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NÃO QUIS COMPETIR

Publicado às 11h50 desta segunda-feira, 22 de novembro de 2021.

Eu não vou nem escrever que foi uma apresentação ruim, pois o Santos, simplesmente, não quis jogar e foi todo recuado enfrentar o Corinthians, em Itaquera. Era uma tragédia anunciada e o time da Vila foi derrotado por 2 a 0, com gols de Jô e Gabriel, neste domingo, em partida válida, pela 34ª rodada do Campeonato Brasileiro. 

Foi o primeiro reencontro do clube de Parque São Jorge com o ex-técnico Fábio Carille. Com o resultado, o Santos parou nos 42 pontos e viu a distância para o Z-4 cair de seis para cinco pontos. Outro fator relevante é que dos 10 últimos colocados somente o Peixe, Cuiabá, Sport e Chapecoense tem 34 jogos. Os demais, Grêmio, Juventude, Atlético-GO, Bahia, São Paulo e Atlhético-PR, todos tem um jogo a menos.

O primeiro tempo em Itaquera foi vergonhoso para o Santos. O total domínio dos donos da casa foi absoluto. 

Os primeiros 45 minutos terminaram com o Corinthians com 70% posse de bola, 13 finalizações contra somente uma do Santos que nem ao gol foi. O time da Zona leste, porque o Peixe permitiu, ocupou em peso o campo de ataque e acuava o alvinegro da Vila.

Sem Marinho, Carille optou por Marcos Guilherme no ataque. Trouxe Felipe Jonatan para a ala-esquerda e colocou Pirani no meio, junto com Camacho que não voltou bem, após a lesão e Pirani. Na zaga Kaiky que cumpriu suspensão diante da Chapecoense voltou pela direita.

Na etapa inicial, o Santos conseguiu a primeira e única finalização aos 39 minutos, quando Felipe Jonathan driblou Fagner na lateral e cruzou na área para Diego Tardelli testar para fora do gol. A igualdade no fim da primeira etapa não traduzia o que um único time procurou o gol: O Corinthians.

Para a segunda etapa, Carille mexeu no Santos. Após um primeiro tempo apático, o técnico optou em trocar Madson e Pirani por Ângelo e Lucas Braga. Mas logo no primeiro minuto, saiu o gol corintiano. Du Queiroz cruzou rasteiro na área, Jô recebeu de costas para o gol, girou sobre o marcador e chutou para o fundo das redes para abrir o placar. Detalhe que tinham oito santistas contra um corintiano dentro da área e ainda assim o centroavante abriu o marcador.

Com o resultado adverso, o Peixe começou a sair, mas não muito, para o jogo. Entretanto, Cássio era mero expectador. Pois só foi fazer uma defesa nos acréscimos da partida. Ou seja, o Santos não oferecia risco algum. Porém, com a vantagem parcial, o Corinthians baixou o ritmo do primeiro tempo e chegou menos vezes ao gol adversário.

Aos 39, veio a confirmação da vitória do mandante. Em cruzamento na área, Jô, funcionou como garçom e ajeitou para Gabriel chutar firme e ampliar o placar, em nova falha do sistema defensivo.

O SFC terminou o jogo com esta postura

Apatia, sem vontade de competir, limitações do elenco, proposta de jogo que só tinha a de se defender e não tinha o plano B, problemas táticos com um time torto no final do jogo, foram alguns de muitos problemas que o clube teve e tem de enfrentar.

Entender que o material humano é inferior ao adversário é compreensível, deixar de jogar e competir, no meu entender, não.

O clube volta a campo na quinta-feira (25) e a batalha na luta de seguir na primeira divisão permanece. O jogo contra o Fortaleza na Vila Belmiro, virou uma verdadeira final, pois depois serão dois jogos como visitante diante do Internacional, no próximo fim de semana e Flamengo, no Maracanã dia 6 de dezembro. Voltar a ganhar do clube cearense passou a ser obrigação. 


FICHA TÉCNICA

CORINTHIANS 2 X 0 SANTOS

Neo Química Arena - São Paulo

Árbitro - Leandro Pedro Vuaden (RS)

Público e renda - 43.583 torcedores/R$ 2.566.138,80

GOLS - Jô, no primeiro minuto do segundo tempo, e Gabriel, aos 39 da segunda etapa.

Cartão amarelo - Roni (SCCP)

CORINTHIANS - Cássio; Fagner, João Victor, Gil e Fábio Santos; Gabriel e Du Queiroz (Roni); Renato Augusto, Gabriel Pereira (Willian) e Róger Guedes; Jô (Gustavo Mosquito). - Técnico: Sylvinho.

SANTOS - João Paulo; Kaiky, Luiz Felipe e Danilo Boza; Madson (Ângelo), Camacho (Raniel), Zanocelo (Sánchez), Pirani (Lucas Braga) e Felipe Jonatan; Marcos Guilherme e Tardelli: Técnico: Fábio Carille.

Carille enfrentou o Corinthians onde conquistou títulos pela primeira vez.

NOTAS DOS JOGADORES DO SANTOS:

João Paulo: O único que escapou. Fez duas boas defesas. Uma delas, um milagre na conclusão de Renato Augusto dentro da área, ainda no primeiro tempo. - 6,5

Kaiky: Perdeu apenas um duelo individual. Tentou sair com a bola na primeira linha com qualidade. Em algumas não teve êxito. - 5,5

Luiz Felipe: Não comprometia. Porém, não conseguiu bloquear Jô no lance do primeiro gol corintiano. - 4,0

Danilo Boza: Apenas rebateu. Quando tentou sair com a bola, algo que não tem essa qualidade, perdeu a bola. - 5,0

Madson: Mal defensivamente. Deu uma bola no pé do adversário que quase pôs tudo a perder. Substituído no intervalo. - 4,5

(Ângelo): Iniciativa não lhe falta. Peca muito nas tomadas de decisão. Errou em várias delas. Jovem, temos que ter muita cautela para não queimar um ativo do clube. - 5,0

Camacho: Voltou bem abaixo do que produzia. Mal no meio de semana quando entrou no decorrer do jogo contra a Chapecoense e pior ainda no clássico. Deu muito espaço para Renato Augusto fazer o que queria. - 4,5

(Raniel): Quase não pegou na bola. - SEM NOTA

Zanocelo: Tem que dar um desconto porque é muito jovem, mas mal na marcação, não segurou a bola quando a defesa foi pressionada e armar então, esquece, que o meia sequer tentou. - 4,5

(Sánchez): Não vive um bom momento. Pouco participativo. - 5,0

Pirani: Não criou nada. Perdeu algumas bolas fáceis. Substituído no intervalo. A exemplo de Zanocelo parece que sentiu por ser jovem, jogar um clássico dessa magnitude no campo do rival. - 4,5

(Lucas Braga): Com o time torto ficou numa encruzilhada se ia para o ataque ou ajudava na ala canhota, Não fez bem nem uma coisa, nem outra. - 5,0

Felipe Jonatan: Responsável pela melhor e única chance do time ao driblar Fagner e cruzar na cabeça de Tardelli que desperdiçou. - 6,0

Marcos Guilherme: Correu muito como de costume. Objetivamente pouco acrescentou. - 4,5

Tardelli: Não parecia estar tão concentrado no primeiro tempo. Perdeu bolas bobas que estavam em seus domínios. Teve chance de abrir o marcador de cabeça e desperdiçou. - 4,5

Técnico: Fábio Carille: Sua estratégia foi para o espaço cedo. O time não tinha contra-ataque. Abdicou do jogo completamente. Também é importante se dizer que tem um material humano de qualidade duvidosa em muitas posições. Tinha Marcos Leonardo, mas prefere Raniel. Aí não tem como deixar de criticar a escolha. - 4,0


 

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