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GOLEADO NA VILA E CINCO JOGOS SEM VENCER

Publicado às 00h45 deste domingo, 29 de agosto de 2021.

O Santos completou o quinto jogo sem vencer. Mais que isso, nos últimos sete jogos conquistou apenas sete pontos e vê cada vez mais a aproximação dos time debaixo, na segunda metade da tabela de classificação do Brasileiro. Em plena Vila Belmiro, o alvinegro sofreu a maior goleada em casa em sua história para o Flamengo por 4 a 0, neste sábado (28) com três gols de Gabriel Barbosa e um do 'ex-santista' (fazia juras de amor ao clube da Baixada e agora diz que o rubro-negro é o maior do continente) Andreas Pereira. O time de Diniz pode cair para a 13a. posição ao final da penúltima rodada do primeiro turno que se completa neste domingo (30) e segunda-feira (31).

No primeiro tempo, os times foram para o vestiário com igualdade no placar, sem gols. A proposta do jogo de aproximação do Santos rendeu esporádicas jogadas, porém sem que o goleiro Diego Alves trabalhasse, pois, o Flamengo jogou e deixava jogar. O rubro-negro carioca teve a melhor chance nos primeiros 45 minutos com Gabriel Barbosa e a mesma parou nas mãos de João Paulo, que bem colocado fez a defesa.

Veio a segunda etapa, e logo no começo da mesma, Palha não conseguiu interceptar o cruzamento, a bola ficou com Michael e o defensor santista usou o braço para atrapalhar o atacante carioca. Com a ajuda do VAR, e na minha opinião, acertadamente, apesar da queixa de Diniz, o pênalti foi marcado a favor do Flamengo e convertido por Gabriel Barbosa. A história do jogo começou a tomar um rumo.

Abalado com o gol adversário, o Peixe cometeu um pecado mortal. Foi definitivamente para cima do Flamengo, que inteligentemente armou o contra-ataque e assim saiu o segundo gol. Bola na extrema para o rápido Michael e novamente o 'menino revelado na Vila', Gabriel Barbosa, marcou seu segundo gol no jogo.

Não há nada tão ruim que não possa piorar. O time foi cansando e Diniz foi promovendo alterações, assim como Renato Gaúcho. O treinador do time do RJ tem um 'divã' a sua disposição, enquanto o santista não tem nem 11 titulares. Era questão de tempo para tomar mais gols e infelizmente acabaram acontecendo. 

O estreante Luizinho que veio do Coritiba para o Peixe, errou o passe na saída de bola, a bola sobrou para o ataque do Flamengo que finalizou e no rebote, novamente Gabriel Barbosa marcava seu terceiro gol e transformava o placar em goleada.

No fim do jogo, nova falha individual e Pirani vai recuar a bola do meio-campo e dá uma assistência para o estreante Andreas Pereira que fecha o placar - 4 a 0.

Que os erros capitais foram fundamentais para a construção da goleada do time carioca, são fatos, mas minimizar e culpar única e exclusivamente esses erros pela goleada é querer 'maquiar' a situação. O Santos vem trocando o pneu do carro em movimento. O material humano já não era dos melhores, subiram alguns jogadores e/ou outros foram colocados para jogar precocemente, sem a mínima condição, fora a reposição que foi longe das expectativas, até por falta de recurso. 

Não gosto da propositura do técnico, mas neste jogo especificamente, não dá para culpá-lo sobre a desorganização da equipe após o primeiro gol sofrido, apesar de ficar com a sensação que o comando, a liderança já foi embora, principalmente após o ato de Sánchez, jogar a faixa de capitão no chão, no meio de semana. 

Não sei se Diniz conseguirá extrair mais alguma coisa em um elenco com carências gritantes, nos jogos que restam para o fim da temporada, porém, não reputo a culpa nele de forma solitária, não. 

Pelas informações que eu pude apurar no fim da noite, o comandante técnico não é mais unanimidade e a menos que alguma situação seja modificada, a direção do clube só pretende tomar alguma decisão se tira Diniz do cargo na reunião de segunda-feira (30), com os membros do CG (Comitê de Gestão).

O clube não pode dormir em berço esplêndido e achar porque alguns outros adversários estão mal, não vai cair. O Peixe pode terminar o turno apenas três pontos afastados do Z-4. Prevenir é melhor que remediar. Que os novos contratados e alguns deles vão demorar para estrear, possam colaborar, apesar de eu, particularmente, achar que todos são apostas.

Que Nossa Senhora do Monte Serrat, padroeira da cidade homônima ao time, proteja a instituição e os dirigentes realizem tomadas de decisões acertadas para a grandeza do clube, é o que espero do fundo do coração.

O Santos volta a campo no próximo sábado (4),fora de casa diante do Cuiabá, na Arena Pantanal, às 21h, pela 19ª rodada.

FICHA TÉCNICA
SANTOS 0 X 4 FLAMENGO
Estádio da Vila Belmiro - Santos (SP)
Árbitro: Braulio da Silva Machado (SC)
Cartões amarelos: Carlos Sánchez, Robson, Felipe Jonatan, Jean Mota(SFC) / Isla, Diego, Bruno Viana, Gustavo Henrique (FLA)
GOLS: Gabriel Barbosa, 6'/2ºT (0-1), 25'/2ºT (0-2), 34'/2ºT (0-3); Andreas Pereira, 38'/2ºT (0-4).
SANTOS: João Paulo; Madson, Robson Reis, Wagner Leonardo e Felipe Jonatan; Camacho, Jean Mota (Luiz Henrique), Carlos Sánchez (Ivonei) e Gabriel Pirani; Lucas Braga (Marcos Guilherme, 23'/2ºT) e Marcos Leonardo. Téc: Fernando Diniz
FLAMENGO: Diego Alves; Isla (Matheuzinho, 17'/2ºT), Bruno Viana, Gustavo Henrique, Bruno Viana e Filipe Luís; Willian Arão, Diego (Thiago Maia, 17'/2ºT) e Arrascaeta (Vitinho, 35'/2ºT); Everton Ribeiro (Andreas Pereira, 35'/2ºT), Michael e Gabigol (Pedro, 35'/2ºT). Téc: Renato Gaúcho.

Gustavo Henrique reencontrou o Santos e a Vila. Jogador ficou 13 anos no Peixe.

NOTAS DOS JOGADORES DO SANTOS
João Paulo: Grandes defesas, uma a queima roupa no segundo tempo. Não fosse ele, o placar e a campanha poderiam estar pior. - 6,5
Madson: Não conseguiu apoiar, exceção feita a um ataque que subiu de cabeça. Não consegue manter uma regularidade. - 5,0
Robson Reis: Não pipocou. Demonstrou ter personalidade. Bem na defesa e não comprometeu na saída de bola. - 5,5
Wagner Palha: Vinha bem, mas falhou no lance da penalidade máxima e ali, o jogo mudou. - 4,0
Felipe Jonatan: Efetuou a primeira finalização concreta ao gol do Santos aos 75 minutos de jogo. Parecia estar mais concentrado do que o normal, inclusive dando chutes para a lateral na tentativa de fazer o simples. Foi de seus pés o início da melhor jogada santista nos primeiros 45 minutos. - 5,5
Camacho: Começou bem o jogo. Não conseguiu fazer com que a bola longa chegasse ao ataque e no segundo tempo, não viu o meio-campo do Flamengo, na transição rápida do rubro-negro. - 4,5
Jean Mota: Não conseguiu levar a bola da primeira para a segunda linha. - 4,5
Luiz Henrique:  A estreia do ex-jogador do Coxa, não deixará saudades. No primeiro toque na bola, erra o passe e proporciona a jogada do terceiro gol do Flamengo. - 4,0
Carlos Sánchez: Desde que voltou foi a pior apresentação do uruguaio. Errou muitos passes, algo incomum. - 4,5
Ivonei: Pouco foi notado em campo. - SEM NOTA
Pirani: O melhor do Santos entre os jogadores de linha, chutou uma bola que após defesa de Diego Alves, parou na trave, entretanto, cometeu erro primário ao dar passe errado no quarto gol do Flamengo, nos pés de Andreas Pereira. - 6,0
Lucas Braga: Bem apagado. Não achou Isla no primeiro tempo e perdeu a maioria dos duelos individuais. Tem mais bola do que apresentado nesta noite. - 4,5
(Marcos Guilherme): Jogou 22 minutos e nada acrescentou. A bola também não chegou. - 4,5
Marcos Leonardo: Ganhou uma bola no segundo tempo de Gustavo Henrique que proporcionou uma falta perigosa, má batida por Sánchez. Pouco. - 5,0
Téc: Fernando Diniz: Não teve culpa das falhas individuais dos seus atletas. O time fez um primeiro tempo, interessante até. Porém, se agarra a um esquema único e não consegue mais extrair um aproveitamento atual do elenco, apesar de justiça seja feita, ser bem aquém das tradições do clube. O pior dos últimos anos. Em alguns jogos poderia reconhecer a limitação de seu plantel e jogar diferente, como no jogo de transição, por exemplo. - 4,5

 

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