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VICE-LÍDER

Publicado às 08h45 desta segunda-feira, 10 de junho de 2019.
O Santos se reabilitou da eliminação na Copa do Brasil e conquistou um importante resultado ao vencer o Atlético-MG, na noite deste domingo (9), no estádio da Vila Belmiro por 3 a 1. Com o resultado, o Peixe ultrapassou o Galo na classificação, pulou para 17 pontos e assumiu a vice-liderança do Campeonato, atrás apenas do Palmeiras. Os gols do jogo foram de Sasha, Jean Mota e Sánchez para o alvinegro praiano e Alerrandro para os visitantes.

Novamente, Jorge Sampaoli mudou a escalação. O treinador efetivou Evérson de titular, mandou uma formação com apenas dois zagueiros e trouxe Sasha de volta como referência no ataque. Sánchez e Uribe ficaram no banco.

À exemplo da última quinta-feira (6), diante do mesmo adversário, o Glorioso da Vila propôs o jogo e partiu para cima e de novo o 'velho problema' na conclusão das jogadas e a bola não entrava. Marinho acertou a trave. 

Quando o primeiro tempo se aproximava do final, Jean Mota cruzou e Sasha 'espetado' de costas, tocou de cabeça para abrir o placar. 

Logo em seguida, novo cruzamento do camisa 41, eleito melhor jogador do último Estadual e o artilheiro do Campeonato Brasileiro com quatro gols - Sasha, toca de cabeça e a bola é interceptada pelo braço de Fábio Santos. Somente o camisa 27 santista reclamou. O jogo prosseguiu, mas o árbitro é avisado e utiliza o V.A.R (Arbitro assistente de vídeo) para revisar e dar a penalidade máxima. Jean Mota bateu e ampliou.

As equipes voltam para a segunda-etapa e estranhamente, o Santos recua as linhas, passa a rifar a bola e o Galo toma conta do meio-campo. Era questão de tempo para os mineiros diminuírem. 

O atacante Geuvânio, ex-Santos, entrou bem pela direita e serviu Alerrandro, que havia entrado no lugar de Ricardo Oliveira. O camisa 44 bateu na saída de Éverson.

O jogo estava controlado pelo time de casa que começou a ter a vitória ameaçada. Entretanto, após falta na entrada da área. Sánchez que tinha acabado de entrar bateu falta com perfeição no ângulo superior de Vitor e deu tranquilidade ao pequeno público de quase 6 mil pagantes que compareceu ao Urbano Caldeira e deu números finais a partida.

Os três pontos foram fundamentais para o time dar uma resposta após a terceira eliminação consecutiva no semestre e isso foi feito. Só restou o Brasileiro para o time da Vila na temporada.

A torcida Jovem, principal organizada do clube, realizou um protesto pacífico, antes e durante o jogo. Sampaoli que afirmou durante a coletiva que o Santos, apesar de bem colocado na competição de pontos corridos, crê que são pequenas as possibilidades de conseguir o título, não gostou:
"O protesto pela falta de empenho dos jogadores me parece injusto. Totalmente. Eles jogam o que podem. Parece que o mundo ia acabar, se não vencêssemos hoje." disparou.
O capitão Victor Ferraz desabafou em falar sobre a opção dos dirigentes do clube em escolherem o Pacaembu, em jogos importantes. O camisa 4 fez questão de dizer que o Santos deve priorizar mais o estádio localizado na cidade homônima da instituição, assim como Sampaoli já disse algumas vezes:
"Essa é minha opinião, quero deixar claro. Merecemos todas as críticas, já que fomos eliminados dentro dos nossos domínios. A casa do Santos é a Vila Belmiro. Adoro jogar na Vila. Gosto de jogar no Pacaembu, um profissional tem que jogar em qualquer lugar, mas nossa casa é aqui" disse na saída do gramado após o fim da partida.
Não quero ser oportunista, como já havia dito na minha live nos meus stories do instagram, ontem após o jogo, em dizer que se quinta-feira (6), o jogo fosse em Santos, seria sinônimo de classificação. Absolutamente, mas não dá para negar que o retrospecto de jogos decisivos em Urbano Caldeira tem números melhores que no próprio da Municipalidade paulistana e demonstram que os adversários tem mais dificuldade em obter êxito. 

Apesar do discurso da direção, em falar sobre a renda e o dinheiro que proporciona a bilheteria, ela representa pouco mais de 7% do faturamento dos clubes da série A. Não será somente o dinheiro das entradas que vão salvar as finanças. Elas ajudam, mas não é a principal receita. São necessários estádios cheios com grande público para atrair a atenção dos patrocinadores e movimentar o interesse de aumentar a torcida, angariar novos sócios.

O Peixe volta a campo, na quarta-feira (12), no clássico diante do SCCP, às 21h30, novamente em Vila Belmiro. É a última partida antes da pausa do Campeonato para a realização da Copa América de Seleções, no Brasil. 

O atacante Rodrygo, sem a liberação da CBF que 'tinhosamente' segue sem desconvocá-lo da Seleção Brasileira sub-23 que está na França segue como dúvida. A chance do 'rayo' se despedir nesta partida antes de se transferir para o Real Madrid é remotíssima. 

FICHA TÉCNICA
SANTOS 3 x 1 ATLÉTICO-MG
Estádio da Vila Belmiro, Santos (SP)
Público/Renda: 5.794/ R$ 199.730,00
Cartões amarelos: Lucas Veríssimo (SFC); Fábio Santos, José Welison (ATL)
GOLS: Eduardo Sasha (38’/1ºT, 1-0), Jean Mota (49’/1ºT, 2-0), Alerrandro (25’/2ºT, 2-1), Carlos Sánchez (36’/2ºT, 3-1)
SANTOS: Éverson; Victor Ferraz, Lucas Veríssimo, Aguilar e Jorge; Diego Pituca, Jean Lucas, Jean Mota (Felipe Jonatan, 37’/2ºT) e Soteldo; Eduardo Sasha (Uribe, 39’/2ºT) e Marinho (Carlos Sánchez, 20’/2ºT). Técnico: Jorge Sampaoli. 
ATLÉTICO-MG: Victor; Patric, Réver, Igor Rabello e Fábio Santos; José Welison (Nathan 39’/2ºT), Elias, Cazares, Luan e Chará (Geuvânio, 12’/2ºT); Ricardo Oliveira (Alerrandro, 25’/2ºT). Técnico: Rodrigo Santana.

NOTAS DOS JOGADORES DO SANTOS
Éverson: O Galo não chutou uma bola no primeiro tempo. Na segunda etapa, quando exigido deu conta do recado. - 6,0
Victor Ferraz: Tomou a decisão de não apoiar e guardar a posição. Não comprometeu e não deu espaços na marcação. - 6,0
Lucas Veríssimo: Novamente não deu espaços ao ataque mineiro. Bem na marcação individual a Ricardo Oliveira. Vive bom momento. - 6,5
Aguilar: Errou alguns passes, principalmente na primeira etapa. - 6,0
Jorge: Dono de muita técnica, fez bem a transição da defesa e ataque. Deu espaços nas suas costas. Por ali saiu o gol dos visitantes. - 6,0
Pituca: Com um meio-campo mais técnico, o segundo volante não sobe tanto como fez nos primeiros meses da temporada. - 6,0
Jean Lucas: Não se destacou como em outras vezes quando avançou e até chutou a gol. Para primeira temporada como profissional, faz um ótimo ano. - 6,0
Jean Mota: Participou dos dois primeiros gols. Foi dele a assistência no gol de Sasha e converteu o pênalti. Aos poucos retoma o bom momento do estadual. - 7,0
(Felipe Jonatan): Jogou pouco, mas o suficiente para realizar grande jogada e deixar Sánchez sem goleiro para aumentar o placar. O uruguaio desperdiçou. - 6,5
Soteldo: Driblou bastante, deixou o ala Patric maluco, mas ainda peca na tomada de decisão de passar ou chutar. Prende bastante a bola, mas fez bom jogo. - 6,5
Sasha: O que corre e abre espaços aos companheiros é algo absurdo. Abriu o marcador e participou da jogada do segundo gol. O melhor do jogo. Um dos artilheiros do campeonato com 4 gols. - 7,5
(Uribe): Jogou seis minutos mais os acréscimos. Confesso que não me recordo se pegou na bola. - SEM NOTA
Marinho: Começou bem, botou uma bola na trave, mas a exemplo de Soteldo, ainda toma decisões erradas, como chutes sem estar equilibrado ou um adversário na frente. Caiu após ótimo início de partida. Saiu aplaudido pelo torcedor. - 6,5
(Sánchez): Entrou em uma posição, onde disse que não gosta de atuar. Aberto pela direita. Errou passes, perdeu bola nos primeiros minutos em campo. Porém, fez um golaço em maravilhosa cobrança de falta. Curiosamente, perdeu um outro gol feito na pequena área sem goleiro. - 6,5
Técnico: Jorge Sampaoli: Mudou o esquema e deixou o time mais agressivo. Não correu tanto riscos na exposição a defesa como na última quinta-feira (6). Foi honesto e sincero em dizer na coletiva que classifica como pequenas as chances de título. Outros times tem melhor qualidade em material humano em alguns setores e bem mais entrosado. Precisa começar a repetir mais a equipe. - 6,5

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