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INTENSIDADE NA MARCAÇÃO, NÍVEL DE CONCENTRAÇÃO E VITÓRIA INCONTESTÁVEL NO CLÁSSICO

Publicado às 10h desta segunda-feira, 21 de junho de 2021.

Finalmente, o Santos venceu o primeiro clássico na temporada 2021. Após perder todos os encontros para os rivais no Estadual, o alvinegro 'passou o carro' diante do São Paulo, neste domingo (20), no Estádio da Vila Belmiro por 2 a 0, em jogo da quinta rodada do Brasileirão. 

Foi uma aula de intensidade, aplicação e a organização tática do Santos que demostra crescimento dentro das quatro linhas desde a chegada de Fernando Diniz.

Foi a primeira vez que o treinador enfrentou o rival desde sua saída do Morumbi, em fevereiro deste ano, no comando de outra equipe. 

O técnico santista foi responsável direito pela conquista dos três pontos, com uma estratégia de marcação intensa, na saída de bola, sufocando a defesa tricolor. 

Por ironia do destino, o segundo gol santista saiu da maneira que Diniz é contestado publicamente. Erro na saída e atraso de bola ao goleiro. Kaio Jorge se antecipou e rolou para Pirani.

Desde o começo do clássico, o Peixe se mostrou mais concentrado e intenso, e sem a bola marcava forte para provocar o erro do adversário. Nos primeiros 45 minutos, o São Paulo não conseguiu jogar.

Crespo fez marcação individualizada em Marinho. O camisa 11 no um contra um diante do lateral improvisado de zagueiro Reinaldo, ganhou quase todas. 

O primeiro gol santista, veio aos 27 minutos. Após o lançamento de Camacho - titular pela primeira vez e homem de confiança de Diniz em vários outros clubes -, Jean Mota dominou com muita categoria e deu assistência para Marinho marcar. Bruno Alves tentou travar, mas não chegou a tempo tempo. 

Marinho marcou seu quinto gol na temporada, e aos poucos buscar retomar sua melhor fase e dá mostras de melhoras no aspecto físico, apesar de ter deixado o gramado com dores na posterior da coxa.

O segundo gol foi indiretamente de Fernando Diniz. Calma. Ele não voltou a jogar. Mas a sua ordem foi cumprida e seu time, o Santos, fez nova das muitas pressões na saída de jogo e surtiu efeito aos 43 min. Liziero cometeu erro ao atrasar a bola sem olhar. Ele deu de presente para Kaio Jorge, que só tocou para Pirani ampliar o marcador.

No segundo tempo, como era de esperar, com o resultado construído, o time santista não conseguiu manter a pressão na saída do São Paulo com a mesma força e permitiu um pouco de espaço ao adversário. Principalmente após a entrada do ótimo Benitez. Ainda assim, o Peixe quase fez o terceiro em uma bomba de Marinho na junção das traves, após cobrança de falta.

A vitória no clássico foi a do comprometimento, de quem entrou com muito mais vontade, nível de concentração lá em cima, ganhando quase todas as divididas e brigando pela bola a cada jogada.

O alvinegro volta a campo no Brasileirão, na próxima quinta-feira (24), às 21h30, diante do Grêmio, no Sul do país. O volante Alison que cumpriu suspensão fica a disposição e pode ser a novidade no 'onze santista' para esta partida.

O goleiro Jhon que nos acréscimos sofreu um trauma no joelho e dúvida para o duelo. Ele será reavaliado pelo departamento médico nesta segunda-feira (21). 


FICHA TÉCNICA:

SANTOS 2 x 0 SÃO PAULO

Estádio da Vila Belmiro - Santos (SP)

Árbitro: Sávio Pereira Sampaio (DF).

GOLS - Marinho, aos 27, e Pirani, aos 43 minutos do primeiro tempo.

Cartões amarelos: Kaio Jorge, Reinaldo, Sara, Igor Vinícius.

SANTOS - John; Pará, Luiz Felipe, Luan Peres e Felipe Jonatan; Camacho (Balieiro), Mota, Pirani (Zanocelo) e Marinho (Lucas); Kaio Jorge (Danilo) e Marcos Guilherme (Madson). Técnico: Fernando Diniz

SÃO PAULO - Volpi; Diego Costa (Léo), Bruno Alves e Reinaldo; Igor Vinícius, Liziero, Sara (Benítez), Rigoni (Tales) e Wellington; Luciano (Rojas) e Eder (Galeano). Técnico: Hernán Crespo.

Diniz e Luiz Felipe, dois dos grandes nomes do clássico.

NOTAS DOS JOGADORES DO SANTOS:

John: Muito bem na saída do gol. Apesar de pouco exigido, demonstrou segurança- 6,5

Pará: Ligado o tempo todo. Bem na marcação. - 6,5

Luiz Felipe: Que apresentação. Bem nas antecipações e saída de jogo. - 7,5

Luan Peres: Muito bem nos enfrentamentos. - 6,5

Felipe Jonatan: Concentração lá em cima. Evitou um gol do São Paulo no fim da partida. Seguro na defesa, ainda foi algumas vezes ao ataque. - 7,0

Camacho: Acaba com a desconfiança de todos ao jogar bem pela segunda vez. É nítido que vai crescer nas mãos de Diniz. Belo lançamento no começo da jogada do primeiro gol. - 7,0

(Balieiro): Cumpriu a função defensiva que necessitava. - 6,0

Jean Mota: Bela matada de bola e assistência a Marinho. Cresceu muito nesta posição que Marcelo Fernandes encontrou para o jogador. - 7,0

Pirani: Começou desligado e demorou para encaixar seu jogo. Levou uns gritos de Diniz. Quando acertou o posicionamento foi bem, assim como quinta-feira passada. - 6,5

(Zanocelo): Menos de 15 minutos. - SEM NOTA

Marinho: Evolui fisicamente e ganhou todos os enfrentamentos diante de Reinaldo. Um gol e uma bola no travessão. - 7,5

(Lucas Braga): Entrou e manteve o ritmo do antecessor. - 6,0

Kaio Jorge: Taticamente é o melhor jogador do time. Sai da área, abre espaço, marca como poucos. Precisa caprichar na finalização para ser um dos melhores da posição no país. - 7,5

(Danilo Boza): Pouco tempo em campo. - SEM NOTA

Marcos Guilherme: Não apareceu tanto com jogadas produtivas, mas sua entrega e o que corre é digna de elogios. - 6,5

(Madson): Entrou em campo nos acréscimos. - SEM NOTA

Técnico: Fernando Diniz: Mérito total na propositura vitoriosa ao mandar marcar a saída de bola adversária. Acertou ao colocar Camacho na cabeça da área. Melhorou o passe da primeira para a segunda linha. Arrumou um problema para escalar o time para a próxima rodada. Como fazer para escalar os dois juntos? - 7,5


 

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