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EMPATE E FUTEBOL SOFRÍVEL

Publicado às 22h42 deste domingo, 22 de julho de 2018.
Em partida válida pela décima-terceira rodada do Brasileirão, Chapecoense e Santos ficaram no 0 a 0, na Arena Condá, no Sul do país. Sobre o jogo, pouco temos para escrever, pois ambas as equipes proporcionaram um espetáculo muito ruim.

Conforme o Blog do ADEMIR QUINTINO informou na véspera do duelo, Renato substituiu Rodrygo que ficou na baixada santista realizando tratamento no joelho direito para voltar na próxima rodada. Pituca retornou ao meio-campo, após cumprir suspensão, na vaga de Alison que recebeu o terceiro cartão amarelo no empate em 1 a 1, diante do Palmeiras, na última quarta-feira (19).

Confesso que como otimista que sou, mesmo com a convicção do treinador santista em um futebol reativo, palavra da moda e que particularmente não me agrada, esperava um Santos no mínimo um pouco melhor, e não vi nessas duas rodadas do Nacional pós Copa e que todas as equipes tiveram no mínimo 25 dias para treinar. De lá para cá foram quatro jogos - três empates e uma derrota (dois foram em amistosos no México).

Acabaram com o futebol do Santos. E antes que os simpatizantes de chapas ou presidentes me contestem, começou na gestão anterior após Levir Culpi assumir o comando técnico da equipe e permanece após sete meses do trabalho de Jair Ventura, que tem mais derrotas (15) do que vitórias (14), a frente do alvinegro. Há algum tempo, os jogos mais chatos de se assistirem, são os do Peixe.

Todos os clubes estão tendo perdas com a janela européia que se fecha no fim de agosto. Enquanto, o futebol não for repensado e igualar o calendário ao Europeu, será assim. Mas veja o São Paulo que trocou Dorival Junior por Aguirre e o uruguaio com o material humano que tem, faz um trabalho pouco imaginável e colocou o time do Morumbi nas primeiras posições.

O Santos é um time previsível, estático e num futebol cada vez mais intenso é inimaginável não ter aproximação, jogada ensaiada, infiltração, profundidade, aproximação e tabelas. Alguns vão dizer que desejo a cabeça técnico. Absolutamente, só quero assistir nos jogos, o trabalho realizado durante os treinamentos da semana.

Sei que o material humano talvez, não seja um dos mais fortes, mas não é para ficar 14 rodadas entre a zona de rebaixamento e a sua proximidade (permanece em 15o. lugar com um jogo a menos).

Os próximos três jogos do alvinegro serão em casa. Dois pelo Brasileiro - Flamengo e América-MG e mais um pela Copa do Brasil - Cruzeiro-MG. Para o jogo de quarta-feira (25), diante do rubro-negro, na Vila Belmiro, às 21h45, Alison retorna, entretanto David Bráz e Jean Mota estão suspensos.

FICHA TÉCNICA
CHAPECOENSE 0 x 0 SANTOS
Arena Condá, em Chapecó (SC)
Árbitro: Wagner Reway (MT)
Público e renda: 7.100 / R$ 167.150,00
Cartões amarelos: Wellington Paulista (CHA); Jean Mota, Arthur e David Braz (SFC)
CHAPECOENSE: Jandrei; Eduardo, Rafael Thyere, Douglas e Bruno Pacheco; Elicarlos, Márcio Araújo (Canteros), Luiz Antônio e Bruno Silva (Guilherme); Leandro Pereira (Osman) e Wellington Paulista. Técnico: Gilson Kleina
SANTOS: Vanderlei; Victor Ferraz, David Braz, Gustavo Henrique e Dodô; Pituca, Renato e Jean Mota (Vecchio); Gabriel Barbosa (Arthur), Bruno Henrique (Copete) e Sasha. Técnico: Jair Ventura.

O argentino Vecchio reapareceu na equipe. Ele só tinha atuado 15 minutos diante do Paraná. Entrou no segundo tempo.

NOTAS DOS JOGADORES DO SANTOS
Vanderlei: O melhor goleiro e mais seguro do país nos últimos três anos. Boas defesas na etapa complementar. - 7,0
Victor Ferraz: Seu forte é o apoio pelo meio, mas abdicou disso para fechar a defesa e não comprometeu. - 6,0
David Braz: Dos últimos jogos, foi a sua melhor atuação. Ainda assim cometeu algumas faltas que ofereceram perigo a meta de Vanderlei.Recebeu o terceiro amarelo e não enfrenta o Flamengo, na quarta-feira (25). - 6,0
Gustavo Henrique: Perdeu apenas uma jogada no alto. Aos poucos recupera o ritmo de jogo, perdido em razão da recuperação das lesões de joelho. - 6,5
Dodô: Tentou ser opção no ataque, mas não conseguiu. Tem mais entrosamento nesta "dobra" com Rodrygo do que com Bruno Henrique. O atacante santista teve de voltar para ajudar o ala na recomposição, pois deu espaços. Quando foi para o meio na única jogada lúcida na primeira etpa, deu jogo. Até Bryan Ruiz estrear, Ventura podia utilizar o camisa 16 ali. Mas ele nunca tentou - 6,0
Pituca: O melhor jogador do time no setor, antes da Copa, retornou, mas não realizou um grande partida. Melhorou o passe. - 5,5
Renato: Limitou-se a organização da saída de bola e deu proteção aos zagueiros e nas alas de forma eficaz. - 5,5
Jean Mota: Sozinho na armação, pouco produziu. Deu um bom chute de longa distância. - 5,5
(Vecchio): Mais uma incoerência do treinador. Jogou todas as partidas da fase de classificação do estadual (exceto a última onde todos foram poupados) e no Brasileiro, tinha atuado apenas 15 minutos diante do Paraná. Não tem a velocidade que o futebol moderno exige, mas a qualidade no passe dele é melhor do que qualquer um jogador do setor no atual elenco. Deu três bons passes na partida, mesmo sem ritmo. - 6,5
Gabriel Barbosa: O meio não produziu e nas poucas aparições, não conseguiu oferecer perigo. Teve uma chance no primeiro tempo, mas foi travado pelo zagueiro. - 5,0
(Arthur): Jogou pouco. Quase teve uma bola no fim da partida para tentar o gol. - SEM NOTA
Bruno Henrique: Encaixotado na ponta. Mais ajudou Dodô do que ofereceu perigo a meta do time do Sul. - 5,5
(Copete): Entrou no fim. - SEM NOTA
Sasha: Muita briga, disposição, mas sem objetividade. - 5,5
Técnico: Jair Ventura: O Santos entra sempre para se defender apenas. Trabalho bem abaixo do esperado. Não consegue extrair absolutamente mais nada. Antes o problema era o 10. Na quarta foi um 9, hoje era o dinheiro para investir. Fazer omeletes com ovos qualquer um faz. - 4,0

ESPORTE INTERATIVO ATÉ 2020
Quem me acompanha nas redes sociais já soube, mas para quem não sabe, no começo deste mês assinei minha renovação com o Esporte Interativo, onde participo desde janeiro de 2017 dos programas Mais 90 e De Placa.

Porém, ao contrário do primeiro contrato, agora sou efetivo da casa. No primeiro acordo eu era eventual e ganhava cachê por participações. Dessa vez não, tenho um vencimento fixo, participando todos os dias da programação, com multa rescisória de ambos os lados, caso o acordo que vai até o fim de 2020, não seja cumprido.

Agradeço a todos que torcem pelo meu crescimento na carreira.

strutura.com.br 

 

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