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OITAVA DECISÃO CONSECUTIVA

Publicado às 22h27 deste domingo, 24 de abril de 2016.
Poderia ter sido mais tranquilo, mas enfim, o Santos pelo oitavo ano consecutivo, está na decisão do Campeonato Paulista. Após empate em 2 a 2 no tempo normal, o Peixe bateu o Palmeiras, nos pênaltis, por 3 a 2, na Vila Belmiro e conseguiu algo só realizado na Era Pelé, o clube chegou pela oitava vez consecutiva em uma decisão do Estadual. Se somarmos as conquistas de 2006 e 2007, os santistas chegam a incrível marca de ficar em primeiro ou segundo lugar por 10 vezes em 11 anos. Apenas em 2008, o alvinegro não ficou entre os finalistas.

Era para ter sido mais tranquilo. O time de Dorival alugou o meio- campo e o primeiro tempo santista foi bem acima do Palmeiras que apesar de ter iniciado o duelo com três atacantes, limitava-se a defender e apenas tentativas de contra-ataque. O adversário chegou apenas uma vez nos primeiros 45 minutos em chute de Roger Guedes defendido por Vanderlei. Gabriel abriu o marcador, após belo lançamento de Lucas Lima e o alvinegro foi com a vitória mínima para o intervalo.

Na segunda etapa, depois da tônica da partida ter sido pouco alterada e o Santos ter ampliado com Gabriel novamente, Cuca colocou Rafael Marques e Cleiton Xavier na sua equipe. E deu certo. Quando a partida caminhava para a classificação santista com sobras, o Peixe sofreu uma pane e em dois minutos, o time da capital chegou ao empate com dois gols de Rafael Marques. Um castigo a partida muito mais eficiente do time da Vila, porém, o Santos havia recuado demais. A vaga foi decida, a exemplo do Paulista e da Copa do Brasil do ano passado, nas penalidades máximas.

O enredo do drama ganhou cores mais fortes após o time de Palestra Itália sair na frente e Fernando Prass, defender a cobrança de Lucas Lima. Porém, era dia de Vanderlei. O goleiro santista defendeu as cobranças de Barrios e Rafael Marques e por ironia do destino, Fernando Prass, herói do título da Copa do Brasil, chutou na trave e a classificação santista estava consumada.

O Peixe decidirá com o surpreendente Audax, nos dois próximos fins de semana, o título paulista. O presidente Modesto Roma Junior em entrevista a Rádio Tropical - 107,9 FM garantiu que na reunião desta segunda-feira (25), na Federação Paulista de Futebol, às 11 horas da manhã, que o Santos vai jogar a segunda partida da final em Vila Belmiro, no dia 8, independente se o Grêmio Osasco vai preferir mandar o seu jogo no estádio José Liberatti na Grande São Paulo ou no Pacaembu.

Antes porém, apesar de Dorival não ter confirmado, mesmo após eu ter perguntado ao mesmo na entrevista coletiva, o Peixe deve enfrentar com os reservas o Santos do Amapá, no jogo de volta da primeira fase da Copa do Brasil, quinta-feira (28), às 21h30. Na primeira partida no norte do país - 1 a 1.

Quem não deve ter gostado nenhum um pouco dos finalistas do Campeonato é a Federação e a Rede Globo de Televisão. A segunda por razões sabidas e por ter preferência por determinados clubes com a justificativa de que esses dão maior audiência e a primeira por ter tido seu presidente, Reinaldo Carneiro Bastos, dando entrevista a uma emissora de TV a cabo na última sexta-feira (22), concordando com o comentarista, quando o mesmo perguntou-lhe se seria bom um SCCP e Palmeiras na final e o mandatário do futebol paulista aos risos, afirmou que seria uma ótima decisão. Talvez durante a semana, a emissora do Projac pense novamente, como aconteceu em um passado não muito distante, em reprisar o "Espetacular Homem-Aranha".


Vanderlei tornou-se o herói da classificação santista a final.

FICHA TÉCNICA
SANTOS 2 (3) X (2) 2 PALMEIRAS
Vila Belmiro
Árbitro: Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza
Público-Renda: 13.690 pagantes / R$ 688.235,00
Cartões amarelos: Elano e Gabigol (SAN), Egídio, Alecsandro, Gabriel, Thiago Martins, Matheus Sales, Vagner e Vitor Hugo (PAL)
Gols: Gabriel 39' 1ºT (1-0); Gabriel 28' 2ºT (2-0); Rafael Marques 42' 2ºT (2-1); Rafael Marques 43' 2ºT (2-2)
Nos pênaltis:
Acertaram: David Braz, Zeca e Victor Ferraz (SAN) Cleiton Xavier e Jean (PAL)
Erraram: Lucas Lima (SAN), Lucas Barrios e Fernando Prass (PAL)
SANTOS: Vanderlei, Victor Ferraz, David Braz, Gustavo Henrique e Zeca; Thiago Maia (Léo Cittadini 31' 2ºT), Renato, Lucas Lima e Vitor Bueno (Paulinho 26' 2ºT); Gabriel (Alison 36' 2ºT) e Ricardo Oliveira. Técnico: Dorival Júnior

PALMEIRAS: Fernando Prass, Jean, Thiago Martins, Vitor Hugo e Egídio; Gabriel, Matheus Sales, Robinho (Cleiton Xavier 14' 2ºT) e Roger Guedes; Alecsandro (Rafael Marques 14' 2ºT) e Gabriel Jesus (Lucas Barrios 34' 2ºT). Técnico: Cuca.

NOTAS DOS JOGADORES DO SANTOS
Vanderlei: O herói na decisão por pênaltis. Defendeu as cobranças de Barrios e Rafael Marques e ainda contou com a sorte no chute na trave de Fernando Prass. - 8,0 
Victor Ferraz: Fazia bom clássico, mas foi do seu setor que saiu o cruzamento no gol de empate palmeirense. Muita frieza e qualidade na cobrança do pênalti. - 6,5
David Braz: Ainda sem ritmo de jogo. Foi apenas o quarto jogo após a sua volta. Quase botou o time no mato e chegou atrasado em um dos gols. Cobrou muito bem a penalidade. - 5,0
Gustavo Henrique: Dos últimos jogos, foi o que o sempre bem colocado defensor jogou melhor. Não conseguiu bloquear Rafael Marques no primeiro gol. - 5,5
Zeca: O jogador que dá o desafogo ao meio campo. Deixou o volante Gabriel do adversário, sentado no segundo gol assistência. Maravilhosa assistência. - 7,5
Thiago Maia: O dono do meio-campo no primeiro tempo. Tanto na marcação, como nos arranques para puxar contra-ataque. Caiu um pouco de produção na segunda etapa. Foi substituído. - 7,0
(Léo Cittadini): Apenas 15 minutos em campo. O suficiente para sair com o tornozelo bem inchado após levar uma pancada no fim da partida. - SEM NOTA
Renato: Jogo de terno e gravata. Apesar de veterano, a mesma elegância de sempre. Não tem a mesma velocidade com o passar dos anos. - 6,5
Lucas Lima: Se Matheus Sales colocou o meia no bolso, na final da Copa do Brasil, o ano passado, dessa vez o camisa 20 acabou com o defensor. Linda assistência no primeiro gol. - 7,0
Vitor Bueno: Não reeditou o bom futebol das quartas de final diante do São Bento, o que é natural, pois trata-se de um jovem que necessita maturação e uma sequência de partidas. - 5,5
(Paulinho): Deu novo gás ao ataque santista. Aplicou um lindo chapéu. - 6,5
Gabriel: Se movimentou muito e marcou os dois gols do time.  - 8,0
(Alison): Pouco tempo em campo. Não conseguiu dar a proteção a defesa na propositura do treinador no fim da partida. Apenas nove minutos em campo. - SEM NOTA
Ricardo Oliveira: O melhor atacante do Brasil não finalizou, mas verdade seja dita, a bola não chegou nele. - 5,5
Técnico: Dorival Júnior: Conseguiu fazer com que o Santos atuasse no campo do Palmeiras 2/3 da partida.  O Santos é um time que troca bastante passes e tem o dedo do treinador. Pecou por excesso de zelo e quase foi castigado no fim da partida quando retirou Gabriel e colocou um volante. - 6,0.

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