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VITÓRIA FUNDAMENTAL NA LUTA PELA PERMANÊNCIA

Publicado à 01h10 desta quinta-feira, 11 de novembro de 2021.

O Santos conquistou uma vitória importantíssima diante do melhor visitante do Campeonato Brasileiro. Verdade que o time sofreu e deu 70% da posse da bola ao adversário na segunda etapa, mas no fim, o Peixe conquistou os três pontos ao ganhar do Red Bull Bragantino por 2 a 0, na Vila Belmiro, o resultado, somado as demais partidas da rodada, manteve o alvinegro com cinco pontos de vantagem dos times do Z-4 (38-33). Os gols do time praiano foram de Marinho que não marcava há 16 jogos e Sánchez.

O alvinegro começou a partida com algumas mudanças. Luiz Felipe entrou na vaga de Robson como homem da sobra. Sem Madson suspenso, Carille colocou Marcos Guilherme como ala pela direita improvisado, com isso, Pirani ganhou uma chance entre os titulares. Velázquez que deve ficar cinco semanas fora de combate, deu vaga para a volta de Kaiky pela direita da defesa com Boza indo pela esquerda e Diego Tardelli que não atuou no fim de semana, após ter contraído virose, segundo a assessoria do clube, de volta ao ataque. 

No primeiro tempo, o time santista teve novamente um meio-campo acéfalo, com dificuldades de construção de jogadas, porém, tinha a velocidade na transição de Pirani e foi o camisa 20 quem começa a jogada do primeiro gol. A bola chega a Tardelli que chuta e no rebote de Clayton, Marinho que não marcava há 16 jogos, saiu do jejum e abriu a contagem.

Com a abertura do placar, obrigou o adversário sair do campo defensivo e deu o contra-golpe ao Santos. Entretanto, o Peixe não soube usar isso com propriedade pelo menos até os acréscimos e você vai saber nas próximas linhas o porquê.

Veio a segunda etapa e logo no começo da mesma, Carille sacou de uma só vez Tardelli e Pirani para colocar Moraes e Balieiro. O time, conforme eu e Victor Hugo comentamos na LIVE PRÉ-JOGO na manhã desta quarta-feira (10), o time poderia ficar num 5-3-2 e foi exatamente o que aconteceu e depois com a saída de Lucas Braga para a entrada de Ângelo virou um 5-4-1

Da quase metade da etapa complementar até o fim, virou um ataque contra defesa. Os que entraram e posteriormente também teve Sánchez e Robson juntos com quem já estava em campo, demoraram para encaixar e fazer a leitura correta da partida e o Red Bull Bragantino amassou o Santos no seu campo, porém, desta vez o Glorioso da Vila conseguiu encaixar um contra-ataque com o menino Ângelo, que foi decisivo. Ele iniciou a jogada pela direita e achou Marinho que sofreu penalidade máxima. Sánchez bateu e deu números finais ao jogo - 2 a 0.

No sábado (13), o Santos volta a campo em Goiânia diante do Atlético-GO, às 17h, que ao ser goleado para o Palmeiras ficou com 37 pontos, um menos que o Peixe. Camacho pode reaparecer no time, assim como Madson que cumpriu suspensão. Lucas Braga que saiu do gramado com incômodo na coxa é dúvida.


FICHA TÉCNICA

SANTOS 2 X 0 RED BULL BRAGANTINO

Estádio da Vila Belmiro - Santos (SP)

Árbitro: Leandro Pedro Vuaden (RS)

Gols: Marinho, 27'/2ºT (1-0) e Carlos Sánchez, 47'/2ºT (2-0)

Cartões amarelos: Zanocelo e João Paulo (SFC), Jadson (RED)

SANTOS: João Paulo; Kayky, Luiz Felipe (Robson Reis, aos 36'/2ºT) e Boza; Marcos Guilherme, Vinicius Zanocelo, Felipe Jonatan (Carlos Sánchez, aos 36'/2ºT), Gabriel Pirani (Vinícius Balieiro, aos 19'/2ºT) e Lucas Braga (Ângelo, aos 29'/2ºT); Marinho e Diego Tardelli (Moraes, aos 19'/2ºT). Técnico: Fábio Carille 

RED BULL BRAGANTINO: Cleiton; Aderlan, Fabrício Bruno, Natan e Edimar; Jadsom (Emiliano Martinez, aos 39'/2ºT), Eric Ramires e Artur; Helinho (Gabriel Novaes, aos 13'/2ºT), Cuello (Gonzalo, aos 28'/2ºT) e Ytalo (Alejandro, aos 39'/2ºT). Técnico: Maurício Barbieri

Ângelo foi decisivo no segundo gol.

NOTAS DOS JOGADORES DO SANTOS: 

João Paulo: Seguro como sempre debaixo dos três paus, porém, voltar a sair mal do gol. Nenhum milagre. - 6,0

Danilo Boza: Ainda não me dá confiança. Jogou o arroz com feijão bem temperado desta vez pela esquerda. - 6,0

Luiz Felipe: Sua liderança e experiência deram uma retaguarda boa aos meninos da defesa; Foi o zagueiro da sobra e no alto foi bem demais. - 6,5

(Robson Reis): O antecessor saiu com câimbras. O jovem foi importante para marcar no jogo aéreo o grandalhão Gonçalo. - 6,0

Kaiky: Deu saída de bola a defesa, algo que nenhum dos defensores do elenco tem. Voltou bem. - 6,5

Marcos Guilherme: No começo deu espaços perigosos ao atacante pela esquerda do RBB. Porém, compensou com muita entrega. - 6,0

Zanocelo: Começou bem e depois não manteve o rendimento. Não conseguiu armar o time. - 6,0

Felipe Jonatan: Parece a vontade no meio-campo. Distribuiu o jogo e marcou bem. - 6,5

(Sánchez): Não entrou bem, não. Perdeu bolas, deu passes errados, mas sangue frio e precisão na cobrança de pênalti que decretaram a vitória. - 6,0

Pirani: Fez bem a transição entre a defesa e o meio com velocidade. É o seu forte. - 6,5

(Balieiro): Menino de muito potencial na marcação. Uma aula de posicionamento nas antecipações. - 6,5

Lucas Braga: Só não terá a melhor nota, porque não esteve nos lances do gol. Mas se tem que alguém que ofereceu perigo a meta adversário foi o aniversariante da camisa 30. Deixou o gramado com dores na coxa. - 7,0

(Ângelo): Melhor entrada do atacante no time profissional. Temos que destacar o jogo e a importância. Contra-ataque bem executado pelo jovem no segundo gol. - 7,0

Marinho: Decisivo. Marcou o primeiro gol e sofreu o pênalti que proporcionou o segundo. Orientou Ângelo a jogar pela direita do ataque. Ali nasceu o contra-ataque que selou o resultado da partida. - 7,5

Tardelli: Sabe os atalhos do meio e ataque. Se movimentou bastante e participou do lance do gol de abertura do placar. Saindo com incomodo muscular. - 6,5

(Moraes): Guardou bem a posição. - 6,0

Técnico: Fábio Carille: O coletivo do Santos ainda é muito abaixo do que se espera de um time de futebol. Fiquei com a sensação de que o treinador poderia ter alterado duas peças diferentes das que executou. Pirani e Felipe Jonatan deviam ter ficado em campo. Apostou num 5-3-2 e foi feliz ao colocar Ângelo, homem do contra-ataque no segundo gol. - 6,5


 

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