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CHOCOLATE NOS ARGENTINOS E QUINTA FINAL DE LIBERTADORES

Publicado às 08h20 desta quinta-feira, 14 de janeiro de 2021.

O Santos pela quinta vez está na final da Copa Libertadores da América e vai buscar ser o primeiro brasileiro a ganhar quatro vezes. O alvinegro amassou o Boca Juniors e passou o 'carro' em cima dos argentinos com uma goleada de 3 a 0, na noite desta quarta-feira (13), em Vila Belmiro. O Peixe enfrentará o Palmeiras, em jogo único, dia 30, no Maracanã.

Conforme o Blog do ADEMIR QUINTINO publicou na antevéspera, Lucas Braga foi mantido no time, de fato. O camisa 30 seguiu como titular e o jovem e ótimo Sandry ficou como opção para a segunda etapa. A única modificação em relação ao jogo de ida foi a entrada de João Paulo no gol, no lugar de John que cumpre quarentena por ter contraído o covid-19.

O primeiro tempo do Santos foi quase perfeito. Com 50 segundos de jogo, Marinho acertou a trave de Andrada. O alvinegro sufocou o Boca na marcação e explorava os erros adversários. Os meias do time de Buenos Aires que aparecem pelos lados não conseguiam pegar na bola e o Glorioso da Vila terminou a primeira etapa com 11 finalizações contra apenas duas dos argentinos, além da vantagem parcial com o gol de Pituca.

Mas o melhor estava por vir. E o Boca colaborou. O técnico Miguel Angel Russo trocou Jara e González por outro lateral e um outro médio volante - Bufarini e Capaldo. O que já não estava bom, ficou ainda pior. Soteldo e Lucas Braga ampliaram o placar, antes dos 6 minutos da etapa complementar e daí por diante os argentinos abriram a 'caixa de ferramentas' e tiveram Fabra expulso e foi só esperar o apito final e comemorar a vaga na decisão da competição.

De todos os times ao longo da história que o Santos colocou em uma final de Libertadores, este é o mais improvável. Em 62 e 63 era um esquadrão comandado por Pelé. Em 2003, era uma geração extremamente talentosa que tinha os promissores Robinho e Diego, campeões brasileiros no ano anterior. E esse time comandado por Cuca, com 'transfersban' e que parte da mídia paulistana dizia que era a 'bola da vez' para cair para a segunda divisão no Brasileiro e taxados como a quinta-força do Estado, atrás do Bragantino?

Em 15 edições de Libertadores, o Peixe chega a quinta final. Tem DNA da competição continental e realizará diante de um rival, uma final histórica. 

Todos os caminhos levam o torcedor santista ao Rio de Janeiro, no dia 30. Deixa falarem que o favorito é o Palmeiras. Foi assim, diante de LDU, Grêmio e Boca. E foi assim que o alvinegro passou por todos eles.

Por fim. Me perguntaram na véspera da final, se os salários estavam em dia? Limitei a dizer se poderia responder na noite de quarta-feira ou na manhã da quinta-feira. O pagamento dos vencimentos de dezembro ainda não foram depositados. Mas eu não ia revelar isso, na véspera de um jogo decisivo.

O professor Ximenes, superintendente do clube disse enquanto Marinho fazia uma live, após a partida que pagará nesta quinta-feira (14).

Esse elenco formado por um grupo de desacreditados que coloca o Santos no patamar mais alto do continente, merece no mínimo o respeito de todos os torcedores.

Que venha o Palmeiras, no fim do mês.

FICHA TÉCNICA

SANTOS 3 x 0 BOCA JUNIORS

Jogo de volta Semifinal da Libertadores da América 2020

Estádio da Vila Belmiro, em Santos (SP)

Árbitro: Wilmar Roldan (Colômbia)

GOLS: Diego Pituca, aos 15min do 1ºT; Soteldo, aos 3, Lucas Braga, aos 5min do 2ºT

Cartões amarelos: Salvio e Izquierdoz (BOCA) e Pituca (SFC)

Cartão vermelho: Fabra (BOCA)

SANTOSJoão Paulo; Pará, Lucas Veríssimo, Luan Peres e Felipe Jonatan (Madson); Alison (Vinícius Balieiro), Diego Pituca (Sandry), Soteldo (Jobson), Marinho, Kaio Jorge e Lucas Braga (Jean Mota). Técnico: Cuca

BOCA JUNIORSAndrada; Jara (Buffarini), Lisandro López, Izquierdoz e Fabra; Diego González (Capaldo), Campuzano e Villa; Salvio (Más), Soldano (Ábila) e Tevez. Técnico: Miguel Ángel Russo


Soteldo desequilibrou no segundo tempo

NOTAS DOS JGADORES DO SANTOS

João Paulo: Não foi exigido. - 6,5

Pará: Bem na marcação do rápido e perigoso Villa. - 7,0

Lucas Veríssimo: 'Literalmente' deu o sangue. Perfeito no posicionamento. Se despede do clube na decisão do dia 30. - 7,5

Luan Peres: Bem colocado. Terá seu passe adquirido pelo Santos. No prolongamento do empréstimo tem uma cláusula que obriga o Peixe a comprá-lo por 2,7 milhões de euros. - 7,0

Felipe Jonatan: Como evoluiu na marcação. O maior roubador de bolas do futebol brasileiro. Só pegar os scouts. Botou Sálvio no Bolso. Alguém viu este meia-atacante em campo? - 7,5

(Madson): Teve uma chance de ouro para ampliar nos minutos finais. Entrou improvisado de atacante pelo lado esquerdo. - 6,5

Alison: Líder. Roubadas de bola e antecipações monstruosas. Esse não pipoca nunca. - 7,0

(Balieiro): Poucos minutos em campo. - SEM NOTA

Pituca: Marcou, tabelou, pisou na área e abriu o placar. Pode estar realizando suas últimas partidas no clube. - 7,5

(Sandry): Jogador de qualidade técnica diferenciada. Melhorou a saída de bola após a sua entrada. - 7,0

Soteldo: Um primeiro tempo razoável, com muita doação na recomposição e um segundo tempo maravilhoso, onde foi o dono do time. Marcou o segundo gol do jogo. - 8,5

(Jobson): Entrou com a partida definida. Ainda assim distribuiu bem o jogo. - 6,5

Marinho: Só faltou o seu gol. Uma bola na trave no começo da partida, uma assistência maravilhosa no terceiro gol e ainda levou o fraco Fabra para o chuveiro, pois o ala foi expulso após entrada maldosa no atacante. - 8,0

Kaio Jorge: Muita entrega e jogo coletivo. Belo toque no nascedouro da jogada do terceiro gol. - 7,0

Lucas Braga: Taticamente perfeito. Ainda apareceu na grande área para empurrar para o fundo da rede e sepultar os argentinos com o terceiro gol. - 7,0

(Jean Mota): Guardou posição improvisado pela ala canhota e não comprometeu. - 6,5

Técnico: Cuca: O grande responsável por unir o elenco e colocar o clube na final da Libertadores. Consegue fazer o time entrar ligado nos 220 de uma maneira pouco vista nos dias atuais. Anulou os principais pontos positivos do adversário, sem perder agressividade. Rei em mata-mata. - 8,0


 

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