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SEM VENCER O GRÊMIO NA VILA, DESDE 2013


O Santos teve tudo, mas tudo mesmo, para assumir a terceira colocação do Campeonato Brasileiro e diminuir para três pontos, a diferença para o vice-líder Flamengo. E o adversário, que prioriza a Copa do Brasil, entrou com o time todo reserva. Ainda assim, o alvinegro tropeçou nos próprios erros e ficou apenas no 1 a 1 com o Grêmio-RS, em plena Vila Belmiro. O resultado mantém o time na quarta colocação, agora com 55 pontos. O gol do Peixe foi do argentino Fábian Noguera.

Conforme o Blog do ADEMIR QUINTINO antecipou com exclusividade, na véspera do duelo, Vitor Bueno mesmo relacionado, ficou no banco. O lateral Vitor Ferraz se recuperou de dores na canela e começou o jogo. E para a vaga do defensor Luiz Felipe, suspenso, Fábian Noguera foi o escolhido.

O time da casa se mandou para a frente nos primeiros minutos, mas encontrava resistência na defensiva gremista e o time do Sul que jogava apenas por uma bola, no contra-ataque, conseguiu. O habilidoso Éverton girou em cima de Thiago Maia e finalizou para o fundo da rede, abrindo o placar aos 9 minutos. Porém, 11 minutos depois, aquilo que era o "calcanhar de aquiles" da defesa santista, virou uma arma a seu favor. O defensor Noguera foi no "quinto andar" e empatou a partida em uma bela cabeçada. Foi o segundo gol do "hermano", o primeiro no Brasileirão, em seu primeiro jogo como titular.

Na volta do intervalo, muitos, inclusive eu, ficamos com a esperança que Vitor Bueno, artilheiro do Peixe na competição, entraria no jogo. Entretanto, Dorival Junior preferiu manter o mesmo time. Mesmo com a ajuda do pequeno público (mais uma vez) que compareceu ao estádio, criava pouco e não tinha profundidade. Os gaúchos limitavam-se a se defender e de vez em quando encaixavam um contra-ataque. Um deles, beijou o poste de Vanderlei.

O comandante santista primeiro colocou Paulinho na ponta, Vitor Bueno apenas nos 15 minutos finais e Yuri na vaga de David Braz, para melhorar a saída de bola na defesa, pouco antes dos acréscimos. Bueno ainda chutou uma bola no poste. Era tarde demais. Dois pontos preciosos perdidos em casa, diante de um adversário que já se daria por satisfeito em perder de pouco. A propósito, o Grêmio não perde para o Santos na Vila, desde 2013, quando Gabriel marcou seu primeiro gol como jogador profissional.

Na terça-feira, o alvinegro viaja para a Região Sul do pais e fica toda a semana por lá. No dia seguinte (19), enfrenta o Internacional-RS, em Porto Alegre, em jogo decisivo que vale vaga na semifinal da Copa do Brasil. Um empate dá a classificação. No domingo (23), enfrenta a Chapecoense, na Arena Conda, no interior de Santa Catarina, pelo Brasileiro. Luiz Felipe que cumpriu suspensão, retorna.

O Santos não recebe investimentos que tiveram Flamengo, Palmeiras e Atlético-MG, os três primeiros colocados, que tem muita mais responsabilidade; mas em razão de pontos perdidos para adversários teoricamente frágeis, fica a sensação de que se esses tropeços não acontecessem, era o ano de mais um título nacional, algo que não vem para a Vila Belmiro desde 2004. Times que lutam pelo título, não podem deixar escapar tantos pontos dessa forma.Inadmissível empatar com os reservas do Grêmio, em casa, pra quem busca algo maior.

O confronto marcou a centésima partida do lateral Zeca com a camisa do Santos.


FICHA TÉCNICA
SANTOS 1 X 1 GRÊMIO
Estádio da Vila Belmiro
Árbitro: Pablo dos Santos Alves (PB)
Público/renda: 7.969 pagantes e R$ 230.510,00
Cartões amarelos: Bruno Grassi, Guilherme Amorim, Lincoln, Kannemann, Maicon e Rafael Thyerre (GRE)
Gols: Everton, aos 9'/1ºT (0-1); Noguera, aos 20'/1ºT (1-1)
SANTOS: vanderlei, Victor Ferraz, David Braz (Yuri, 39'/2ºT), Nogueira e Zeca; Renato, Thiago Maia (Paulinho, 19'/2ºT) e Lucas Lima; Jean Mota (Vitor Bueno, 32'/2ºT), Copete e Ricardo Oliveira Técnico: Dorival Júnior
GRÊMIO-RS: Bruno Grassi, Wallace Oliveira, Rafael Thyerre, Fred (Kannemann, 14'/2ºT) e Iago; Guilherme Amorim, Jailson, Kaio (Maicon, 31'/2ºT) e Lincoln; Everton e Guilherme (Bolãnos, 19'/2ºT). Técnico: Renato Gaúcho.

NOTAS DOS JOGADORES DO SANTOS
Vanderlei: Uma defesa salvadora no fim da partida que evitou o pior. - 7,0
Victor Ferraz: Um ótimo primeiro tempo. Era a válvula de escape e única opção no setor ofensivo. Não reeditou a mesma performance na segunda etapa. - 6,5
David Braz: Defensivamente muito bem. Recuperou a ótima forma. E quando está assim, é muito importante para o time. - 6,5
(Yuri): Entrou para dar melhor passe na saída de bola. Jogou menos de 10 minutos, incluindo os acréscimos. - SEM NOTA
Fábian Nogueira: Fazia tempo que não via um jogador com uma capacidade na bola aérea, tão forte como esse argentino. Lembra o colombiano Mina do Palmeiras, nesse quesito. Ganhou quase todas por cima e marcou um gol. No chão, ainda sofre pela falta de ritmo de jogo do período em que ficou parado quando não renovou com o Banfield-ARG. - 7,0
Zeca: Em sua centésima apresentação pelo alvinegro, o melhor lateral do país na atualidade, foi bem na marcação, mas não conseguiu ser opção no apoio. - 6,0
Renato: Errou alguns passes curtos e não esteve tão participativo como em outras vezes. - 5,5
Thiago Maia: Não reeditou o ótimo futebol das últimas rodadas. Não evitou a finalização de Evérton no primeiro gol. - 5,5
(Paulinho): Pareceu disperso em alguns momentos. Perdeu ótima oportunidade de demonstrar que pode ser útil. - 5,0
Lucas Lima: Só apareceu com eficácia nas bolas paradas aproveitadas por Noguera. Começou bem, mas caiu durante a partida. - 5,5
Jean Mota: Tanto neste domingo, como na quinta-feira, diante do São Paulo, pouco criou. - 5,0
(Vitor Bueno): Jogou menos de 20 minutos, ainda assim quase fez o gol da virada. Voltou após três semanas no departamento médico. - 6,5
Copete: Conseguiu ir diversas vezes na linha de fundo. Muito veloz. Alguns cruzamentos foram muito fortes. - 6,0
Ricardo Oliveira: Pouco acionado. Uma finalização na primeira etapa apenas. - 5,0
Técnico: Dorival Júnior: Não tem o hábito de mexer no intervalo. Aliás, fez isso apenas duas vezes nesta competição e ambas foram com o argentino Vecchio que o treinador retirou nos jogos diante do Cruzeiro e Fluminense. Poderia ter colocado Vitor Bueno mais cedo. - 5,5

47 ANOS DA TORCIDA JOVEM

Já tive diversas emoções inenarráveis com o Santos, clube que publicamente nunca escondi de ninguém, que sempre torci e sou apaixonado. Na noite deste sábado (15), tive mais uma. Fui o mestre de cerimônia da "Festa de 47 anos da Torcida Jovem Do Santos" , na quadra da mesma, em São Paulo. 

Quero agradecer o carinho de quase uma centena de torcedores que pediu pra tirar fotografia comigo e que me abraçou. 

Minha gratidão ao presidente Denis Almeida , ao Amilton Silva e toda diretoria pela organização impecável, pelo convite, o respeito com meu trabalho e a forma que eu e meus familiares fomos tratados nesta madrugada.

Esse calor, essa energia e afeição que a torcida do Santos tem pela minha pessoa é algo impagável e que jamais esquecerei. É um orgulho que nem todos podem ter.



 

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