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CLÁSSICO RECHEADO DE ERROS INDIVIDUAIS E NOVA DERROTA FORA DE CASA

Publicado às 11h deste domingo, 11 de Julho de 2021.

No clássico deste sábado (10), um componente apareceu bastante, as falhas individuais das duas equipes. O mandante, o Palmeiras errou menos e venceu o Santos, por 3 a 2, no Allianz Parque, pela 11ª rodada do Campeonato Brasileiro. O alvinegro segue sem vencer fora de casa no campeonato, onde em quatro jogos perdeu três (Bahia, Fluminense e América-MG) e empatou apenas uma, seguindo com os mesmos 15 pontos na classificação, sendo 14 desses conquistados em casa. Os dois gols do Peixe no jogo foram de Sánchez e Marinho, ambos através de cobranças de pênaltis.

Sem Luiz Felipe suspenso e Luan Peres negociado com o Olympique de Marselha da França, Fernando Diniz escolheu para a defesa, Boza pela direita e manteve Kaiky pela esquerda . Ambos não foram bem pelo alto. Não bastasse isso, o Santos que não conseguia finalizar, estava bem no jogo e ficava com a bola, aparentava estar melhor, mas o goleiro João Paulo saiu mal após cobrança de escanteio aos 20 minutos e Gustavo Gomez abriu o placar. Toda a estratégia foi embora à partir daí. Essa foi a primeira grande falha do clássico.

Ainda atordoado do primeiro gol, mal deram a saída para o reinício, o Palmeiras retomou a bola e após nova 'catástrofe' no jogo aéreo aos 28 minutos, onde Deyverson levava a melhor, após dois bicos para a cima e os defensores santistas não conseguem tirar a bola de trás de cabeça, a mesma sobra para Breno Lopes, o carrasco santista na final da Libertadores, ele finaliza e amplia o placar. Os 25 minutos do final da primeira etapa foram tenebrosos do Santos. O que escrevi neste parágrafo foi a segunda falha no clássico.

Diniz percebeu que algo precisava ser feito e fez duas mudanças no intervalo e ambas deram muito certo. Alison, apesar de estatura mediana para zagueiro foi jogar improvisado e Sánchez deu outra qualidade com toques refinados e objetivos no meio-campo. O Santos cresceu. Ainda assim não havia feito nenhuma finalização efetiva ao gol. 

Eis a terceira falha do clássico. Sánchez recebe dentro da área e estava de saída, pois recebeu a bola de costas. O lateral-direito Marcos Rocha, desprovido de inteligência, ao menos nesse lance, atinge o meio-campista e comete penalidade que o próprio camisa 7 chutou no alto e diminuiu o placar. Calma que os equívocos individuais ainda não terminaram.

Diniz colocou Zanocelo no gramado. O jovem que já jogou nas categorias de base da Seleção Brasileira foi dar um bote em Patrick de Paula, no meio-campo, porém, o palmeirense esqueceu da bola e o santista passou no vazio e não viu a bola e tampouco o adversário. A mesma chegou em Marcos Rocha que cruzou para a área. Deyverson cabeceou e a bola sobrou livre para William Bigode que sem marcação empurrou para a rede.  

A arbitragem chegou a anular o gol, entretanto, após revisão do VAR, verificou-se que Kaiky dava condições. Contabilizem, mais três erros individuais no mesmo lance. A condição que foi dada, Zanocelo que não achou o jogador e a bola no lance e o atacante do Palmeiras na área, livre.

Acabaram os erros? Não. Já quase nos acréscimos, Marinho entrou pela direita e Mayke que havia acabado de entrar trombou com o atacante santista. Nova penalidade máxima que o próprio camisa 11 bateu e converteu diminuindo a contagem. mas não havia tempo para mais nada.

O alvinegro praiano terminou a partida com maior posse de bola. Quase 65%. Mas do que vale esse fundamento se o adversário ficou com os três pontos? Ao final da partida o mesmo 'scout' mostra que o Santos chutou 11 vezes. Ao gol, apenas duas. Sabe como foram, os dois pênaltis que entraram nas redes de Jaílson. O goleiro palmeirense não fez uma única defesa importante na partida. 

O Peixe volta a campo quinta-feira (15) na Vila Belmiro pelas oitavas de final da Copa Sul-Americana em jogo de ida. Pelo Brasileiro, somente no domingo (18), às 20h30 contra o Red Bull Bragantino, também em casa. Jean Mota que recebeu o terceiro amarelo, fica de fora e cumpre suspensão.


FICHA TÉCNICA

PALMEIRAS 3 X 2 SANTOS

Allianz Parque - São Paulo

Árbitro - Braulio da Silva Machado (SC).

Cartões amarelos - Camacho, Jean Motta, Marinho, Marcos Guilherme, Moraes, Kaiky (SFC) e Jailson (PAL)

GOLS - Gustavo Gómez aos 20 e Breno Lopes aos 28 minutos do primeiro tempo. Carlos Sánchez aos 23, Willian Bigode aos 37 e Marinho aos 46 do segundo.

PALMEIRAS - Jailson; Marcos Rocha (Mayke), Felipe Melo, Gustavo Gómez e Viña; Danilo, Zé Rafael, Raphael Veiga (Wesley) e Gustavo Scarpa (Patrick de Paula); Breno Lopes (Willian) e Deyverson (Dudu). Técnico: Abel Ferreira.

SANTOS - João Paulo; Pará (Madson), Danilo Boza (Alison), Kaiky e Moraes; Camacho (Vinícius Zanocelo), Jean Mota (Carlos Sánchez) e Gabriel Pirani; Marinho, Marcos Guilherme e Lucas Braga (Raniel)). Técnico: Fernando Diniz.


Raniel voltou após mais de nove meses fora do time.

NOTAS DOS JOGADORES DO SANTOS 

João Paulo: Saiu errado e não interceptou a bola no cruzamento do primeiro gol. Se redimiu com defesa maravilhosa na finalização de Deyverson no segundo tempo. - 4,5

Pará: Sem confiança. Errou até arremesso lateral que foi para a linha de fundo. - 4,5

(Madson): Mesmo sem ser um eficaz marcador, vive melhor momento que o titular. Foi a linha de fundo algumas vezes. Teve um cruzamento maravilhoso de Sánchez que podia ter matado no peito e finalizado. Preferiu tocar para trás. - 5,5

Danilo Boza: Procura o atacante Deyverson até agora, Perdeu todas no alto. A única que ganhou parou nos pés de Breno Lopes e saiu o segundo gol. Bem substituído no intervalo. - 4,5

(Alison): Entrou e melhorou muito o jogo aéreo defensivo da zaga. Ainda assim, não estava tão bem colocado na finalização de William Bigode no terceiro gol do Palmeiras. - 5,5

Kaiky: Ótimo com  a bola no chão. Mas ainda peca no jogo aéreo. Melhorou no segundo tempo. - 5,0

Moraes: Era o melhor jogador do time até o primeiro gol do jogo. Não se intimidou, apoiou. Pecou nos cruzamentos. - 6,0

Camacho: Foi a atuação menos eficaz do volante que vinha jogando bem. Sofreu no primeiro tempo na caça a Gustavo Scarpa. - 5,0

(Zanocelo): Perdido. Falhou na marcação no terceiro gol do rival ao dar um bote no nada. - 4,5

Jean Mota: Não conseguiu colaborar nas construções de jogadas. Só apareceu nas bolas paradas de faltas e escanteios. Bem substituído no intervalo. - 5,0

(Sánchez): Deu vida ao meio-campo santista. Tem qualidade e quando tiver inteiro fisicamente não pode ser reserva desse time. Sofreu um pênalti e fez um gol. O melhor do Santos no clássico. - 6,5

Pirani: Se deslocou o tempo todo para tentar levar a bola da segunda para a terceira linha, ainda assim pouco inspirado. - 5,0

Marinho: Estava apagado no clássico. Ainda assim sofreu um pênalti, bem cobrado pelo mesmo e diminuiu a contagem. - 5,5

Marcos Guilherme: Quando Diniz opta de um time sem centroavante e escolheu o 'relampago Mcqueem' da Vila para exercer a função, o futebol do camisa 23 simplesmente desaparece. - 4,5

Lucas Braga: Ainda não se encontrou no jogo de aproximação de Diniz. No jogo posicional, onde pode usar o recurso do drible longo, se dá melhor. - 5,0

(Raniel): O grande vitorioso da tarde. Não atuava há mais de nove meses. Teve a carreira colocada em risco. Jogou pouco tempo. - SEM NOTA

Técnico: Fernando Diniz: Consertou o erro da bola aérea defensiva no intervalo. Peca em não colocar alguém com a mínima capacidade de ao menos disputar a bola aérea no ataque, já que o time insistiu, a exemplo do que aconteceu contra Juventude e América, nos cruzamentos. - 5,0


 

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