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"NÃO FAREMOS AVENTURAS E NEM EMBARCAREMOS EM PROJETOS EM POWER-POINT"

Publicado às 07h00 desta sexta-feira, 24 de novembro de 2017.
À partir desta sexta-feira (24), o Blog do ADEMIR QUINTINO publica entrevista com os quatro presidenciáveis que concorrerão as eleições do Santos Futebol Clube, no próximo dia 9. O vencedor comandará o bi mundial de 2018 à 2020.

A ordem das publicações segue a numeração das chapas. Sendo assim, José Carlos Peres da "Somos Todos Santos" é o primeiro entrevistado. 

Para manter a isonomia e sem tendências para algum dos postulantes, as seis primeiras perguntas são todas idênticas aos quatro concorrentes e as últimas, em razão de informações que surgiram nas semanas que se aproximam do pleito, foram exclusivas a cada um. 

Não houve nenhum corte nas respostas dos pretendentes. Tudo que foi dito por cada um deles será publicado na íntegra.

Segundo lugar nas últimas eleições, em 2014, José Carlos Peres recebeu 1139 votos, contra 1321 do atual mandatário Modesto Roma. Seu vice, o funcionário público estadual Orlando Rollo, também foi candidato há três anos e obteve 855 votos. Ele ficou com a quarta colocação.

Peres tem como profissão ser empresário e é considerado um dos responsáveis pelo estudo da unificação dos títulos brasileiros antes de 1971, até então não reconhecidos pela CBF.

ENTREVISTA COM JOSÉ CARLOS PERES, CANDIDATO A PRESIDENTE DO SANTOS FC.

Blog do ADEMIR QUINTINO: Quais as razões que o levaram a ser candidato a presidência do Santos FC?
José Carlos Peres: "O atual estado de coisas que envolvem o clube. Dívidas que aumentam, sócios que diminuem, falta de transparência, receitas ordinárias que não são geradas. Enfim, a certeza de que mais do que nunca, é hora de mudar pra valer".
BAQ: Por que o associado do clube deve votar no candidato e não nos demais?
Peres: "Me sinto preparado pela experiência que acumulei no futebol nos últimos anos. Tenho uma longa folha de serviços prestados ao clube, fundando a Santos Vivo, montando uma subsede em minha própria casa no Pacaembu, servindo ao clube como superintendente, representando o Santos na FPF e no G4 Paulista, trabalhando por anos no reconhecimento de seis títulos brasileiros etc. Além disso, sócio há 40 anos e por cinco vezes conselheiro, conheço o clube e suas nuances políticas. O Santos é um clube cada vez mais dividido, fragmentado. Isso tem que mudar. É da soma das experiências técnica e política e da qualidade das pessoas que me apoiam, que tiro a conclusão de ser o mais preparado para assumir o clube neste momento".
BAQ: De que maneira pretende lidar com a dívida do clube?
Peres: "Com responsabilidade e seriedade. Com transparência, inclusive com um portal da transparência mostrando os detalhes da dívida e a forma que estão sendo pagas. Pretendo também propor ao Conselho Deliberativo uma emenda ao estatuto que institua uma trava, proibindo o comitê de gestão de aumentar a dívida em um real que seja, sob pena de responder com o próprio patrimônio"
BAQ: Caso vença as eleições, pretende reformar a Vila, construir uma Arena ou tem uma outra alternativa?
Peres: "Jogaremos 50% dos mandos na capital e 50% na Vila. Queremos reformar a Vila e a intensidade da reforma dependerá das parcerias que temos desde já tentado firmar. Estamos abertos a projetos que envolvam o clube para novas arenas. O mercado já está repleto de casos de sucesso e insucesso e teremos condição de avaliar a adequação do momento para esta empreitada. O clube, entretanto, não fará loucuras e não embarcará em aventuras que alguns projetos em power-point sugerem".
Peres, Rollo e o jornalista e escritor Odir Cunha.
BAQ: Caso eleito, o Santos terá um time competitivo em sua gestão? Vai investir em contratações? Se sim, de que tipo? Ou vai apenas subir jogadores da base?
Peres:"Investimentos na base serão prioritários, mas não bastam. O Santos precisa se manter competitivo porque do contrário tende a comprometer receitas. Vamos criar um centro de inteligência no futebol que nos auxilie a monitorar contratações de boa relação custo-benefício. Um clube de nosso porte, precisa também de algumas contratações pontuais mais "midiáticas", e isso pode ser conseguido em uma situação que seja viabilizada através de um departamento de marketing mais ativo".
BAQ: Pretende manter a política do clube nas categorias de base da forma que está ou pretende mudar algo? 
Peres: "É preciso mudar muito. A captação de atletas precisa ser feita com a organização de peneiras por todo país, sem prejuízo ao trabalho de avaliação do centro de inteligência do futebol. A manutenção e a dispensa de atletas da base serão submetidas a avaliação de uma comissão. Além disso, há que se investir muito em infraestrutura de treinamento".
BAQ: Como encarou e ainda encara a as críticas por parte de alguns no email enviado ao Rosemberg onde no texto continha a seguinte frase: "Me peguei vibrando" pelo rival SCCP, na conquista da Copa do Brasil em 2009?
Peres: "Com naturalidade. Lembrando, como já explicado muitas vezes, que aquilo se deu no contexto de formação do G4 Paulista. Portanto, recebo as críticas com normalidade, o que talvez não seja tão natural é o fato do uso político que alguns adversários tentam dar a um fato ocorrido há 8 anos num momento em que o clube vê suas dívidas crescerem, sua base de sócios definhar e suas receitas ordinárias estagnadas. Acho que há fatos mais urgentes a se discutir". 
BAQ: É verídica a informação que um vereador santista torcedor do rival apoia o candidato, após um áudio de um dos coordenadores de sua campanha ter sido vazado?
Peres: "Não". 
BAQ: Por fim, por que a tentativa de união com o candidato Rueda não chegou a um acordo? A oposição não conseguiu se unir em uma única chapa? 
Peres: "Tentamos algumas vezes e chegamos a construir uma possibilidade de fusão. Infelizmente não foi possível e o que nos foi passado é que o grupo político dele preferiu seguir pelo caminho da candidatura própria. Respeitamos a decisão, temos muito respeito pelo Andres (Rueda) e lhe desejamos sorte".
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