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DESILUSÃO

Publicado ás 22h10 desta quinta-feira, 24 de maio de 2018.
O Santos conseguiu a proeza de não marcar um gol sequer nos peruanos do Real Garcilaso, em mais de 180 minutos. Em mais uma partida sofrível para pouco mais de 5 mil testemunhas, na Vila Belmiro, o Peixe encerrou a fase de classificação na primeira colocação, graças a vitória do Estudiantes-ARG sobre o Nacional-URU, pois ficou apenas no empate sem gols com o time de Cusco, em 0 a 0.

Com Pituca na vaga de Renato como a maior novidade, o alvinegro sofreu na criação. Victor Ferraz com dores lombares deu vaga a Daniel Guedes na ala direita. 

Os peruanos fizeram duas linhas de quatro e o Santos sem criatividade nenhuma rodava a bola de um lado para o outro e do outro para um, sem objetividade alguma. 

A segunda etapa foi uma repetição da primeira com o acréscimo que o desespero foi tomando conta e as tomadas de decisões erradas só aumentaram. 

No final da partida, o Santos terminou com cinco atacantes, mas sem quem desce a bola com qualidade, pode ter outros três quatro ofensores, que nada acontecerá. A equipe foi novamente uma caricatura de um time de futebol.

A apresentação foi melancólica e o Santos deve terminar como um dos primeiros colocados com menor número de pontos da primeira fase, apenas 10.

São três jogos sem vitória. São quatro derrotas nas últimas sete partidas. Mesmo com o percentual abaixo de 50%, os resultados ainda são melhores que o desempenho do time. 

No domingo (26), o Santos enfrenta o Cruzeiro, no Pacaembu, no Campeonato Brasileiro, às 16h. Para um futebol tão medíocre que o time apresentou na sua despedida da Libertadores, antes da pausa para a Copa do Mundo, o texto ficou até extenso. 

Os peruanos ficaram todos atrás, sim, mas nada, absolutamente nada justifica ou explica fazer um ponto em dois jogos contra o pior time da chave.

Mais um recorde negativo. Pela primeira vez na história, o Santos não vence um time peruano como mandante.

Rodrygo um dos poucos que escaparam da péssima jornada.

FICHA TÉCNICA
SANTOS 0 X 0 REAL GARCILASO
Estádio da Vila Belmiro em Santos
Árbitro: Alexis Herrera (VEN)
Público/renda: 5.016 pagantes/R$ 119.075,00
Cartões amarelos: Lucas Veríssimo e Daniel Guedes (SFC), Arismendi, Cóssio e Morales (GAR)
SANTOS: Vanderlei; Daniel Guedes, Lucas Veríssimo, David Braz e Dodô; Diego Pituca (Copete, aos 31'/2ºT), Vitor Bueno (Yuri Alberto, aos 3'/2ºT) e Jean Mota (Renato, aos 45'/2ºT); Gabriel, Rodrygo e Eduardo Sasha. Técnico: Jair Ventura.
REAL GARCILASO: Morales; Arismendi, Juan Lojas, Dulanto e Cóssio; Kontogiannis, Tragodara (Mendoza, aos 41'/2ºT) e Archimbaud; Ramúa (Ángel Pérez, aos 31'/2ºT), Landauri (Santillán, aos 26'/2ºT) e Vidales. Técnico: Tabaré Silva.

NOTAS DOS JOGADORES DO SANTOS: 

Vanderlei: Não fez uma defesa. - 5
Daniel Guedes: Tentou apoiar o ataque, mas exagerou nos cruzamentos longe da linha de fundo. - 5
Lucas Veríssimo: Cometeu algumas faltas desnecessárias no primeiro tempo. - 5
David Braz: Como pouco tinha o que fazer na defesa, foi ao meio ajudar. - 5
Dodô: O mais técnico do elenco pouco participou das ações ofensivas. - 5
Pituca: Cumpriu o seu papel, mesmo tendo poucas ações a frente da defesa. Foi substituído. - 5,5
(Copete): Limitou-se a jogadas laterais. Pouco produtivo. - 4,5
Vitor Bueno: Não conseguiu armar o time. Saiu lesionado. - 5
(Yuri Alberto): Guerreiro. Pouco acionado. E as poucas chances que teve, desperdiçou. - 5
Jean Mota: Um ótimo lançamento a Rodrygo no primeiro tempo. Depois foi discreto. - 5
(Renato): Entrou nos acréscimos. - SEM NOTA
Gabriel Barbosa: Não foi bem nas tomadas de decisões. Errou tudo que tentou no fim. - 4,5
Rodrygo: Não foi o jogador talentoso que costuma brilhar. Ainda sim, o único que ofereceu perigo. No final, também tomou decisões erradas com alguns chutes equivocados. - 5,5
Sasha: Brigador, participativo, mas não conseguiu finalizar. - 5
Técnico: Jair Ventura: O time do Santos não evoluiu. Insiste no mesmo sistema de jogo e não apresenta triangulações, jogadas ensaiadas. Lançou o time a frente, mas sem organização. - 4,0

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