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A BASE SEMPRE SALVA?

Publicado ás 19h05 deste domingo, 8 de julho de 2018.
O Santos atravessa uma crise política sem precedentes. Pedidos de impeachment, ameaças de funcionário, denuncias, time próximo na zona de rebaixamento. E a pergunta que não quer calar? O que fazer?

Vou tentar fazer um exercício que é uma utopia,  ainda assim, insistirei nele, esquecer a política de lado (pelo menos por um instante) e focar única e exclusivamente no Futebol.

Recentemente o clube contratou um Executivo. É o ex-zagueiro Ricardo Gomes, que apesar de não ter identificação com o clube, suas referências são boas e um profissional com pouca rejeição no mercado. Era o meu preferido? Não. Mas foi ele quem foi contratado e então, não creio que seja o momento para citar outros nomes.

Entretanto, o Ricardo sozinho não vai conseguir fazer milagre, pois uma das funções do diretor executivo é fazer a transição entre as categorias de base, (um dos maiores patrimônios do clube nas últimas temporadas) a equipe profissional e hoje, creio que a pessoa talhada, (entre os que estão no clube) para desempenhar essa função, que estava sendo bem executado por Elano, o ano passado, e colaborar com o Ricardo Gomes nessa tarefa é o técnico Luciano Santos, treinador do sub 17. O profissional está há 9 anos no Peixe e conhece todas as gerações que estão nesse momento no clube. Trabalhou com várias gestões e é o principal responsável pela formação do "rayo" Rodrygo vendido ao Real Madrid por 45 milhões de euros. 

Por que não efetivar Luciano como auxilar técnico fixo do profissional para ajudar Ricardo Gomes e o comandante técnico do profissional, no momento, posto ocupado por Jair Ventura?

O Santos não tem condições financeiras de competir de igual para igual com os clubes dos grandes centros do país, pois as cotas de TV e os patrocínios a esses são maiores do que ao alvinegro, entretanto, se essa transição não for bem feita, não existe dinheiro para comprar material humano, cada vez mais caro. O Santos tem de seguir seu caminho de que craque se revela em casa, como foi na maior parte do tempo de sua história centenária.

Ainda na base, desde o afastamento do coordenador Ricardo Criveli, o Lica, o responsável pela pasta Marco Antônio Maturana acumula as funções de gerente e coordenador. o que é humanamente impossível. Uma fonte me confidenciou que um dos melhores profissionais de base que o Brasil já teve nos últimos tempos, está ajudando o clube informalmente. Inclusive, foi este profissional, o responsável pelo convite ao Santos para a disputa do Mundial sub 17, pela primeira vez na história da instituição.

Fiz uma pesquisa nesse fim de semana sobre o histórico do especialista de futebol amador e descobri que ele tem no curriculuim, um tri-campeonato da Copa São Paulo, um Tri Mundial sub 17, um Brasileiro sub 20, além de uma Copa do Brasil sub 17 e participações no processo de formação de jogadores como Marquinhos, zagueiro do PSG, que foi convocado para  a Copa do Mundo na Rússia, Malcon que está no Bordeaux da França, Antonio Carlos zagueiro titular do Palmeiras, Arana atualmente no Sevilha da Espanha, Pedro Henrique que é titular da zaga do SCCP e Maycon que acabou de ser vendido ao Shakhtar Donestk.

Eu me pergunto: Se ao invés desse profissional ajudar informalmente o Santos, por que o clube não o contrata para que ele auxilie o gerente Maturana, no dia a dia, até que se apure o caso do Lica? Creio que tem espaço para todos bons profissionais e o Santos não pode errar mais, tampouco perder tempo. Basta ter boa vontade. 

Costumo estudar sobre o assunto, confesso que ainda não é a minha especialidade, mas fica a dica para dias melhores, em um curto espaço de tempo.

Como costumo dizer, em minhas redes sociais, a "base sempre salva". Mas isso precisa ser feito com um trabalho mais amplo, não somente buscar os meninos como bombeiros para apagar incêndios.

strutura.com.br

 

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