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O EMPATE NÃO SERVIU

Publicado às 20h06 desta quinta-feira, 12 de outubro de 2017.
O Santos foi até Campinas e só a vitória interessava. A equipe levou um gol logo a quatro minutos, empatou nos acréscimos da primeira etapa, mas não conseguiu a virada e ficou no 1 a 1. Com o resultado no interior de São Paulo e a vitória do líder SCCP sobre o Coritiba, a diferença do segunda lugar, o Peixe, para o primeiro aumentou de oito para dez pontos, a 11 rodadas do fim (58 a 48).

No primeiro tempo, o alvinegro praiano tomou o gol muito cedo. após cobrança de falta da esquerda, a bola bateu na mão direita do ponte-pretano Lucca, a arbitragem mandou seguir, o atacante tentou dar uma bicicleta na pequena área, Vanderlei deu um soco na bola, mas ela sobrou para Naldo que abriu o placar para os donos da casa.

O Santos de Levir adora jogar no contra-ataque e com a vantagem parcial, o time campineiro só se preocupava em marcar e explorar a velocidade de Lucca e Emerson Sheik. Jean Patrick "colou" em Lucas Lima que voltava ao time após um mês em recuperação de lesão muscular na coxa e o time novamente tinha dificuldade de propor o jogo. 

Entretanto, em uma das poucas vezes que o camisa 10 do Peixe se livrou do marcador, a zaga rebateu, porém, Bruno Henrique, o melhor atacante do time na competição, driblou (pela direita, algo incomum) e colocou a bola na cabeça de Ricardo Oliveira que empatou a partida nos acréscimos da etapa inicial. Apesar de a Ponte ter pedido o segundo gol, minutos antes, foi feito justiça, pois mesmo com as dificuldades, a alvinegra campineira só queria destruir.

Veio a etapa complementar e Lucas Lima se adiantou um pouco mais. O time da Vila teve duas grandes oportunidades, ambas com Bruno Henrique no alto. O camisa 27 que sobe bem demais cabeceou em ambas. Na primeira, Aranha fez grande defesa e na segunda, o "Bolt" santista cabeceou a direita do goleiro da Macaca.

O Peixe ficou durante oito minutos com um jogador a mais. Após Bruno Henrique dar um lindo lençol em Nino Paraíba, Fernando Bob, que podia ter sido expulso ainda no primeiro tempo, tamanha a quantidade de faltas fortes que cometeu, foi para o vestiário mais cedo e eu particularmente, não entendi o técnico santista Levir Culpi, não ter colocado um atacante durante esse tempo para amassar o adversário em seu campo e tentar marcar o segundo gol para vencer o jogo. A partida terminou sem que o treinador santista fizesse uma substituição sequer. 

O Santos volta a campo na próxima segunda-feira (16), diante do Vitória-BA, no Pacaembu, às 20h. Se sonhar ainda é possível, após os resultados desta rodada, a concretização dessa façanha, ficou bem mais difícil.


FICHA TÉCNICA
PONTE PRETA 1 X 1 SANTOS
EStádio Moisés Lucarelli - Campinas (SP)
Árbitro: Raphael Claus (Fifa-SP)
Público e renda: 13.982 pagantes/R$ 120.475,00
Cartões amarelos: Naldo, Fernando Bob e Luan peres (P.P), Lucas Lima e Zeca (SFC)
Cartões vermelhos: Fernando Bob (P.P)
Gols: Naldo (4'/1ºT) (1-0), Ricardo Oliveira (44'/1ºT) (1-1)
PONTE PRETA: Aranha; Nino Paraíba, Marllon, Luan Peres e Jeferson; Fernando Bob, Naldo (Jádson, 221/2ºT), Danilo Barcelos e Jean Patrick (Felipe Saraiva, 28'/2ºT); Emerson Sheik (Léo Gamalho, 17'/2ºT) e Lucca. Técnico: Eduardo Baptista.
SANTOS: Vanderlei; Daniel Guedes, Lucas Veríssimo, David Braz e Zeca; Alison, Matheus Jesus e Lucas Lima; Copete, Bruno Henrique e Ricardo Oliveira. Técnico: Levir Culpi.

NOTAS DOS JOGADORES DO SANTOS:
Vanderlei: O melhor goleiro da atualidade nas Américas, teve pouco trabalho. No gol, teve que dividir com o atacante Lucca que tentou a bicicleta na pequena área e com isso, o arqueiro deu um soco na bola, mas ela não ganhou força e Naldo, sozinho, fez o gol da Ponte. - 6,0
Daniel Guedes: Bem no apoio com sua velocidade que impressiona. Entretanto, não conseguiu dar nenhuma assistência que constituísse em gol. Tem qualidade para evoluir. - 6,5
Lucas Veríssimo: Vive excelente momento, entretanto, no gol dos donos da casa, teve um lapso de indecisão. - 6,5
David Braz: Trabalhou bastante. Também não conseguiu tirar a bola no gol dos donos da casa. Era quem dava a cobertura nas subidas de Nino Paraíba e foi para o enfrentamento com Sheik. - 6,0
Zeca: No primeiro tempo, teve problemas para conter o apoio de Nino Paraíba e a velocidade do veterano Sheik. Com a bola, subiu ao ataque e teve momentos que apareceu até pela direita, na tentativa de furar a retranca dos donos da casa. - 6,0
Alison: Outro boa partida do "reciclado" e melhorado volante santista. Bem na cobertura de Zeca e na marcação a frente dos defensores. - 6,5
Matheus Jesus: Um primeiro tempo de muito personalidade. Exagerou um pouco nos toques refinados. Tem bola para se manter titular. Tem apenas 20 anos e tudo para evoluir, ainda mais. Caiu de rendimento na segunda etapa. - 7,0
Lucas Lima: Bem marcado por Jean Patrick. Conseguiu duas escapadas. Na primeira, deu inicio a jogada do primeiro gol e no segundo, Bruno Henrique cabeceou a direita. - 6,5
Copete: Teve uma oportunidade assim que iniciou a partida, mas se atrapalhou. Colaborou na marcação e cobertura de Daniel Guedes. Não vive uma ótima fase tecnicamente. - 5,5
Bruno Henrique: Sou obrigado a admitir que o Santos vive uma Bruno Henrique/Vanderlei dependência. Nesta tarde, o camisa 27 brilhou no gol do empate e não teve sorte nas duas conclusões de cabeça. O melhor do jogo, mesmo sumido grande parte do primeiro tempo.- 7,0
Ricardo Oliveira: Estava apagado até marcar o gol de empate. - 7,0
Técnico: Levir Culpi: O time santista foi completamente anulado pela Ponte. Com o forte calor, o desgaste da partida, não justifica o treinador não ter feito uma substituição sequer, principalmente após ter um jogador a mais, após a expulsão de Bob. Podia ter utilizado Jean Mota, Arthur, Vecchio e Serginho. Qualquer um dos quatro. Disse na coletiva: "Eu achei que se mexesse no time, nós podíamos perder.". Não sou o dono da verdade, mas inadmissível a justificativa, no meu conceito de pensar futebol. Faltou ousadia no meu ponto de vista para tentar mudar o panorama da partida, principalmente nos minutos finais, quando podia tentar amassar o adversário, já que tinha um jogador a mais. - 4,5


 

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