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CRITICAS OU CORNETAS?

Publicado às 18h34 desta terça-feira, 21 de Março de 2017.
Na noite desta segunda-feira (20), paredes do estádio da Vila Belmiro amanheceram pichadas. O único jogador que teve o nome citado no protesto foi o lateral, medalha de ouro com a Seleção Brasileira, nas Olimpíadas do Rio de Janeiro, o ano passado, Zeca. 

O camisa 37 (na Libertadores Zeca usa a número 3), prata da casa e campeão da Copa São Paulo de 2014 pelo Peixe, não vive o seu melhor momento na carreira, é fato. Porém, após ele chutar a bola na arquibancada, ao final do jogo, na vitória diante do Botafogo-SP, há algumas semanas, criou uma briga desnecessária com o torcedor. Também concordo que nada justifica a sua atitude, mas daí, queimar o jogador e acelerar uma possível saída do clube, pois, em uma janela recente, era o único que teve proposta oficial de clube médio-grande da Europa, o Atlético de Madrid, é uma tolice.

Vejamos alguns exemplos recentes. Casemiro é um deles. Jogador indispensável atualmente no Real Madrid-ESP e na Seleção Brasileira, surgiu no rival São Paulo, após as conquistas do Sul Americano e Mundial sub-20 em 2011. Os cornetas no Morumbi não conseguiam avaliá-lo como um garoto de apenas 20 anos, e que faltava-lhe amadurecimento. Até Neymar, também revelado no Peixe, viveu seus dias de "aborrecente". 

Qualquer jovem necessita de amadurecimento, dentro e fora de campo - Gabriel Barbosa, Gabriel Jesus , entre outros. Não esqueçam que Zeca, em 2015, estava negociado para o Columbus Crew, dos Estados Unidos e acabou permanecendo, tem apenas 22 anos.

Retomo o exemplo que citei de Casemiro. Ele foi negociado com o time B do Real, passou pelo Porto, até alcançar o posto de titular absoluto de Zidane. Comeu o "pão que o diabo amassou". Foi achincalhado no clube da capital paulistana e foi embora quase de graça para o exterior, assim como Kaká, na década passada, após atirarem pipocas rosas no meia que foi para o Milan-ITA, por valores bem menores do que seu futebol valia.

E não cito apenas as cornetas para jogador. Digo o mesmo para treinador. Vejamos Tite, técnico que está invicto a frente da Seleção Brasileira. Teria ele conseguido amadurecer como treinador, se a diretoria do clube de Itaquera não segurasse o seu rojão, após a eliminação precoce diante do Tolima na fase preliminar da Libertadores 2011? Se os dirigentes do time mosqueteiro fossem passionais, naquele instante, ele atingiria o status que tem? Claro que não.

Digo tudo isso para externar que devemos criticar sim, mas cornetar não. Há um abismo de diferença entre uma palavra e outra. O Torcedor tem o dever de ser crítico, cobrar, reclamar, exigir, vaiar, mas não faz sentido pegar no pé de A, B ou C em razão de um ato, fruto de uma imaturidade ou uma desestabilidade emocional momentânea. Não é nada inteligente. Assim como criar um rótulo, em algum atleta ou membro de uma comissão técnica, como costumamos assistir, principalmente pelas redes sociais.

Cornetar é criticar sem conhecimento de causa, com tom raivoso e com argumentos descartáveis. Amaldiçoar o time com poucos minutos de jogo é outro exemplo de cornetagem. Quando criticarmos algum jogador ou profissional do futebol, onde quer que seja, vamos procurar justificar essa posição com argumentos paupáveis (números dentro de campo, sinalizar onde, quando errou e apontar possíveis soluções), ver na carreira do atleta, se ele tem recursos, brilhou de alguma forma e o principal - ser justo. Falar a esmo, fazer pichação e o pior, danificar o estádio do time, um patrimônio do clube, não me parece ser o melhor caminho.

Que estas histórias, que não deviam acontecer, fiquem limitadas aos rivais e não ao Santos que tem como DNA revelar grandes atletas em casa.

Kaíke tem apenas 16 anos.
ZAGUEIRO ASSINA COM O PROFISSIONAL

O zagueiro Kaíke de apenas 16 anos, assinou nesta segunda-feira (20), seu vínculo de atleta profissional com o Santos. O defensor de 1,95 de altura, tem quatro convocações para as seleções brasileira de base. 

O jogador é uma das apostas do clube, na considerada "geração de ouro" nascida em 2001. O atleta cresceu muito nas mãos do técnico Luciano Santos. 

No ano passado, o atleta foi o autor do gol do título da XIX Copa Amizade Brasil Japão, a popular “Copa Zico” diante do Botafogo-RJ, por 1 a 0, no Rio de Janeiro.

O vínculo do novo profissional da Vila é de três temporadas, ou seja, até 2020.


 

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