FOTO CAPA

FALTOU TUDO

Publicado à 00h05 desta terça-feira, 17 de outubro de 2017.
Quem foi ao Pacaembu, na esperança de ver o Santos encostar no líder SCCP, se decepcionou. O espetáculo proporcionado pelo time comandado por Levir Culpi foi de uma pobreza enorme. O empate em 2 a 2 com o Vitória-BA ficou barato pela falta de criatividade dos "donos da casa". O Peixe perdeu mais uma oportunidade de se aproximar do primeiro lugar. A diferença a 10 rodadas do fim da competição agora são de nove pontos. 

Conforme antecipado pelo Blog do ADEMIR QUINTINO no começo da tarde, Jean Mota foi confirmado na vaga de Bruno Henrique que com desconforto na panturrilha foi vetado pelo Departamento médico. Com isso, Copete foi para a esquerda, o lado que sempre gostou de atuar e o time tinha quatro jogadores no meio-campo, o que teoricamente daria a condição de ter a posse de bola e enfim, propor o jogo, conforme mandava a necessidade. Negativo, o Vitória-BA tomou conta do jogo e parecia estar no Barradão. O gol era questão de tempo e ele aconteceu para o time da boa terra. 

Sem o goleiro titular Fernando Miguel, o treinador Mancini colocou o jovem Caíque na meta dos soteropolitanos. O menino estava nervoso e assustado e com a colaboração do arqueiro, Jean Mota empatou de cabeça. A igualdade "caiu do céu" no fim do primeiro tempo. 

Veio a segunda etapa e o Santos continuou sendo envolvido. Levir Culpi dessa vez não foi teimoso, ao contrário da última quinta-feira (12), quando não fez nenhuma substituição. Colocou Serginho e Vecchio nas vagas de Copete e Matheus Jesus. Apesar da mau momento do colombiano ele era o único jogador veloz que podia levar a bola ao ataque. O rubro-negro baiano ampliou e se não fosse o gol contra de um dos seus zagueiros, o alvinegro não empataria.

Após perceber o erro de ter tirado o único com velocidade na frente, Levir, colocou novamente um atacante. Tinha Arthur e Lucas Crispim como opções, preferiu o segundo, mas de nada adiantou.

As minhas criticas, não são pelos últimos resultados, até porque o time não perde há quatro partidas na temporada. Mas a falta de organização, compactação, se impor perante um adversário de melhor qualidade técnica é nítida. 

Quem acompanhou a partida no Pacaembu pode perceber um time que dentro das suas limitações, está arrumado, me refiro ao Vitória e outro que vivia da bola parada e de um lance isolado de um de seus jogadores. 

Sem Alison, que recebeu o terceiro amarelo, o Santos vai até Recife, enfrentar o Sport-PE, na próxima quinta-feira (19). 

Sem ficar em cima do muro.  O Peixe luta apenas por uma vaga direta na Libertadores do ano que vem. Futebol não é uma ciência exata, que 2 + 2 sempre serão quatro. A matemática diz que pode chegar, mas com esse futebol, me recuso a acreditar. 

O entrosamento e o encaixe de um time necessita de repetição de ações. Se elas não ocorreram até aqui, não será uma mudança de comportamento de todos os envolvidos, em curto espaço de tempo, algo improvável, que fará que uma sequência de vitórias aconteça. O time não perde, mas também não consegue emplacar três vitórias seguidas. O futebol desta segunda-feira (16) que o Santos proporcionou foi decepcionante. Só reforçou a teoria da Vanderlei/ Bruno Henrique dependência. 

FICHA TÉCNICA

SANTOS 2 X 2 VITÓRIA-BA

Estádio Pacaembu, São Paulo (SP)

Árbitro: Braúlio da Silva Machado (SC)

Público/renda: 15.471 / 428,430,00
Cartões amarelos: David Braz (SFC), Wallace (VIT), Yago (VIT), Caíque Sá (VIT), Carlos Eduado (VIT), Alison (SFC)
Gols: David (22'/1T) (0-1), Jean Mota (35'/1T) (1-1), Wallace (19'/2T) (2-1), Ramon (24'/2T) (2-2)
SANTOS: Vanderlei; Daniel Guedes, Lucas Veríssimo, David Braz e Zeca; Alison, Matheus Jesus (Vecchio, aos 14'/2T) e Lucas Lima; Copete (Serginho, aos 14'/2T), Jean Mota (Lucas Crispim aos 36'/2T) e Ricardo Oliveira. Técnico: Levir Culpi.
VITÓRIA-BA: Caíque; Caique Sá, Wallace, Ramon e Juninho; Uillian Correia, Fillipe Soutto e Yago (Patric aos 33'/2T); David (Danilinho, aos 46'/2T), Neilton (Carlos Eduado aos 36'/2T) e Tréllez. Técnico: Vagner Mancini


NOTAS DOS JOGADORES DO SANTOS: 
Vanderlei: Quase não atuou com a garganta inflamada. O Santos ficou com dois goleiros reservas, pois João Paulo, foi chamado na manhã desta segunda-feira para se juntar ao elenco. Sem culpa nos gols. - 6,0
Daniel Guedes: No primeiro gol dos visitantes, se mandou para a frente e não conseguiu chegar a tempo para ajudar na marcação. Joga muito mais do que apresentou nesta noite. - 5,0
Lucas Veríssimo: Faz boa temporada. Se tem um setor que vem se apresentando bem é a defesa, mesmo ao levar dois gols nesta noite.  - 5,5
David Braz: Faz bom campeonato e jogava bem até o momento da falha no segundo gol do Vitória, ao não perceber Wallace nas suas costas e o baiano cabecear para o gol. - 4,5
Zeca: Um dos poucos que escaparam da decepcionante apresentação. Deu a assistência do primeiro gol.- 6,5
Alison: Teve de se virar para conter a movimentação do meio-campo do Vitória. Sobrecarregado. - 5,5
Matheus Jesus: Que o menino tem talento, isso é irrefutável, porém, foi figura apagada em sua terceira partida como titular. Abusou de errar passes. Oscilação natural de quem é jovem. Precisa de um treinador que o cobre e corrija. - 4,5
(Vecchio): Não pode ficar fora desse time. Deu muito mais qualidade no passe. - 6,0
Lucas Lima: Fez uma de suas piores apresentações com a camisa do Santos. Errou passes demais, principalmente no segundo tempo. - 4,5
Copete: Vive uma péssima fase. Como voltou a jogar do lado esquerdo, onde se destacou, cheguei a ter esperança que desencantaria. Foi substituído. - 4,5
(Serginho): Mesmo não sendo atacante e não tendo a velocidade de um ponta, entrou com vontade e atrapalhou a defesa no segundo gol do Santos. - 5,5
Jean Mota: No começo teve dificuldade de se adaptar a uma posição, pois alternava entre a meia e a ponta direita. Depois marcou o gol de cabeça e teve mais confiança. - 6,0
(Lucas Crispim): Pouco tempo em campo. Nas poucas vezes que pegou na bola, não conseguiu ser agudo e produzir. - 5,0
Ricardo Oliveira: A bola não chegou no centroavante. - 5,0
Técnico: Levir Culpi: Reconheceu que o time (segundo ele) fez "a pior partida na temporada" durante a entrevista coletiva. Mesmo em casa, o Santos não se impõe. Errou ao deixar Oliveira isolado ao colocar apenas meio-campistas nas substituições. Acertou em colocar um atacante, mas poderia ser Arthur, que é mais agudo. Time do Santos é desorganizado. Vive de bolas longas e não ataca, totalmente contra o DNA histórico do clube de marcar gols. - 4,0


 

Copyright © Ademir Quintino All Rights Reserved • Design by