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FIM DOS TABUS

Publicado às 07h59 desta quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017.
Em seu quarto jogo oficial na temporada, o Santos perdeu sua invencibilidade no ano. O alvinegro foi derrotado de virada para o São Paulo, por 3 a 1. De quebra, perdeu a invencibilidade de 17 jogos na Vila, em clássicos e o Peixe não perdia para o São Paulo na baixada, desde 2009. Eram 11 jogos com 7 vitórias e 4 empates. 

Em estadual, o clube praiano não perdia para o tricolor em Urbano Caldeira, desde o longínquo ano de 2003 e em Campeonato Paulista, a última derrota em seu estádio tinha sido para o Palmeiras, há seis anos. Eram 45 jogos invictos. Confesso que foi difícil dormir nesta madrugada.

Com a mesma equipe da partida diante do Red Bull, conforme o Blog do ADEMIR QUINTINO havia publicado na véspera do jogo (Leandro Donizete na cabeça de área e Yuri improvisado na zaga), o time de Dorival Junior foi para cima, e não é menos verdade que fez um primeiro tempo bom. Acuou o São Paulo em seu campo e teve algumas chances. Em uma delas, Vitor Bueno deixou o argentino Buffarini no chão e achou Copete que abriu o marcador aos 10 minutos de jogo.

Entretanto, ainda na primeira etapa, o São Paulo chegaria ao empate com Cueva de pênalti, cometido pelo campeão olímpico Zeca. 

Mas o pior estava por vir. Rogério Ceni, enxergou bem o jogo. Sacou a única peça que não rendia no seu time - o ex-santista Neílton e colocou o velocista Luíz Araújo. Com a marcação alta da defesa santista e pouca cobertura, o clássico começou a ser decidido nesta substituição. O segundo tempo foi uma aula de contra-ataque e merecidamente, o rival venceu o jogo. 

Nenhuma derrota vem em boa hora, isso é folclore, porém, que seja agora, para ajustar o time para a fase de grupos da Libertadores. Mesmo após a goleada sobre a Linense por 6 a 2, em entrevista com o treinador Dorival Junior, eu disse ao comandante santista que me preocupava a exposição dos zagueiros. Que contra jogadores rápidos, isso podia acontecer. E o São Paulo soube utilizar esse expediente. Com os três gols sofridos na noite desta quarta-feira (15) já são 7 em três jogos no estadual. Quase 2,5 gols por partida. É um número inaceitável para uma equipe que sonha e pode conquistar a América em 2017.
"Tivemos uma derrota com erros pontuais, diferente de domingo. Tivemos um primeiro tempo bom. O São Paulo teve o lance do pênalti e se aproveitou bem da situação. Tivemos outras oportunidades, criamos. Perdemos uma chance do lado de lá e sofremos gol com erro de saída de bola."
Não sou extremista em achar que está tudo errado, absolutamente, não serei incoerente, em razão da uma única derrota, porém, alguns pontos precisam ser revistos e as contratações precisam jogar. 

Dia 9 de março (estréia na Libertadores) é logo ali. Não dá para esperar mais. Futebol é repetição, entrosamento. Recolher os cacos desta batalha e reajustar o time, que repito, não fez um primeiro tempo pior que o adversário, mas os erros foram fatais na segunda etapa, na boa armadilha empregado pelo inteligente técnico do time da capital.

Os pouco mais de 11 mil pagantes que compareceram a Vila, deixaram o alçapão frustrados. No sábado (18), o Santos volta a campo, diante da Ferroviária, novamente na Vila Belmiro, às 19h30. o meio-campista Renato, que fez uma falta enorme (também não é menos verdade que a derrota não foi apenas em função da ausência do veterano), dificilmente retornará. Ele será reavaliado do estiramento muscular que sofreu.

FICHA TÉCNICA
SANTOS 1 X 3 SÃO PAULO
Estádio da Vila Belmiro
Árbitro: Vinicius Gonçalves Dias Araujo 
Público/renda: 11.320 pagantes/R$ 455.425,00
Cartões amarelos: Bruno Henrique, Rodrigão e Zeca (SAN), Cícero, Cueva, Thiago Mendes e Neilton (SP)

Gols: Copete (10'/1ºT) (1-0), Cueva (36'/1ºT) (1-1), Luiz Araújo (10'/2ºT) (1-2) e Luiz Araújo (27'/2ºT) (1-3)

SANTOS: Vladimir; Victor Ferraz, Lucas Veríssimo, Yuri e Zeca; Leandro Donizete (Bruno Henrique, aos 15'/2ºT), Thiago Maia e Lucas Lima (Thiago Ribeiro, aos 36'/2ºT); Vitor Bueno, Copete e Rodrigão (Kayke, aos 30'/2ºT). Técnico: Dorival Junior.
SÃO PAULO: Sidão; Buffarini, Maicon, Rodrigo Caio e Junior Tavares; Cícero, Thiago Mendes (Araruna, aos 18'/2ºT) e João Schmidt; Gilberto, Neilton (Luiz Araújo, no intervalo) e Cueva (Bruno, aos 30'/2ºT). Técnico: Rogério Ceni.

Copete marcou o único gol santista do clássico.

NOTAS DOS JOGADORES DO SANTOS
Vladimir: Sem culpa nos gols. Ainda conseguiu evitar o quarto, no fim da partida. - 5,5
Victor Ferraz: Apoiou bem no primeiro tempo e na segunda etapa, se mandou para frente de vez para tentar ajudar na construção de jogadas. Automaticamente, deu espaços nas suas costas. No fim deixou de dominar duas bolas teoricamente fáceis. - 5,5
Lucas Veríssimo: Sofreu com a falta de cobertura. Teve dificuldades na saída de bola. - 5,0
Yuri: Com a bola no pé demostra que tem qualidade nesse fundamento. A exemplo de seu companheiro, ficou exposto constantemente no mano a mano. - 5,5
Zeca: Nunca escondi que considero o lateral santista, um dos melhores do país na atualidade, entretanto, falhou em cometer pênalti desnecessário no centroavante Gilberto.Teve trabalho com Cueva. - 4,5
Leandro Donizete: Visivelmente sem ritmo, limitou-se a toques laterais e a marcação, em alguns momentos, a distância. Apagado. - 4,5
(Bruno Henrique): Entrou para dar velocidade pela direita. Demonstrou vontade, mas não foi eficiente. - 5,0
Thiago Maia: Um Leão. Correu muito como sempre e não perdeu uma dividida. Um dos poucos que se salvaram no segundo tempo desastroso do alvinegro. Tirou uma bola em cima da linha. - 6,0
Lucas Lima: Levou uma pancada no começo do jogo. Pensei até que em razão do choque no joelho, seria substituído. Permaneceu em campo, no sacrifício. O segundo gol saiu de uma bola perdida dos seus pés. - 4,5
(Thiago Ribeiro): Entrou com vibração pela esquerda do campo. Jogou apenas 10 minutos. - 5,5
Vitor Bueno: Disparado, o melhor santista em campo. Drible lindo na assistência do primeiro gol. - 7,0
Copete: Bem colocado na área como de costume. Taticamente auxilia bastante o meia e a defesa. - 6,5
Rodrigão: Novamente perdeu um gol incrível no primeiro tempo. Dentro da área para trombar, até funciona. Não tem habilidade e tampouco velocidade para jogar fora dela. - 4,5
(Kayke): Jogou apenas 15 minutos. Quando entrou a "vaca já tinha enterrado o chifre". Sequer conseguiu finalizar. - 5,0
Técnico: Dorival Junior: Não conseguiu dar um senso de cobertura a defesa na marcação alta. As alterações na segunda etapa não produziram. O São Paulo matou o jogo no contra-ataque. - 4,5


 

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