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SHOW DE COPETE E VITÓRIA NO CLÁSSICO


Publicado às 07h43 desta segunda-feira, 10 de julho de 2017.
O Santos venceu seu segundo clássico regional na temporada e no Campeonato Brasileiro. Num show do colombiano Copete, que ao marcar os três gols do alvinegro, tornou-se o estrangeiro com o maior número gols da história do clube, agora com 20 gols (ao lado do argentino Echevarrieta, que atuou entre 1942 e 1943), o Peixe bateu o São Paulo por 3 a 2. Com o resultado, o time da Vila voltou ao G-4.

Sem Bruno Henrique, que não foi relacionado em razão de ter levado um pisão no pé esquerdo no meio de semana e com muitas dores, ficou de fora, Thiago Ribeiro atuou aberto pelo lado esquerdo do ataque. 

Mesmo com o resultado positivo, nem tudo foram flores na Vila famosa. O time de Levir Culpi voltou a ter dificuldades de propor o jogo. Até o primeiro gol da partida, o time praiano tinha exigido pouco do goleiro Renan Ribeiro. Mesmo sem ter a posse de bola na maior parte do tempo, o São Paulo era mais perigoso nos contra-golpes. Entretanto, bastou Kayke chutar e o goleiro São Paulino espalmar uma bola fácil para Copete marcar o primeiro dos seus três gols na partida e o jogo mudar o panorama.

Na comemoração do primeiro gol, Copete tirou o uniforme e mostrou as marcas das cicatrizes em sua barriga. O jogador sofreu um acidente em casa, após a sua panela de pressão explodir e atingiu o abdômen e um dos braços, no começo da semana. Ainda assim, mesmo com as queimaduras, o atleta viajou para Curitiba e atuou diante do Atlético-PR, pela Libertadores e neste fim de semana, contra o tricolor.

Com a vantagem no placar, o Santos deu o campo ao adversário e começou a explorar os contra-ataques. Uma goleada se anunciava. Kayke cruzou no segundo pau, e como um "beija-flor" Copete parou no ar e marcou de cabeça seu segundo gol no jogo. 

E tinha mais. Jean Mota colocou a bola entre as pernas de Buffarini e achou Copete livre na área. O colombiano, em noite inspirada, mandou de primeira para o fundo das redes - 3 a 0.

Pintado, técnico interino do São Paulo (o ex-santista Dorival Junior assume nesta segunda-feira, o comando do clube paulistano), realizou algumas modificações no time do Morumbi e quase chegou a igualdade. Primeiro, Lucas Pratto chutou penalidade máxima na trave. Depois, Shaylon diminuiu e o estreante Arboleda em um lance extremamente duvidoso, fez o segundo aos 41 minutos da etapa complementar para os visitantes, mas não havia tempo para mais nada e o Santos pulou para 20 pontos na tábua de classificação. O São Paulo não vence há sete jogos.

Na quarta-feira (12), sem Copete e Lucas Lima que receberam o terceiro cartão amarelo, o Santos vai a Belo Horizonte e encara o Atlético-MG, às 19h30.

FICHA TÉCNICA
SANTOS 3 X 2 SÃO PAULO
Estádio da Vila Belmiro
Árbitro: Sandro Meira Ricci (SC)
Público e renda: 10.322 pagantes/R$ 422.935,00 
Cartões amarelos: Copete, Jean Mota e Lucas Lima (Santos), Pratto, Lucas Fernandes e Júnior Tavares (São Paulo)
GOLS: Copete, aos 43/1ºT (1-0), Copete, aos 8/2ºT (2-0) e Copete, aos 21/2ºT (3-0), Shaylon, aos 30/2ºT (3-1) e Arboleda, aos 41/2ºT (3-2)
SANTOS: Vanderlei; Victor Ferraz, David Braz, Lucas Veríssimo e Jean Mota; Renato (Leandro Donizete), Thiago Maia e Lucas Lima; Copete (Vladimir Hernández), Thiago Ribeiro (Arthur Gomes) e Kayke. Técnico: Levir Culpi.
SÃO PAULO: Renan Ribeiro; Buffarini (Wesley, aos 37/2ºT), Arboleda, Rodrigo Caio e Júnior Tavares; Jucilei, Petros e Jonatan Gomez; Marcinho (Shaylon, aos 11/2ºT), Denilson (Lucas Fernandes, aos 28/2ºT) e Pratto. Técnico (interino): Pintado.


NOTAS DOS JOGADORES DO SANTOS
Vanderlei: O melhor goleiro do país, dessa vez não realizou grandes defesas. No segundo gol do São Paulo não tinha o que fazer. A fase anda tão boa, que a cobrança de pênalti de Lucas Pratto, ele não defendeu, mas bateu na trave. - 6,5
Victor Ferraz: Não pode avançar tanto, em razão de Denilson ficar o tempo todo posicionado nas suas costas. Trocou passes e fez alguns cortes defensivos providenciais,  principalmente no final do jogo. - 6,5
David Braz: Defensor que tem bom passe, se aventurou a frente em dois lances na primeira etapa. Cometeu um pênalti na segunda etapa. - 6,0
Lucas Veríssimo: Jovem em grande evolução, bem posicionado. Não deu brechas ao adversário tanto no alto, como nas bolas aéreas. - 7,0
Jean Mota: Realizou sua melhor partida como ala no Santos. Fez o que quis com Buffarini no lance do terceiro gol. Ainda tem dificuldade para marcar, mas se mostra mais adaptado para jogar improvisado na função. - 7,5
Renato: Quando saiu, pode se notar quanto falta faz na proteção a defesa na cabeça da área. Preocupa para o jogo do meio de semana, pois sentiu uma fisgada em uma da coxas. - 7,0
(Leandro Donizete): Precisa de uma sequência para voltar a ter ritmo de jogo. Deu combates e pelo histórico, o árbitro Sandro Meira Ricci deu falta do camisa 30 próximo á área que ele nem cometeu. - 6,0
Thiago Maia: Próximo de deixar a Vila Belmiro com destino a Europa, o camisa 29 correu como de costume, apareceu como opção para receber passes e cobriu as laterais com a eficiência de sempre. Tem tudo para se tornar um volante com convocações para a Seleção em curto espaço de tempo. - 7,5
Lucas Lima: No primeiro tempo era o único que propunha jogo. Sentiu falta de alguém no meio para trocar bolas. - 7,0
Copete: Não de uma qualidade técnica invejável, porém, a garra, a vitalidade, a impulsão e a entrega, além da disciplina tática e posicionamento na área que impressionam. Jogar queimado, com o suor escorrendo pelo corpo, não deve ser na da fácil, muito menos marcar três gols em um clássico.Só não vai levar a nota 10, em razão de um gol perdido antes de marcar outros três. - 9,5
(Hernández): Jogou apenas seis minutos com os acréscimos. - SEM NOTA
Thiago Ribeiro: Posicionamento tático perfeito e com ótima leitura de jogo, não tem a mesma velocidade do começo da carreira. Fez boas ultrapassagens e tabelou com os meias. - 6,5
(Arthur): Tem talento e está sendo lapidado. Puxou um bom contra-ataque do lado esquerdo. - 6,5
Kayke: Participou de dois dos três gols. Apesar de ser o "9" é muito rápido. - 7,0
Técnico: Levir Culpi: Entre as opções que tinha para substituir Bruno Henrique acertou em colocar a experiência de Thiago Ribeiro. Tentou matar o jogo no contra-ataque com Arthur, mas após perder Renato, lesionado, não conseguiu arrumar o meio, após Pintado colocar Lucas Fernandes. - 6,5


 

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