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DESORGANIZADO

Publicado às 11h30 deste domingo, 5 de setembro de 2021.

O Santos segue sua sina de cada vez mais estar próximo da zona da rebaixamento. O time completou seis jogos sem vencer, sendo cinco no Brasileirão e perdeu mais uma, desta vez para o Cuiabá, neste sábado (4) por 2 a 1, na Arena Pantanal. O gol santista foi de Pirani. O resultado faz com que o clube possa terminar o primeiro turno a apenas um ponto do Z-4, dependendo dos outros resultados da rodada. Nos últimos seis jogos foram quatro derrotas e dois empates, no Campeonato Brasileiro.

Diniz sacou Marcos Leonardo e Lucas Braga do time titular e em seus respectivos lugares entraram o estreante Léo Baptistão e Marcos Guilherme. Pará retornou a ala direita no lugar de Madson, que nem viajou com dores musculares. 

O Cuiabá deu a bola ao Santos e explorou o contra-ataque. No começo de jogo após lançamento do goleiro, o 'meio-campo que não marca nem consulta' viu a bola aérea pingar no chão e chegar no atacante Jonathan Cafú que abriu o placar. 

O alvinegro finalizou apenas duas vezes a meta do goleiro Walter ao fim dos primeiros 45 minutos. Novamente, repetiu-se um time desorganizado, mal treinado, uma caricatura mal feita de um time de futebol. 

Sem linhas compactas, profundidade não existe no time em campo, troca de passes letárgica e somente Baptistão, que deixou boa impressão, porém cansou cedo, tentava algo. O novo camisa 9 demonstrou uma entrega muito grande e fez mais que o meio-campo santista, recuperando duas bolas na defesa, algo que o setor não fez uma única vez, além de ir bem no jogo aéreo e obrigar Walter a uma grande defesa na primeira etapa.

Perdendo o jogo e como todo a coletividade alvinegra, insatisfeita com o que assistia, Diniz sacou Jean Mota com 32 minutos da primeira etapa e colocou Lucas Braga no ataque com Marcos Guilherme improvisado de segundo volante. Os times foram para o vestiário com vitória parcial dos mandantes.

Veio o segundo tempo e o Santos teve uma leve melhora. Pirani chutou e Walter fez grande defesa no primeiro lance, entretanto, na segunda oportunidade do camisa 20, após cruzamento de Pará, ele colocou dentro de rede e o Peixe empatou.

Porém, após fazer o gol, o Santos parou de jogar. Jorginho, técnico do time de Mato Grosso, colocou o ex-santista Yuri Lima e mais um homem no meio-campo, além de trocar o ataque todo. Elton, ex-Vasco teve uma oportunidade nas costas de Moraes que havia entrado no lugar de Felipe Jonatan e o camisa 42 voltou a não marcar de forma eficaz no fim da partida. 

Cruzamento do lado esquerdo do ataque do Cuiabá, ninguém marca pressão e o centroavante que havia entrado há poucos minutos, corre pelas costas do ala esquerdo santista e finaliza para desempatar o jogo. Justiça para os donos da casa que ao menos procuraram o resultado, enquanto o Santos, se desmanchava técnica e fisicamente na segunda etapa.

O Santos termina o turno com sua segunda pior campanha na era dos pontos corridos da sua história, atrás apenas de 2008 que ficou com dois pontos a menos (20) e quase caiu para a segunda divisão aquele ano.

O técnico, apesar de tentar explicar, não consegue extrair mais nada do elenco, que se não é dos melhores, não era para estar na situação caótica como está. O alvinegro é um bando em campo, sem jogada ensaiada, desentrosado e que assiste passivamente o adversário jogar. 

O time tem dois problemas gritantes - Demora para finalizar e quando consegue, faz com péssima precisão e a marcação no setor do meio-campo não existe. Como a marcação é frouxa e o time é mais lento que 'tartaruga grávida', toma contra-ataque constantemente.

Pelo Brasileiro, o Peixe volta a campo no sábado que vem (11) diante do Bahia. Marinho é dúvida. Que a gestão tome as providências necessárias, porque assistir passivamente tudo o que está acontecendo não é a melhor solução. Por falar em assistir, ver jogo do Santos, ultimamente é uma prova inconteste de amor incondicional ao clube. É uma das coisas mais bizarras e que sagram os olhos de qualquer torcedor que eu particularmente já vi em 40 anos que acompanho jogos do clube. 

FICHA TÉCNICA

CUIABÁ 2 x 1 SANTOS

Arena Pantanal, em Cuiabá (MT).

Árbitro: Bruno Arleu de Araújo (RJ)

Cartões amarelos: Camilo,Yuri Lima e Elton (CUI) e  Marcos Guilherme (SFC)

GOLS - Jonathan Cafu, aos 3 minutos do primeiro tempo. Pirani, aos 18, e Elton, aos 43 minutos do segundo tempo.

CUIABÁ: Walter; João Lucas, Marllon, Paulão e Uendel; Auremir (Yuri Lima), Camilo (Willian Correia), Cabrera (Felipe Marques); Clayson, Jenison (Elton) e Jonathan Cafu (Guilherme Pato). Técnico: Jorginho

SANTOS: João Paulo; Pará, Robson Reis (Danilo Boza), Wagner Leonardo e Felipe Jonatan (Moraes); Camacho (Ivonei), Sánchez, Jean Mota (Lucas Braga) e Pirani; Léo Baptistão (Marcos Leonardo) e Marcos Guilherme. Técnico: Fernando Diniz.

Baptistão fez 45 minutos esperançosos que pode ajudar o time.


NOTAS DOS JOGADORES DO SANTOS

João Paulo: Fez uma grande defesa. Não achei que falhou no segundo gol adversário. - 6,0

Pará: Guardou posição e subiu pouco ao ataque. Em uma dessas subidas deu a assistência no gol de Pirani. - 5,5

Robson Reis: No primeiro gol do Cuiabá foi envolvido como toda a defesa após a bola quicar. Foi substituído até de forma surpreendente. Não comprometia. - 5,5

(Danilo Boza): Com sua entrada, o Santos perdeu estatura. Pouco acrescentou. - 5,0

Wagner Leonardo: No primeiro gol do Cuiabá não conseguiu tirar a bola após ela quicar, lançada pelo goleiro Walter. Errou alguns passes que não costuma. - 5,0

Felipe Jonatan: Não conseguiu apoiar, mesmo com Pará guardando posição. Foi substituído por Moraes. - 5,0

(Moraes): Entrou apoiando 'por dentro'. Falhou várias vezes na marcação, inclusive no gol que decretou a derrota. Teve uma chance no ataque e desperdiçou.- 4,0 

Camacho: Tentava solitariamente conter os avanços dos meio-campistas do Cuiabá. Lento na transição. - 5,0

(Ivonei): Jogou menos de 10 minutos. - SEM NOTA

Sánchez: Mal posicionado. Cansou na segunda etapa, mas seguiu no time após as cinco substituições. - 5,0

Jean Mota: Não criava e não marcava, por isso, Diniz preferiu sacá-lo, ainda na primeira etapa. - 4,5

(Lucas Braga): Iniciou a jogada no gol de Pirani. O único soldado do 'exército' do ataque santista. Agora, chegou Baptistão para auxiliá-lo. Mesmo sem realizar grande partida, não podia sair do ataque, nunca. - 5,5

Pirani: Demorou para se encontrar no jogo, mas quando o fez foi produtivo. Segunda boa partida do jovem. Já tinha ido bem diante do Flamengo, mesmo com a entregada do último gol. - 6,0

Léo Baptistão: O melhor do Santos no jogo, mesmo não tendo aparecido para o segundo tempo, após estar visivelmente cansado. No primeiro tempo, roubou bolas, finalizou, buscou jogo. Demonstra que será muito útil. - 6,5

(Marcos Leonardo): A bola não chegou uma vez no menino. - SEM NOTA

Marcos Guilherme: Estava correndo como sempre e errado como de costume, quando estava no ataque, mesmo sendo o lado que se sente melhor, o esquerdo. Quando foi improvisado no meio, foi menos mal. - 5,0

Técnico: Fernando Diniz: Novamente tomadas de decisão na escolha equivocadas como sacar Lucas Braga do time. Mexeu cedo, desta vez. O time muito desorganizado, nem parece que treina e voltou a desejar na bola área, mesmo o treinador tendo a coragem de dizer na coletiva que a jogada no alto originária de bola parada foi contida. Não deu certo. Valeu a tentativa. Ao contrário de Jesualdo Ferreira e Jair Ventura, conhece de futebol, mas não abre mão das suas convicções, mesmo sem peças em alguns setores para executar suas idéias. - 3,5


 

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