Vila Belmiro - Santos
Árbitro: Rafael Traci (PR)
Público/renda: 7.841 pagantes/R$ 211.555,00
Cartões amarelos: Arthur Gomes, Bruno Henrique (SAN); Paulão, Breno, Wellington e Andrés Rios (VAS)
Gols: Ricardo Oliveira (19'/2ºT) (1-0); Evander (39'/2ºT) (1-1), Nenê (47'/2ºT) (1-2)
SANTOS: Vanderlei, Victor Ferraz, Lucas Veríssimo, David Braz (Luiz Felipe, aos 26'/2º) e Caju; Renato e Alison (Kayke, aos 44'/2ºT); Lucas Lima, Arthur Gomes e Bruno Henrique; Ricardo Oliveira (Copete, aos 37'/2º). Técnico: Elano
VASCO: Gabriel Felix (Jordi, aos 14'/2ºT), Gilberto, Breno, Paulão e Henrique; Jean (Evander, aos 26'/2ºT) e Wellington, Yago Pikachu (Eder Luis, aos 35'/2ºT), Nenê e Paulinho; Andrés Rios. Técnico: Zé Ricardo.

NOTAS DOS JOGADORES DO SANTOS
Vanderlei: Culpar o melhor goleiro das Américas na temporada, pelo primeiro gol é muita covardia. Nada podia fazer. Nem no segundo. - 5,5
Victor Ferraz: Apesar da parte defensiva não ser o seu forte, deu conta do recado. Não conseguiu tabelar no apoio por dentro, sua principal característica. - 5,0
Lucas Veríssimo: Um dos melhores defensores do país em 2017, teve uma leve queda nos últimos jogos. Não comprometeu. - 5,0
David Braz: Deu uma saída errada no começo do jogo. Se recuperou e até foi ao meio-campo para dar qualidade na primeira bola. Saiu contundido. - 5,5
(Luiz Felipe): O melhor zagueiro no Brasil na temporada passada, está sem ritmo, em razão de cirurgia no joelho. Jogou pouco neste ano. Cometeu a falta que originou ao gol da vitória do time da Colina. - 5,0
Caju: Começou marcando mal e depois se acertou. No apoio, seu forte, não conseguiu colaborar nas ações ofensivas. - 5,0
Renato: No primeiro tempo, distribuiu bem o jogo. No segundo, caiu de produção. - 5,0
Alison: Um incansável. Lutou e roubou bolas por todas as partes. - 6,0
(Kayke): Jogou apenas alguns minutos, tempo insuficiente para ser notado. Não marca um gol desde o meio do ano. - SEM NOTA
Lucas Lima: Estava bem marcado na primeira etapa. Na segunda, conseguiu sair do volante e dar bela assistência para o gol de Ricardo Oliveira. Depois sumiu do jogo, novamente. - 5,5
Arthur: Ainda não tem a confiança e a "cancha" de um jogador rodado. Errou passes no primeiro tempo. Melhorou um pouco na segunda etapa. - 5,0
Bruno Henrique: Foi o único que conseguia quebrar as linhas na individualidade. Um dos melhores atacantes na atualidade no país, apareceu pouco no segundo tempo. - 5,5
Ricardo Oliveira: Perdeu algumas jogadas ofensivas que normalmente costuma guardar. Na melhor delas, botou para dentro. Pela sua representatividade, não deveria ter saído. Impõe mais respeito aos defensores adversários. - 6,0
(Copete): Entrou nos minutos finais. - SEM NOTA
Elano (técnico): Não foi muito feliz nas alterações. Quando quis colocar Copete para proteger o lado esquerdo da defesa, preferiu tirar Ricardo Oliveira e deixar a juventude de Arthur que foi atuar improvisado de centroavante. Depois retirou o melhor jogador do Santos na partida, Alison, para colocar Kayke. Não pecou por omissão, mas abriu ainda mais o meio-campo. É apenas o início da carreira e vai amadurecer como todo profissional em seu ramo de atividade. - 5,0



 

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