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OPERAÇÃO SUL-AMERICANA

Postado às 23h52 desta quinta-feira, 31 de Julho de 2014.
Com um time totalmente reserva, o Santos perdeu para o Londrina por 2 a 1, no jogo de ida da terceira-fase da Copa do Brasil, em partida realizada no estádio do Café. O jogo de volta acontece na Vila Belmiro, dia 14 de agosto. Uma vitória por 1 a 0 classifica o Peixe para as oitavas de final da competição. Porém, eu particularmente, tenho a convicção que o Santos quer mesmo é disputar a Copa Sul-Americana. Para isso, tem de necessariamente ser desclassificado da competição nacional nesta fase.

Não é desculpa e tampouco alguém no clube me deu entrevista e afirmou, mas a impressão que eu tenho; não sou inteligente, mas para "burro" eu tenho uma grande distância; é que o Peixe deseja mesmo é disputar a Copa Sul-Americana, que desde o ano passado é o caminho mais fácil para conquistar uma vaga na Libertadores da América, do ano seguinte. 

Poupar jogadores após 45 dias sem futebol, período em que o futebol brasileiro parou para a Copa do Mundo, duas semanas depois de voltarem as suas atividades, me levam a essa conclusão.  A grandeza do Santos não permite que os dirigentes externem este desejo.

O ano passado, o Santos despachou o Crac (GO) na terceira-fase da Copa do Brasil, não jogou a Copa Sul-Americana, que teve a rebaixada Ponte-Preta na decisão e nas oitavas de final da competição nacional, caiu no primeiro duelo contra um grande, o Grêmio-RS, na fase seguinte. 

Sem querer tapar o sol com a peneira, a competição internacional é bem menos competitiva que a Copa do Brasil que de forma absurda, recebe os clubes brasileiros que participaram da Libertadores, à partir das oitavas de final.

Quanto ao jogo, apesar do gramado horrível que não permitia o toque de bola, o campeão paranaense foi superior o tempo todo. Os zagueiros do Santos vão sonhar com  o atacante Paulinho que acabou com o jogo e deu as duas assistências para os dois gols do camaronês Joel.  

Individualmente, com raras exceções, o Santos fez uma partida muito ruim e taticamente também. O desentrosamento era visível. O alvinegro melhorou com a entrada de Geuvânio que marcou o gol de empate aos 41 minutos do segundo-tempo no único chute santista ao gol em toda a partida. Um minuto depois cedeu a vitória aos donos da casa.

Domingo (3), às 18h30, na Arena Beira-Rio, os titulares voltam a equipe e tem parada indigesta contra o Internacional/RS, em jogo de seis-pontos.


FICHA TÉCNICA
LONDRINA 2 x 1 SANTOS
Local: Estádio do Café, em Londrina (PR)
Árbitro: Igor Junio Benevenuto (MG)
Renda/público: R$ 435.560,00 / 14.334 pagantes
Cartões amarelos: Paulinho, Celsinho, Vítor, Joel e Diogo Roque (LON); Alan Santos, Renato e Emerson (SAN)
Gols: Joel, 23'/1ºT (1-0), Geuvânio, 40'/2ºT (1-1) e Joel, 45'/2ºT (2-1)
LONDRINA: Vítor, Lucas Ramon, Sílvio, Dirceu e Allan Vieira (Diego Prates, 33'/2ºT); Diogo Roque, Bidía (Leonardo Dagostini, 38'/2ºT), Léo Maringá e Celsinho (Rone Dias, 21'/2ºT); Joel e Paulinho. Técnico: Cláudio Tencati.
SANTOS: Vladimir, Zé Carlos, Paulo Ricardo, Vinicius Simon (Nailson, 25'/1ºT) e Emerson; Alan Santos, Renato e Souza; Jorge Eduardo (Geuvânio, 31'/2ºT), Diego Cardoso e Stéfano Yuri (Giva, 31'/2ºT). Técnico: Oswaldo de Oliveira.


NOTAS DOS JOGADORES DO SANTOS
Vladimir: Fez duas boas defesas no início de jogo. Não saiu nos cruzamentos dos gols do Londrina, ainda assim não o culpo nos gols - 5,5
Zé Carlos: O melhor da defesa santista. Apoiou e defendeu bem - 6,5
Paulo Ricardo: Conseguiu travar Paulinho em um contra-ataque, mas levou a pior contra os atacantes paranaenses - 5,0
Vinicius Simon: Não conseguiu bloquear Paulinho no cruzamento do primeiro gol. Saiu com uma lesão muscular - 5,0
(Nailson): Outro que vai sonhar com o atacante Paulinho. Sofreu nas mãos dele. É jovem e vai amadurecer -  5,0
Emerson: Foi pelo seu setor que o Londrina mais atacou - 5,0
Alan Santos: Levou um cartão após dar um carrinho em uma zona morta do campo e depois não pode marcar mais forte para não levar o vermelho - 5,0
Renato: Belo lançamento no gol do empate do Santos e só - 6,0
Souza: Apagado - 5,0
Jorge Eduardo: Não conseguiu fazer uma jogada no ataque - 5,0
(Geuvânio): Ao contrário dos últimos jogos, entrou aceso e teve frieza e talento para empatar o jogo - 7,0
Diego Cardoso: A exemplo de Jorge Eduardo, correu, mas não conseguiu ser objetivo - 5,0
Stéfano Yuri: Ganhou uma no corpo no primeiro tempo pelo lado esquerdo do campo. Quase não recebeu bolas para finalizar, seu ponto forte - 5,0
(Giva): Apesar de ter entrado com Geuvânio (que recebeu nota) pouco participou do jogo - SEM NOTA
Técnico: Oswaldo de Oliveira: Demorou para fazer as alterações, porém, quando as fez foi feliz com a entrada de Geuvânio - 5,5
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