FOTO CAPA

ERA A CHANCE DE ENTRAR NO G-4

Publicado às 08h desta quinta-feira, 15 de outubro de 2020.

O Santos desperdiçou uma enorme e maravilhosa oportunidade de entrar pela primeira vez no G-4. O Alvinegro perdeu uma invencibilidade de 12 partidas e na pior partida sob o comando de Cuca, foi derrotado na Vila Belmiro, por 1 a 0 para o Atlético Goianiense, na noite desta quarta-feira (14), em jogo válido pela 16a. rodada do Campeonato Brasileiro.

Conforme o Blog do ADEMIR QUINTINO disse durante o dia através do twitter, o atacante Marinho e o zagueiro Lucas Veríssimo com incômodo muscular não foram relacionados para a partida

Cuca escalou o recém chegado Laércio na zaga central e Lucas Braga aberto pela direita do ataque. Além dos dois, Soteldo na seleção venezuelana deu vaga a Arthur e Alison no departamento médico e Jobson suspenso, deram oportunidades a Madson na lateral-direita com Pará improvisado de volante e Jean Mota seguiu como armador, na ausência de Sanchez lesionado.

Ao longo dos 90 minutos, o 'coletivo' do Santos foi uma 'caricatura mal feita' de um time de futebol. 

No primeiro tempo, o Peixe tinha uma única jogada. Bola em Madson pela direita e o alto e rápido ala, cruzava para dentro da área. Sem um 'especialista' no jogo aéreo, nada acontecia.

Não existe nada tão ruim que não possa piorar. Na etapa complementar Cuca sacou Jean Mota para a entrada de Lucas Lourenço. O jovem tinha que entrar, mas na vaga de um dos volantes. Além disso, o técnico recuou Madson que estava mais como ala do que lateral. O time confundiu pressa com afobação e os goianos que não tinham atacado uma só vez, chegaram em oito oportunidades a frente. O Peixe apenas três nos 45 minutos finais.

Aos 22 minutos, a 'tragédia foi consumada' quando Janderson deixou cinco santistas para trás. Não, você não leu ou eu digitei errado, não, o atacante do Atlético deixou cinco alvinegros, só no drible e rolou para Chico que bateu com maestria e marcou o único gol da partida.

Daí em diante, deu desespero. Cuca colocou mais quatro 'meninos' no time. Na semana passada, o técnico esteve na reunião do Comitê de transição e disse aos dirigentes que precisava de reforços. 

O Glorioso da Vila ainda teve uma chance de igualar o marcador, porém, Marcos Leonardo parou no goleiro Jean.

O Santos volta a campo no sábado (17), no Paraná diante do Coritiba. Jóbson e Soteldo ficam à disposição. Marinho, Veríssimo e Alison seguem como dúvidas. Robinho, aguarda a reunião do Conselho Deliberativo no dia 21, como manda o estatuto, para poder atuar. Ele deve estar em campo, somente dia 25 diante do Fluminense, no Maracanã. Já Pará e Pituca cumprem suspensão, em Curitiba, em razão de terem recebido o terceiro amarelo.


FICHA TÉCNICA

SANTOS 0 X 1 ATLÉTICO-GO

Estádio da Vila Belmiro, Santos (SP)

Árbitro: Igor Junio Benevenuto de Oliveira (MG)

Cartões amarelos: Pará, Diego Pituca e Sandry (SFC); Marlon e João VItor (ATL/GO)

GOL: 0-1 Chico (22'/2T)

SANTOS: João Paulo; Madson, Laércio, Luan Peres e Felipe Jonatan; Pará (Sandry, 28'/2T), Pituca e Jean Mota (Lucas Lourenço, 46'/2T); Lucas Braga (Tailson, 12'/2T), Kaio Jorge (Anderson Ceará, 20'/2T) e Arthur Gomes (Marcos Leonardo, 12'/2T). Técnico: Cuca. 

ATLÉTICO-GO: Jean; Dudu,  João Vitor, Éder e Nicolas; Marlon Freitas, Wiliam Maranhão e Chico (Natanael, 43'/2T); Janderson (Junior Brandão, 43'/2T), Zé Roberto (Hyuri, 21'/2T) e Gustavo Ferrareis (Matheus Vargas, 18'/1T). Técnico: Eduardo Souza.

Robinho acompanhou a derrota das cadeiras sociais.

NOTAS DOS JOGADORES DO SANTOS

João Paulo: Sem culpa alguma no gol sofrido. Pouco trabalhou. - 5,5

Madson: Era a única opção na primeira etapa mas seus cruzamentos não surtiram efeito porque o Santos não tinha um especialista no jogo aéreo. No segundo tempo, não avançou e ainda deu espaços no lance do gol que o Peixe sofreu. - 5,5

Laércio: Ainda é cedo para cobrar, pois foi o seu primeiro jogo. Deu espaços, mostrou-se não ser um zagueiro rápido e pelo menos, nesta partida não demonstrou ser melhores que os meninos que o clube tem para o setor. - 4,5

Luan Peres: Defendeu o seu setor, o esquerdo e ainda teve que muitas vezes cobriu o direito em razão da lentidão de Laércio. - 6,0

Felipe Jonatan: Não se destacou no apoio, como de costume. Na defesa, não comprometeu. - 6,0

Pará: Não começou mal, mas por ser improvisado e não atuar há muito tempo no setor, se perdeu junto com o time no decorrer da partida. - 5,0

(Sandry): Apesar de apenas 20 minutos em campo, dos meninos que entraram no jogo foi o que melhor se apresentou. Procurou o jogo, marcou e tentou passes longos, uma de suas melhores qualidade. - 5,5

Pituca: Um dos poucos que escaparam do fiasco. Correu bastante e tentou colaborar na armação e no primeiro passe. - 6,5

Jean Mota: Um chute que ofereceu perigo a meta de Jean.  Não fazia um jogo maravilhoso, mas não devia ter sido substituído. - 5,5

(Lucas Lourenço): Entrou no intervalo, mas pouco criou. Correu algumas vezes com a bola. - 5,0

Lucas Braga: Errou bolas fáceis e tomadas de decisão errada. - 4,5

(Tailson): Longe do jogador que agradou Sampaoli e no um contra um, deixou palmeirenses para trás no semestre passado, no clássico da Vila. Parece ter perdido a confiança. Pouco apareceu para o jogo. - 5,0

Kaio Jorge: A bola não chegou na frente. O jogador não saiu da área como de costume para tabelar. - 5,0

(Anderson Ceará): Fez sua primeira partida na competição. Toques laterais. Tem condições de jogar mais verticalmente. Devia ter batido a falta que Lucas Lourenço sofreu. Tem qualidade neste quesito. - 5,0

Arthur: Ao contrário de outras oportunidades que se destacou nas jogadas individuais, dessa vez, não ofereceu perigo a defesa do Atlético-GO. - 5,0

(Marcos Leonardo): Teve uma única oportunidade na grande área, mas a bola parou no goleiro Jean. - 5,0

Técnico: Cuca:  Preferiu improvisar Pará no meio-campo do que testar um 'menino' especialista da posição. Não deu certo. Tirou Jean Mota quando deveria ter sacado Pará no intervalo para a entrada de Lucas Lourenço. Demonstrou falta de ousadia. Faz bom trabalho, isso é incontestável, principalmente em razão do material humano, dos jovens sem minutagem, mas vive da dependência principalmente de Marinho. - 4,5


 

Copyright © Ademir Quintino All Rights Reserved • Design by