FOTO CAPA

FOI UM CHOCOLATE

Publicado às 22h34 deste domingo, 26 de junho de 2016.
O Santos realizou sua 500a. partida no estádio do Pacaembu, na tarde deste domingo (26) e pra comemorar a marca, não poderia ser em melhor estilo. Uma apresentação de gala do time de Dorival Junior. Foi a melhor partida da equipe no Campeonato Brasileiro até o momento. O Peixe atropelou o São Paulo por 3 a 0, com gols de Vitor Bueno, Rodrigão e Lucas Lima. O placar foi econômico, tamanha consistência que o Glorioso apresentou neste fim de semana.


Com 40 segundos de partida, o alvinegro já vencia por 1 a 0. Lucas Lima lançou Gabriel que inverteu o jogo para Thiago Maia que finalizou. O goleiro tricolor Dênis no melhor estilo, mão de maionese, não segurou e Vitor Bueno, artilheiro do Peixe no campeonato empurrou pro fundo da rede. Era um prenuncio de que a goleada aconteceria.

Independente se o São Paulo não estava com sua força máxima, o Santos tomou conta da partida, o tempo todo e dominou as ações. Ainda no primeiro tempo, Lucas Lima e Victor Ferraz tabelaram e Rodrigão, o novo matador santista , ampliou.

O volante João Schmidt do São Paulo, não sabia se pedia um autógrafo ou a camisa de Lucas Lima. O camisa 20 santista estava impossível. O coordenador de jogadas da seleção brasileira deu um chapéu no homem de contenção adversário, maravilhoso, de encher os olhos.

E para coroar a apresentação mágica, digna dos bons tempos, Lucas Lima marcou o seu de falta no ângulo já no apagar das luzes.

Pacaembu recebeu mais de 24 mil santistas neste domingo (26).
Foi uma linda festa de santistas no próprio da municipalidade paulistana. Conforme o Blog previu na última quinta-feira, 25 mil santistas (mais de 19 mil pagantes) proporcionaram uma comemoração ao final do clássico, só vista pelos alvinegros, ultimamente, em partidas finais de campeonatos. O Santos é do Mundo e precisa sair mais vezes da Vila para ir onde o seu público está. A atmosfera estava sensacional no Paulo Machado de Carvalho. 

Na quarta-feira, o novo terceiro colocado do Brasileiro, apenas três pontos do líder, enfrenta o Grêmio, na Arena do adversário em Porto Alegre-RS. 

Repito, o que escrevo há algumas semanas. Se não perder jogadores importantes na janela de transferência, o Santos é muito forte e vai brigar nas primeiras colocações. Segundo o presidente Modesto Roma Junior, na última reunião do Conselho Deliberativo no meio desta semana, a única proposta oficial que chegou ao clube para esta próxima janela de transferência internacional, foi pelo ótimo lateral Zeca. O restante até o momento, apenas especulações.

Se o Santos conseguir manter a consistência de hoje nas próximas partidas, o seu torcedor vai ter um ano feliz e não vai viver apenas do primeiro semestre e da conqusista do estadual.

Para finalizar. O Santos com Lucas Lima bem fisicamente e interessado é um. Sem ele é outro. 

FICHA TÉCNICA
SANTOS 3 X 0 SÃO PAULO
Pacaembu, em São Paulo (SP)
Árbitro: Raphael Claus (SP)
Cartões amarelos: Gabigol, Lucas Lima (SAN), Calleri, Hudson, Lugano (SÃO)
Cartão vermelho: Lugano (SÃO)
Público e renda: 19.740 pagantes (24.830 pessoas presentes) / R$ 862.720,00
Gols: Vitor Bueno 1'/1°T (1-0); Rodrigão 38' 1ºT (2-0); Lucas Lima 44' 2ºT (3-0)
SANTOS: Vanderlei; Victor Ferraz, Luiz Felipe, Gustavo Henrique e Zeca; Thiago Maia (Caju 46' 2ºT), Renato, Vitor Bueno (Yuri 33' 2ºT) e Lucas Lima (Jean Mota 46' 2ºT); Gabriel e Rodrigão. Técnico: Dorival Júnior
SÃO PAULO: Denis; Caramelo, Maicon, Lugano e Matheus Reis; João Schmidt, Artur (Hudson 18' 2ºT), Luiz Araújo (Carlinhos 18' 2ºT) e Michel Bastos; Calleri e Ytalo (Daniel 31' 2ºT). Técnico: Edgardo Bauza

Lucas Lima, o dono do jogo. Gastou a bola.
NOTAS DOS JOGADORES DO SANTOS
Vanderlei: Já havia dito há três rodadas e torno a fazê-lo. Um dos melhores goleiros em atividade no país. Como é discreto, não tem tanto nome. Fez duas grandes defesas. - 7,5
Victor Ferraz: Maravilhosa assistência no segundo gol. - 7,0 
Luiz Felipe: Não começou bem. Se complicou em alguns lances fáceis, principalmente na saída de bola. Se recuperou durante a partida. - 5,5
Gustavo Henrique: Aos poucos recupera a confiança. É jovem e apesar de alto não é lento. Tem qualidade sim. Óbvio que ainda peca em alguns fundamentos, mas vai crescer. Não comprometeu. - 6,0
Zeca: Uma raça digna dos melhores uruguaios e argentinos. Bem na marcação, algo que há pouco tempo era sua maior deficiência. Não apareceu tanto no apoio. - 6,5
Thiago Maia: Um Leão. Não canso de dizer, como corre este rapaz. Está em todos os setores do meio-campo. Um show de desarmes. - 6,5
(Caju): Entrou quando o jogo estava quase nos acréscimos. - SEM NOTA.
Renato: A boa saída de bola costumeira. Ficou mano a mano em alguns momentos e já não tem a mesma recuperação do começo da carreira, o que é normal. - 6,0
Vitor Bueno: Como cresceu o futebol desse rapaz. Quem era o Vitor Bueno antes da última rodada do Brasileiro do ano passado, diante do Atlético-PR, na Vila. Meio gelado, parece não sentir o jogo em alguns momentos, foi o destaque da equipe ao lado de Lucas Lima. - 7,5
(Yuri): Gosto do futebol deste jovem. Cadencia o jogo como poucos. Lembra o Renato no começo de carreira. Com sua entrada, Thiago Maia pode avançar mais. Não erra um passe. - 6,5
Lucas Lima: Distribuiu o jogo, deu chapéu, marcou um gol lindo de falta. Uma das melhores partidas do melhor meia em atividade no Brasil com a camisa do Santos. Estava a fim de jogo. Com ele em campo e disposto, o Peixe é outro. - 8,5
(Jean Mota): Estreou já nos acréscimos. - SEM NOTA
Gabriel: Boa virada de bola no primeiro gol. Não sei se o camisa 10 me deixou mal acostumado, porque ele anda jogando tão bem, que fiquei com a sensação que hoje ele não esteve no nível das partidas anteriores. Ainda assim, o rápido atacante da seleção foi importante para a vitória. - 6,5
Rodrigão: "Habemus" centroavante, mesmo sem Ricardo Oliveira. O que dizer de um jogador que até outro dia estava jogando no duvidoso (em qualidade) futebol do Nordeste e mantém média de um gol por jogo, diante de Fluminense e São Paulo, em apenas uma semana. Não é tão "caneludo" como alguns possam imaginar. Mesmo desentrosado, saiu da área e trocou bolas com o meio-campo. Estava no lugar certo, na hora certa e guardou o seu gol. - 7,0
Técnico: Dorival Júnior: O Santos é um time que tem padrão. Antes, apenas em casa. Agora, parece ganhar essa consistência fora, também. Apesar de ser irritante para alguns, não tem um time no país que toque a bola com tamanha qualidade, acerto de passes e mantenha a posse de bola como o alvinegro praiano. Isso tem o dedo do treinador. Se conseguir manter essa consistência apresentada no clássico, o que é muito difícil, o clube tem condições de lutar pelas três primeiras colocações do campeonato. - 7,5



 

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