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O PESADELO DAMIÃO

Publicado às 16h37 desta segunda-feira, 4 de abril de 2016.
O drama da negociação mais cara, a época, do futebol brasileiro - Leandro Damião, voltou a atormentar a vida do Santos. A Justiça de São Paulo ordenou o clube a pagar no prazo máximo de três dias R$ 74.215.800 ao fundo de investimentos maltês Doyen Sports pelo dinheiro recolhido para a contratação do atacante em dezembro de 2013. Cabe recurso a decisão.  Caso o alvinegro não se manifeste e não pague, o tribunal determinará a penhora de bens.

Para contratar Damião, a gestão passada dirigida pelo ex-presidente Odílio Rodrigues, pegou emprestado com a Doyen os valores para contratar em definitivo o centroavante que estava em baixa no Sul do país. No acordo, o clube se comprometia a devolver o dinheiro ao fundo de investimentos maltês em 2018, com correção de 10% de juros (em euros). O salário do jogador, outro absurdo, girava na casa de R$ 650 mil, com direito a auxilio moradia. 

O fundo entrou na Justiça contra o Santos com o argumento de que caso o atacante fosse considerado um "free agent" (jogador livre) pela "Fifa, CBF, ou por qualquer outra entidade, tribunal ou autoridade competente", o Santos terá que pagar imediatamente ao fundo maltês, o valor previsto como mínimo – superior ao investimento feito pelo fundo. 

O clube se manifestou através de uma nota enviado a imprensa e argumenta que ainda não foi notificado oficialmente:
"O Santos FC soube, pela mídia, de uma medida judicial que teria sido promovida pela Doyen Investments Ltda para uma pretensa cobrança da cifra de 75 milhões de reais. O Santos não teve conhecimento oficial acerca de referida medida e, tão logo venha a ser notificado, formulará sua manifestação oficial, inclusive para os meios de comunicação. Ao ensejo, o Santos FC reafirma inexistir qualquer inadimplemento a qualquer contrato celebrado com a Doyen."
A defesa do Santos se baseará no acordo feito para a liberação de Damião aos espanhóis do Real Bétis. No fim do janeiro, um acordo foi feito e o Peixe paga R$ 4,5 milhões para o jogador por conta dos atrasos de pagamentos de direito de imagem de 2014 e 2015 em 40 parcelas mensais de R$ 112.500,00.  O  clube não recebe nada pelo empréstimo ao Betis, mas se os espanhóis venderem Damião, no período em que ficará no clube, o Santos fica com 90% do valor total. Após esse período, o vínculo com o alvinegro é restabelecido e vai até o fim de 2018.

Na oportunidade em que o clube emprestou Damião, os dirigentes comemoraram o fato de se livrarem dos altos salários durante um ano e meio, entretanto, a dívida com o fundo maltês Doyen Sports permaneceu com o instituição .


 

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