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LONGE DO TÍTULO, MAS NA FASE DE GRUPOS DA LIBERTADORES

Publicado às 21h45 deste domingo, 20 de novembro de 2016.
O Santos não conseguiu a quinta vitória seguida no Campeonato e praticamente deu adeus na busca do título, nesta incrível recuperação, onde o clube conquistou 23 pontos dos últimos 27 disputados. No último minuto, cedeu o empate para o Cruzeiro, no Mineirão - 2 a 2. O gol que deu a igualdade ao alviceleste foi de Manoel, que estava impedido, mas a arbitragem não marcou. Os gols do Peixe foram de Ricardo Oliveira.

O alvinegro começou o jogo tomando as ações, mas pouco finalizava. O time da casa, aceitou ficar apenas no contra-ataque e mesmo com o alvinegro com a maior posse de bola, a Raposa largou na frente com De Arrascaeta. Nos primeiros 45 minutos, o Santos chutou a gol apenas quatro vez a meta do goleiro Rafael, com nenhum real perigo. 

No segundo tempo, o jogo foi outro, e em menos de 20 minutos, o Peixe virou. Ricardo Oliveira marcou duas vezes. Ganhou um presente de Lucas Romero no primeiro gol e o segundo, bateu com classe, um pênalti sofrido por Copete. A vitória parecia assegurada quando De Arrascaeta foi expulso por um carrinho em Thiago Maia. 

Porém, o Santos tinha recuado para explorar o contra-ataque e no último minuto, em uma falta na zona morta do campo, a bola foi alçada na grande área e Manoel, impedido, cabeceou para o gol e empatou a partida. 

Com a vitória do Palmeiras sobre o Botafogo, a distância para o líder aumentou para seis pontos, com apenas duas rodadas para o fim da competição. Somente o Santos ainda tem chances matemáticas e remotas de tirar o título do rival da capital. Com o empate do Flamengo, o alvinegro permanece na vice-liderança, agora com 68 pontos, e os cariocas não tem mais chances de alcançarem o alviverde. 

Já o empate do Atlético-MG diante do Santa Cruz, deu ao Santos a classificação para a fase de grupos da Libertadores em 2017. O Galo, quarto colocado, tem 62 pontos e pode até alcançar os mesmos 68 do Santos, porém, os mineiros chegariam a no máximo 19 vitórias e o time da baixada já tem 21.

Tudo na vida tem o bônus e o ônus. O clube de Vila Belmiro tem um poder de investimento e uma folha salarial bem inferior a muitos clubes que ficaram para trás na classificação. Não bastasse isso, o time praiano não ficava entre os três primeiros colocados da competição, desde 2007, quando foi vice-campeão e volta a Libertadores no ano que vem, competição que não disputa desde 2012. Entretanto, também não é menos verdade que o time de Dorival, que fez uma arrancada fantástica nas ultimas rodadas, deixou de conquistar o título, quando tropeçou nas pedras pequenas e perdeu pontos importantes para times que disputaram com intuito único de evitar o rebaixamento. Era o ano que dava para voltar a ganhar o nacional que não vem para a Vila, desde 2004.

Ainda assim, eu particularmente, creio que se a direção santista for feliz nas contratações pontuais que o clube pretende fazer para a próxima temporada, vai ter um time bastante competitivo na competição continental. É um dos times mais equilibrados do país, nos últimos dois anos. 

Pedir para o torcedor ir comemorar na Praça Independência, no bairro do Gonzaga, em Santos, pelo que eu escrevi acima, não, absolutamente. Os santistas queriam e sonham com títulos e tem razão em cobrar, mas falar que o time fez uma temporada e um campeonato abaixo, não seria justo.

No próximo domingo (27), o Santos vai até o Maracanã, praticamente "decidir quem será o vice-campeão" diante do Flamengo. Yuri que cumpriu suspensão, fica à disposição. Jean Mota não será relacionado pois está suspenso. 

Para o Peixe ser campeão, somente um milagre. O time santista tem que vencer Flamengo e América-MG e o Palmeiras perder os dois jogos que lhe restam - Chapecoense e Vitória-BA. 

Ricardo Oliveira, Copete (foto) e Vitor Bueno são os artilheiros do time no campeonato com 10 gols.

FICHA TÉCNICA
CRUZEIRO 2 X 2 SANTOS
Estádio do Mineirão, em Belo Horizonte (MG) 
Árbitro: Heber Roberto Lopes (SC) 
Público/renda:
Cartões amarelos: Henrique, Lucas Romero e Alisson (CRU); Lucas Lima, Vanderlei e Jean Mota (SAN)
Cartão vermelho: Arrascaeta (CRU)
Gols: Arrascaeta 21'1ºT (1-0); Ricardo Oliveira 2'2ºT (1-1) e 15'2ºT (1-2) e Manoel 43'2ºT (2-2)
CRUZEIRO: Rafael; Lucas Romero, Leo, Manoel e Bryan; Ariel Cabral (Bruno Nazário 41'2ºT), Robinho (Marcos Vinicius 18'2ºT), Henrique e Arrascaeta; Alisson e Willian (Ábila 14'2ºT). Técnico: Mano Menezes
SANTOS: Vanderlei; Victor Ferraz, Noguera (Léo Cittadini 36'1ºT), David Braz e Zeca; Renato e Thiago Maia (Jean Mota 45'2ºT); Vitor Bueno (Lucas Verissímo 25'ºT), Lucas Lima e Copete; Ricardo Oliveira. Técnico: Dorival Júnior

NOTAS DOS JOGADORES DO SANTOS
Vanderlei: O melhor goleiro do campeonato. Fez duas defesas bem difíceis. - 7,0
Victor Ferraz: Bem na defesa e subiu algumas vezes ao ataque. - 6,0
Noguera: Não pode ter seu futebol julgado de forma definitiva apenas pelo lance do primeiro gol, onde não conseguiu bloquear o chute do uruguaio De Arrascaeta. Fez partidas onde não comprometeu e até salvou a equipe em gols de bola aérea, sua maior qualidade, que deixaram de ser aproveitados com cruzamentos a meia altura. Contra a Ponte, não foi o camisa 32 quem falhou e também foi substituído. - 5,0
(Cittadini): Bem na distribuição de jogo no meio-campo, porém, fez uma falta desnecessária no lance que deu o gol de empate dos mineiros. - 6,0
David Braz: Depois que reencontrou sua melhor forma física, tem jogado bem. - 6,0
Zeca: O melhor lateral esquerdo do país, não conseguiu cabecear para a frente o cruzamento que deu o primeiro gol do Cruzeiro. Melhorou na segunda etapa, mas não apoiou. - 5,5
Renato: Responsável pela saída de bola quando foi meio-campista, também foi bem quando virou zagueiro pela direita. - 6,0
Thiago Maia: Voluntarioso como de costume, roubou bolas e tentou aparecer como elemento surpresa em alguns lanes. - 6,0
(Jean Mota): Recebeu o terceiro amarelo, assim que entrou. - Jogou poucos minutos. - SEM NOTA
Vitor Bueno: Ainda não reeditou suas ótimas apresentações depois que voltou de contusão. A impressão que tenho é a falta de ritmo de jogo. - 5,5
(Lucas Verissímo): Era o responsável por marcar Manoel no lance do segundo gol. Também não é menos verdade que o jogador estava impedido. - 5,5
Lucas Lima: Chamou o jogo. Buscou bola na defesa, fez assistências no ataque. Foi participativo. - 7,0
Copete: Sumido na primeira etapa, o iluminado e bem colocado colombiano sofreu o pênalti que dava a vitória parcial ao Peixe. - 6,5
Ricardo Oliveira: Jogador que não pipoca em decisões. Chama a responsabilidade, marca gols e líder do grupo. - 7,5
Técnico: Dorival Júnior: O time voltou melhor no segundo-tempo. Entretanto, após o segundo gol, preferiu ficar só no contra-ataque, o que é perigoso, já que o Cruzeiro passou a jogar no campo do Santos. Levou o gol irregular no último minuto. Tinha que valorizar a posse de bola com um jogador a mais. - 6,0


 

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