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| Publicado às 02:30 desta quinta-feira, 15 de janeiro de 2026 |
Diferente das duas últimas temporadas, o Santos não conseguiu manter a sina de não perder as duas partidas iniciais do ano. No primeiro clássico, contra o Palmeiras, o Alvinegro saiu de Barueri derrotado por 1x0. O único gol do jogo foi marcado pelo garoto Allan.
Vojvoda surpreendeu e muito na escalação deixando Gabigol no banco de reservas. Pelo que apuramos, o jogador tem desgaste físico desde sua chegada e por isso ficou como opção para a etapa final.
Além dessa alteração, o argentino pôde usar Barreal - já com todos os documentos em dia. O conterrâneo do treinador ganhou a vaga de Caballero.
Assim como na partida de estreia, o Peixe usou e abusou das bolas longas - mas dessa vez sem muito sucesso. Schmidt e Zé Ivaldo, duas referências do elenco nesse quesito, não repetiram a mesma qualidade do último jogo.
Quando colocou a bola no chão, produziu situações interessantes, como aos 17 minutos. Após triangulação entre Schmidt, Thaciano e Barreal, Lautaro Díaz perdeu gol incrível embaixo da trave. É o tipo de desaforo que não pode ter em clássicos, ainda mais quando o adversário é superior.
E a bola puniu aos 40 minutos, quando o Palmeiras ganhou uma segunda bola no meio-campo e Allan tabelou com Flaco para o guri abrir o placar. Os mandantes ganhavam todas as segundas bolas.
Essa estratégia de Vovjoda colocando quase quatro atacantes e apenas dois no meio não dará certo nunca com dois volantes mais experientes. Não é uma crítica individual a Schmidt e\ou Arão, mas os dois juntos precisam de alguém com mais volúpia ao lado para que percorram um espaço mais curto em campo.
A baixa criatividade ainda se fez presente na segunda etapa. O Peixe foi criar perigo pela primeira vez faltando um minuto para acabar o jogo após finalização despretensiosa de Miguelito.
O time de Vojvoda até teve o dobro de finalizações em relação ao rival mas não dá para contar em metade de uma mão a quantidade de grandes defesas feitas por Carlos Miguel.
Critico dois fatores que, para mim, poderiam ter feito o Santos sair da grande SP com pelo menos um ponto. Robinho não pode entrar só aos 40 minutos com o time precisando de resultado e Igor Vinícius implorando para receber em profundidade. Isso aconteceu uma vez com o menino e outra com Barreal no segundo tempo.
Outro ponto, com o total de ZERO pontas-esquerdas no elenco, Mateus Xavier estar servindo ao time da Copinha é uma vergonha. O menino mostrou em campo na estreia que tem condições de aparecer no time de cima, mas novamente, como prêmio, recebe o regresso à base.
O lado esquerdo Santista é um cemitério de ideias. Não há um jogador dando profundidade.
Mesmo com condições de comprar e já tendo jogadores prontos, o técnico Abel Ferreira colocou quatro garotos da base das cinco alterações que ele tinha direito, enquanto no Santos, precisando revelar para vender, colocou apenas Robinho e Lira com idade de sub-20.
Coragem, Vojvoda.
Cartões amarelos: Flaco Lopez e Luighi (PAL) e Igor Vinícius e Adonis Frías (SAN)
Gols: Allan, aos 40’/1ºT (1-0)
PALMEIRAS: Carlos Miguel, Khellven, Murilo, Gómez e Piquerez; Emiliano Martínez (Luis Pacheco, aos 14’/2ºT), Andreas Pereira (Larson, aos 15’/1ºT) e Raphael Veiga (Vitor Roque, aos 14’/2ºT); Allan (Erick Belé, aos 30’/2ºT), Flaco López e Riquelmi Filipi (Luighi, aos 30’/2ºT). Técnico: Abel Ferreira
SANTOS FC: Gabriel Brazão; Igor Vinícus, Adonis Frías, Zé Ivaldo e Escobar (Vini Lira, aos 42’/2ºT); Willian Arão (Zé Rafael, aos 16’/2ºT), João Schmidt e Rollheiser (Miguelito, aos 16’/2ºT); Barreal, Thaciano (Robinho Jr, aos 36’/2ºT) e Lautaro Díaz (Gabriel Barbosa, aos 16’/2ºT). Técnico: Juan Pablo Vojvoda
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| Gabigol começou no banco por desgaste físico |
Brazão - Fez duas grandes defesas no mano a mano e outra no jogo aéreo com muita coragem. De longe o melhor do país. - 6,5
Igor Vinícius - Entrou pilhado e rapidamente tomou cartão amarelo, deixando-o com mais receio no jogo. Já teve melhores atuações. - 5,5
Adonís - Teve apenas 30% de aproveitamento de duelos no geral. Pouquíssimo para um zagueiro. Cometeu quatro faltas e a imensa maioria com o atacante de costas para ele. - 4,5
Zé Ivaldo - Diferente do seu companheiro, venceu sete dos oito duelos que disputou. Não teve tanta qualidade na saída de bola quanto em outrora. - 6,0
Escobar - Existe um buraco do lado esquerdo do ataque Santista, porque o argentino não tem a profundidade de Souza ou do próprio Lira. - 4,5
Arão - Partida protocolar. Não comprometeu e nem foi diferencial. - 5,5
Schmidt - Nos passes novamente teve aproveitamento superior a 90%, mas não foi bem nas bolas longas, cujo essa é uma das suas características que mais me agrada. Está prejudicado pelo meio-campo pouco povoado. - 5,0
Rollheiser - Me agrada tecnicamente, mas nem nesse quesito teve uma boa atuação. Tomou decisões muito equivocadas. - 4,5
Barreal - Em momento algum se escondeu do jogo, fez um grande primeiro tempo, mas cansou no segundo e ainda assim conseguiu deixar Igor Vinícius em condição de cruzar num lance isolado, porém perigoso. Normal pela curta pré-temporada. O mais lúcido e refinado tecnicamente do ataque. - 6,0
Thaciano - Primeiro tempo muito correto, mas assim como Barreal cansou no segundo. O Santos criou muito pouco para que aparecesse como elemento surpresa na área. - 5,5
Lautaro - Sinceramente estou tentando entender a função dele em campo até agora. Perdeu um gol que não poderia aos 17 minutos. - 4,0
Zé Rafael - Está visivelmente abaixo fisicamente. Precisa de ritmo. - 5,0
Miguelito - Mesmo na reestreia num clássico, não se escondeu do jogo e quase empata no apagar das luzes. - 6,0
Gabigol - O desgaste ficou nítido quando entrou. Não estava no mesmo nível físico. - 5,0
Robinho - Fez uma boa jogada com Igor Vinícius e outra individual onde conseguiu boa finalização. Não pode entrar só aos 80 minutos. - 6,0
Lira - SEM NOTA
(*) Pedro La Rocca - Estudante de jornalismo, repórter na Energia 97FM e no Esporte por Esporte.




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