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ZÉ LOVE: 'NÃO TEVE NADA DE FAZER TESTE'

Publicado às 12h40 deste sábado, 11 de abril de 2020.
Carismático e figura conhecida no mundo do futebol, o atacante Zé Love, campeão da Libertadores de 2011 pelo Santos, participou de uma live conosco na tarde desta sexta-feira (10). O jogador relembrou do período vitorioso e as amizades que construiu no Peixe, onde disse foi o local em que foi mais feliz:
"Eu cai no lugar certo e na hora certa. Eu tinha apenas seis meses de contrato e depois viraram contrato de cinco anos. Eu renovei três vezes. Ia fazendo gols e renovando. Creio que um grupo igual aquele que eu joguei, não vai existir mais." profetizou o artilheiro do amor.
Zé Love chegou a Vila Belmiro, no começo de 2010. Ele veio fazer testes vindo do ABC de Natal. Virou figura fundamental nas conquistas do bi-paulista 2010 e 2011, Copa do Brasil 2010 e principalmente Libertadores de 2011. O jogador tem muita gratidão a Muricy Ramalho que o bancou de titular, mesmo sem marcar gols durante 12 jogos, porém, o atacante marcou um dos mais importantes, o primeiro da semifinal em Assunção diante do Cerro Porteño-PAR. 
"Eu vinha de um período ruim. A bola não entrava de jeito nenhum. Todo atacante vive uma fase dessas. O Alexandre Pato do São Paulo, estava um mês e meio sem marcar gols. O torcedor é muito paixão, não é razão. Teve jogos em que o Muricy Ramalho falava para mim, Zé, quero que você marque os dois zagueiros para o Neymar jogar. Então, eu fazia o meu papel. Reconheço que a qualidade na frente era a do menino. Eu sei da minha importância, onde podia chegar, mas o futebol do Neymar é infinito. Quem podia resolver era ele. Eu era apenas o coadjuvante. Muricy foi sensacional comigo, me bancou e ele me falava. Você vai jogar os 90 minutos, não vai nem sair. E eu tive a felicidade de fazer um dos gols mais importantes naquela campanha contra o time mais forte que enfrentamos naquele campeonato" disse Zé Eduardo. 
Zé love pelo Genoa diante do Milan-ITA.
O atacante aproveitou o bate-papo para afirmar que não se negou a fazer testes no Milan. Ele contou o porque esse folclore ganhou força e deu detalhes do por que não jogou no segundo time com mais títulos do calcio italiano, atrás apenas da Juventus de Turim:
"Não teve nada de teste. No segundo ano de Genoa, na pré-temporada na Áustria, eu fiz gols em todos os jogos amistosos e o Milan precisava de um atacante. Os dois clubes são muito parceiros. Eu cheguei pra treinar em Genova e o dirigente me disse que eu tinha sido emprestado ao Milan. Assinei o contrato e viajei para Milão. O campeonato começava no sábado e eu pronto para estrear no Genoa de titular, fazendo gols, ou seja, no meu melhor momento e no dia seguinte, vou me apresentar e os dirigentes do Milan me falaram que mudou um pouco a situação e estavam aguardando outro jogador chegar e caso não desse certo com ele, eu ficaria, se caso acertassem com esse atacante, eu voltava para o Genoa." afirmou.
Neste momento, mesmo tendo firmado um contrato de empréstimo com o Milan que Zé Love garante não ter aceito e tomou uma decisão. A de não ficar até que a situação tivesse um desfeito. 
Eu disse, então vou voltar. Tem jogo no fim de semana, quero jogar e avisei se caso a contratação que eles estavam fazendo, não desse certo, eu voltava para Milão. Viajei para Genova. Quando cheguei lá , o presidente me afastou seis meses. Ele não gostou da minha atitude e eu achei que ele ia gostar. Acabei treinando por seis meses em separado" esclareceu o ex-atacante santista de 32 anos que hoje está no Brasiliense.
Zé Love marcou sete gols em sete jogos pelo Brasiliense
O sorriso e o semblante sempre alegre de Zé Love só são interrompidos quando o jogador lembra de uma lesão que quase o tirou do futebol há quatro anos. O atleta disse que a fé e o desejo que seu filho de apenas um ano pudesse lhe ver jogar o motivaram a quase que um milagre para retornar aos gramados. Nem a medicina garantia a volta de Zé Love a um campo de futebol:
"Eu pensei em aposentadoria em 2016. Tive uma lesão muito séria. Foi um hernia que estava cortando minha medula. Tive que fazer uma cirurgia para tirar osso do quadril para colar e tive muitas dores. O médico me disse que não prometia que eu pudesse realizar novamente atividades fisicas, não era nem jogar futebol. Mas eu sou católico, devoto de Nossa Senhora Aparecida. E acabei me pegando nisso, fiquei um ano parado, sem receber do Figueirense, não arcaram com nada e cheguei a pesar 100 kg, tive depressão. Levei como mais um obstáculo, voltei a jogar e estou reconstruindo minha carreira."
Por fim, o jogador revelou um desejo e acredita que por minuto jogado tenha sido um dos atacantes com melhor percentual. Sobre o gol que ele classifica como o mais belo, não foi nenhum dos dois que marcou diante do Fluminense, em 2010, no estádio do Engenhão, no Rio de Janeiro, na vitória santista por 3 a 0. 
"Eu queria ver minha média de minutos jogados e gols, porque em 2010 eu fui ser titular no meio do segundo turno do Brasileiro. Tenho 29 gols em 69 jogos e muitos jogos eu apenas entrei. Tem jogos que joguei cinco, dez minutos. O gol mais bonito foi contra o Goiás. Uma jogada que o Madson corta para dentro, dá uma cavada e eu dei um voleio, Tenho até uma foto, um quadro desse feito" relembrou o atacante. 
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