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AGONIA

Publicado ás 23h15 destedomingo, 10 de junho de 2018.
Após duas apresentações de razoáveis para boa, o Santos voltou a decepcionar seu torcedor. Pela segunda vez como mandante, o Peixe foi derrotado neste Brasileirão. Foi o sexto fracasso em dez jogos. O alvinegro perdeu para o Internacional de Porto Alegre por 2 a 1, em plena Vila Belmiro.

O treinador Jair Ventura repetiu as escalações dos três últimos jogos, a derrota contra o Atlético-PR em Curitiba; a goleada em cima do Vitória e o empate em Itaquera, diante do SCCP no meio de semana.

A equipe até começou com as linhas próximas, trocando bola, porém, definia pouco. O Internacional-RS não tem grandes destaques individuais, mas muito bem encaixado no contra-golpe, tanto que não perde há sete rodadas. O time gaúcho explorava as costas de Dodô.

Após o vigésimo minuto de partida, o Santos que tinha volume, mas pecava na intensidade, teve o jogo igualado pelo rival e a arbitragem também errou ao dar um pênalti de Renato inexistente. A perna do jogador do Inter é quem tropeça na do camisa 8 santista. Damião abriu o marcador e o Peixe foi para o vestiário com a derrota parcial (0-1).

No começo do segundo tempo, o árbitro errou pela segunda vez e compensou. Gabriel se jogou na frente de Rodrigo Moledo e a penalidade foi marcada. O próprio camisa 10 bateu e empatou o jogo - 1 a 1. Não deu tempo nem de curtir o gol, que no lance seguinte, após uma bola aérea, novamente (foi assim contra Luverdense, São Paulo, Cruzeiro e Atlético Paranaense) e o Peixe ficou atrás do marcador novamente.

Como não existe nada ruim, que não possa piorar, Lucas Veríssimo foi reclamar com a arbitragem e acabou expulso. Ali, o destino da partida ficou praticamente selado. 

Ventura foi recompor a defesa e colocou Gustavo Henrique. Eu que cobrei muito o comandante em retirar Gabriel Barbosa em outras partidas, porém, hoje, fazia uma partida de muita transpiração e não devia ter saído, mas Ventura, o escolheu e na minha opinião, hoje não era jogo para o camisa 10 deixar o time. Claro, que após o ocorrido é fácil tecer um comentário, mas eu recomporia a zaga recuando o Renato, que vai bem no jogo aéreo, mas repito, a expulsão foi fundamental para o time não criar mais nada e apenas aguardar o término do jogo para acumular mais uma derrota.

Normalmente, eu me exalto, sou passional em algumas vezes em minhas redes sociais, cobro os responsáveis pelo futebol do Santos - direção, comissão técnica e jogadores, mas hoje não estou bravo, e sim, muito triste. O clube fragmentado com diversas brigas políticas, não foi substituído o responsável pelo futebol com a saída de Gustavo Vieira, após 45 dias na função; poucas contratações, a última colocação antes dos que estão na zona de rebaixamento. Esse roteiro, eu já vi com outros clubes que tiveram o dissabor de disputar a série B. Neste momento, meu sentimento se resumem a tristeza e preocupação. Estou com muito medo de o pior acontecer no fim do ano e o time ser rebaixado. 

Em outras vezes, culpei o treinador, hoje não foi o maior responsável, entretanto, 14 derrotas com sete empates e apenas 13 vitórias, não é normal para um clube da grandeza do Santos. Algo precisa ser feito, não adianta ficar com a muleta de aguardar a Copa. 

Faltam 28 rodadas (27 para os demais), tem muito campeonato, dizem alguns. Não é assim. O Peixe só venceu os três piores colocados. Antes que me chamem a atenção, o Vitória-BA, melhorou após a derrota diante do alvinegro, ao vencer no meio de semana e empatar com o SCCP, em Itaquera, no sábado (9). 

O Santos não corresponde as expectativas. E a culpa são da direção, comissão técnica e dos jogadores, cada um com sua parcela significativa.

Na quarta-feira (12), acontece o último jogo antes da parada da Copa, diante do Fluminense, no Maracanã. Lucas Veríssimo é desfalque certo.

No final, o goleiro Vanderlei foi para área adversária na tentativa do empate. Não bastou.

FICHA TÉCNICA
SANTOS 1 X 2 INTERNACIONAL
Vila Belmiro, em Santos (SP) 
Árbitro: Wagner do Nascimento Magalhaes (Fifa) (RJ) 
Público e renda: 8124 pessoas/ R$ 179.645, 00
Cartões amarelos: Jean Mota, Diego Pituca (SFC); Pottker, Edenílson (INT) 
Cartões vermelhos: Lucas Veríssimo (SFC)
Gols: Leandro Damião,aos 33'1ºT (0-1) (de pênalti); Gabriel, aos 6'2ºT (1-1) (de pênalti); Victor Cuesta, aos 8'2ºT (1-2)
SANTOS: Vanderlei; Victor Ferraz, Lucas Veríssimo, David Braz e Dodô; Pituca, Renato e Jean Mota (Bruno Henrique, 1 '2oT); Gabriel Barbosa (Gustavo Henrique, aos 12'2ºT), Sasha (Cittadini, aos 26'2ºT) e Rodrygo. Técnico: Jair Ventura
INTERNACIONAL: Danilo Fernandes (Daniel, no intervalo); Fabiano, Moledo, Cuesta e Iago; Rodrigo Dourado; Edenílson, Pottker, Patrick e Lucca (Nico López, aos 31'2ºT); Leandro Damião (Rossi, aos 40'2ºT). Técnico: Odair Hellmann.

NOTAS DOS JOGADORES DO SANTOS
Vanderlei: Sem culpa nos gols sofridos. Errou numa saída de bola que quase Pottker converte em gol. -  5,5
Victor Ferraz: Começou bem, inclusive armando o time em alguns momentos. Desapareceu no segundo tempo e ficou mais preocupado em conter Lucca. - 5,0 
Lucas Veríssimo: Sua expulsão foi determinante para a derrota. Não evitou o gol de Vitor Cuesta na bola aérea. - 3,5
David Braz: Não repete a temporada do ano passado, porém, não comprometeu. - 5,0
Dodô: Deu muito espaço na marcação e não conseguiu apoiar. Também estava na marcação no segundo gol dos colorados. - 4,5
Pituca: No primeiro tempo, o grande nome santista, presente em todos os locais. Após levar amarelo, teve de se conter para não ser expulso e não pode repetir os 45 minutos iniciais. - 6,0
Renato: Bem na saída de bola. Perdeu uma disputa com Damião na esquerda da defesa. Não cometeu a penalidade, mal marcada. Podia ter sido improvisado como zagueiro na expulsão de Veríssimo, porque vai bem no jogo aéreo. - 5,5
Jean Mota: Muita dificuldade para armar a equipe. Só funcionou na cobertura de Dodô. Foi bem substituído. - 4,5
(Bruno Henrique): Entrou no intervalo e fez uma boa jogada. Com a expulsão de Veríssimo, o Santos que já não tinha intensidade, perdeu volume e o camisa 11 quase não foi acionado. - 5,5
Gabriel Barbosa: Cavou a penalidade máxima, convertida por ele mesmo que proporcionou o empate. Demonstrou muita vontade, inclusive na recomposição, não vista em outros jogos. Se nas outras partidas merecia ser substituído e não foi, hoje, deveria ter ficado em campo. - 6,0
(Gustavo Henrique): Recompôs o sistema defensivo. Se mandou para a frente a fim de ajudar, porém, se é excelente no jogo aéreo defensivo, não tem a mesma qualidade no ataque. - 5,5
Sasha: Bem na triangulação de passes no começo do jogo pela direita. Depois sumiu do jogo. - 5,0
(Cittadini): Entrou com o jogo praticamente decidido. Teve uma chance, mas caiu na perna direita que não é o seu forte. - 5,0
Rodrygo: Não esteve inspirado como de costume. Apenas uma boa jogada. Também não é menos verdade que o Santos não pode depender única e exclusivamente de um menino de 17 anos. - 5,5
Técnico: Jair Ventura: Foi corajoso ao colocar Bruno Henrique na vaga de Jean Mota e recuar Rodrygo na armação. Sua tomada de decisão não foi das melhores ao retirar Gabriel Barbosa que não vive bom momento, mas era um dos poucos que nesta noite levava o time a frente. Podia manter Renato de zagueiro improvisado, para tentar o empate com os quatro atacantes. Um time como o Santos não pode perder 14 vezes em menos de seis meses. O time às vezes tem volume, mas não tem intensidade. Não consegue dar padrão. Não quero e não serei injusto. É responsável direito pelo péssima temporada da equipe, mas neste noite, não foi o maior culpado.- 5,0

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