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CADÊ O TRABALHO?

Postado às 18h46 deste domingo, 3 de fevereiro de 2013
Santos e SCCP não saíram de 0 a 0 no clássico do Morumbi, onde as equipes mal trataram a bola e quase não se arriscaram, com isso  o placar não poderia ser outro. Como venho escrevendo há algumas semanas, através do microblog (twitter), me preocupa muito o futebol não apresentado pelo clube praiano, há algum tempo.

Sobre o jogo, apenas uma palavra: medíocre, e o público parece que antevia que seria uma partida horripilante e apenas pouco mais de 17 mil pagantes compareceram ao estádio são paulino.

O ano passado defendi ao extremo o treinador santista, pois tiraram da equipe do primeiro semestre que conquistou o tri-estadual e foi eliminado nas semifinais da Libertadores, jogadores do quilate de Borges, Alan Kardec, Elano, Ibson, PH Ganso e fizeram a reposição com jogadores de qualidade técnica duvidosa como João Pedro, David Braz, Bill entre outros e sempre disse aqui e outros locais onde escrevo e falo que a diretoria deveria dar atletas de qualidade ao treinador e cobrá-lo. Pois bem, o Santos contratou e jogou três partidas nos últimos 21 dias (sem jogos no meio de semana) e o time simplesmente não existe coletivamente.

Não estou querendo derrubar ninguém, não é a função de um jornalista, mas não posso me abster da realidade dos fatos. Creio que uma reflexão por parte do comitê de gestão santista é o mínimo que se espera de uma direção séria, que deseja conquistas, sobre tudo que acontece nas cercanias da Vila Belmiro.

Que Montillo não vem jogando nada, também é fato; mas o treinador colabora muito para isso de forma surreal. Fazer com que um meia-atacante atue quase como um lateral-direito é um absurdo. Ah, se fossem treinadores sem nomes como Marcelo Martelotte ou Adilson Batista, cairia o mundo na cabeça de ambos.

Que o atual treinador do Santos conquistou 11 títulos na última década, é outra verdade, mas desde que chegou ao Santos, e principalmente após a conquista da Libertadores em 2011, ele não está conseguindo demonstrar o seu lema: “aqui é trabalho” e nas últimas rodadas tem sido de uma passividade que não condiz com seu perfil,  sendo em alguns momentos figura decorativa no banco de suplentes do Peixe.

Neymar que teve uma das suas piores atuações com o manto alvinegro recebeu o terceiro cartão amarelo e desfalca o time no próximo fim de semana contra o Atlético Sorocaba no próximo domingo (10), às 18h30m, no estádio Walter Ribeiro no interior paulista.


FICHA TÉCNICA

SANTOS 0 X 0 SCCP

Local: Morumbi, em São Paulo (SP)
Árbitro: Guilherme Ceretta de Lima (SP)
Renda/Público: R$ 514.874/ 17.155 total
Cartões Amarelos: Neymar, Marcos Assunção e Cícero (SAN); Edenilson (COR)

SANTOS: Rafael; Galhardo (Bruno Peres, intervalo), Edu Dracena, Durval e Léo; Arouca, Marcos Assunção, Cícero  e Montillo (Felipe Anderson, 21’/2ºT); Neymar e André (Giva, 33’/2ºT). Técnico: Muricy Ramalho.

SCCP: Cássio; Edenilson, Gil, Paulo André e Igor; Ralf, Paulinho, Danilo (Douglas, 16’/2ºT) e Renato Augusto; Pato (Romarinho, 37’/2ºT ) e Guerrero (Emerson, 16’/2ºT). Técnico: Tite

NOTAS DOS JOGADORES DO SANTOS

Rafael: Quando foi exigido deu conta do recado. Até líbero foi. Melhor do time. – 7,5
Galhardo: Não conseguiu parar Renato Augusto. Foi substituído. – 4,0
(Bruno Peres): Não apoiou, mas acabou com a farra do camisa 25 do time da marginal. – 5,0
Dracena: Um leão. Ganhou todas de Paolo Guerreiro. – 7,0
Durval: Também foi bem no combate – 6,5
Léo: Há algum tempo, limita-se apenas a marcar e isso ele fez bem – 6,0 
Arouca: Sumido no jogo. É mais um sacrificado no esquema inexistente do técnico santista – 5,5
M.Assunção: Na bola parada é genial, fora isso... – 5,0
Cícero: Apático, errou quase todos os passes em profundidade – 4,5 
Montillo: Ainda não estreou pelo Santos, mas o técnico Muricy fazer o camisa 10 marcar o lateral-esquerdo adversário, não é admissível – 5,0
(Felipe Anderson): Não mudou o panorama da equipe – 5,0
Neymar: Só foi percebido no Morumbi quando tentou ludibriar a arbitragem e recebeu o terceiro cartão e desfalca o time na próxima rodada– 4,0
André: Pouco tocou na bola.Uma finalização apenas – 4,5
(Giva): Jogou apenas 12 minutos – sem nota
Técnico: Muricy Ramalho: É o principal responsável pelas péssimas performances do Santos durante a temporada. Antes não tinha ovos para fazer omelete, hoje tem, mas deve estar faltando gás ou fogão – 4,0

LAOR

O blog apurou que o presidente do Santos, Luís Álvaro de Oliveira Ribeiro, não acompanhou, nem pela televisão, o empate do Peixe. Por recomendação médica e para não sofrer fortes emoções durante a partida, o mandatário santista foi sedado, pois os gritos da torcida são facilmente possíveis de se ouvir do Hospital Albert Einstein, local onde LAOR permanece na UTI.

Renovamos o pedido que fizemos na coluna anterior, para que toda a Nação Santista se una através de orações, independente se gostam ou não da administração do dirigente a frente do clube e  enviem energias positivas para a recuperação do presidente que vive um momento muito difícil. 


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