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FIM DA INVENCIBILIDADE E DO SONHO DO TETRA

Publicado à 01h46 desta quinta-feira, 21 de setembro de 2017.
O Santos está eliminado da Copa Libertadores da América. A equipe perdeu para o Barcelona (EQU) por 1 a 0. Pouco criativo, sem imaginação, o sonho do tetra chegou ao fim e o pior, em casa. O gol da vitória do time de Guayaquil foi do mesmo jogador que tinha marcado no Equador - Alves.

Levir Culpi surpreendeu na escalação. O treinador santista preferiu marcar e se agarrar no 0 a 0 que dava a classificação, do que colocar mais um meia e propor mais o jogo. Ele colocou Vecchio na vaga de Lucas Lima e Leandro Donizete na vaga de Renato. 

O primeiro tempo com exceções aos arranques de Daniel Guedes, foram do time visitante. O Santos foi acuado dentro de casa. Mesmo na Vila, o alvinegro queria apenas contra-atacar e nem isso conseguiu, em uma noite pouco inspirada de Bruno Henrique. Ainda assim, teve uma bola na trave em uma bola parada, cabeceada por David Braz.

Veio o segundo tempo e a pressão do time de Guayaquil ficou ainda mais forte e o gol adversário era questão de tempo. Jogada pela esquerda, Alison teve que sair na caça, a bola alçada na área e Alves, novamente ele, fez o único gol da partida. Em seguida, o camisa 9 foi expulso.

Deu desespero no Santos. David Braz, um dos poucos que escaparam da tragédia, virou meio-campista. Donizete deu vaga a Kayke e no final da partida, Noguera virou centroavante na vaga de Alison. Os equatorianos catimbaram, Bruno Henrique deu uma cusparada em Diaz, camisa 10 dos visitantes, disparado o melhor do jogo e foi expulso. 

A arbitragem deu poucos minutos de acréscimos, mas podia jogar até amanhã, que o Santos, que não deu trabalho ao goleiro Máximo Banguera que não fez uma defesa difícil, não empataria.

O time do Barcelona mereceu a classificação, foi melhor nos dois jogos e o Santos demostrou que é dependente de algumas peças. Quando elas funcionam , o time vai bem, quando não estão ou elas não desempenham, o time fica comum. O alvinegro também pagou por ser pouco ousado. Mesmo com carência em algumas posições, podia ter sido mais dinâmico e corajoso dentro de casa.

No próximo sábado (23), o Santos recebe o Atlético-PR, pelo Campeonato Brasileiro, às 21h. A partida marca a estréia do terceiro uniforme que vai ser lançado em evento na capital, nesta sexta-feira (22).



FICHA TÉCNICA

SANTOS 0 X 1 BARCELONA-EQU
Estádio da Vila Belmiro
Árbitro: Victor Carrillo (PER)
Público/renda: 12.730 pagantes/R$ 766.160,00
Cartões amarelos: Daniel Guedes e Bruno Henrique (SFC), Jonatan Álvez, Beder Caicedo e Marcos Caicedo (BAR)
Cartões vermelhos: Jonatan Álvez e Gabriel Marques (BAR), Bruno Henrique (SFC) 
Gols: Jonatan Álvez (22'/2ºT) (0-1)
SANTOS: Vanderlei; Daniel Guedes, Lucas Veríssimo, David Braz e Zeca; Alison (Noguera, aos 42'/2ºT), Leandro Donizete (Kayke, aos 28'/2ºT) e Vecchio (Jean Mota, aos 9'/2ºT); Copete, Bruno Henrique e Ricardo Oliveira. Técnico: Levir Culpi.
BARCELONA-EQU: Banguera; Pedro Velasco, Aimar, Arreaga e Beder Caicedo; Gabriel Marques, Matías Oyola e Damián Díaz (Segundo Castillo, aos 42'/2ºT); Esterilla (José Ayoví, aos 10'/2ºT), Marcos Caicedo (Erick Castillo, aos 20'/2ºT) e Jonatan Álvez. Técnico: Guillermo Almada.

Bruno Henrique bem marcado, pouco produziu.
NOTAS DOS JOGADORES DO SANTOS
Vanderlei: Sem culpa alguma no gol sofrido. Quando exigido, deu conta do recado, como de costume. - 6,5
Daniel Guedes: Entrou na vaga de Ferraz que contundido, nem concentrou com o grupo. Foi muito bem no apoio em alta velocidade.  Foi o único que produziu jogadas ofensivas principalmente no primeiro tempo. Caiu de produção na segunda etapa, com algumas tomadas de decisão erradas.- 7,0
Lucas Veríssimo: Tomou uma finta de Alves no primeiro tempo, que teve que parar com falta e não conseguiu impedir a cabeçada de Alves no gol.  - 5,5
David Braz: A exemplo de Veríssimo, não conseguiu impedir a cabeçada. Se mandou para a frente, deu arranques, passes. É habilidoso para um defensor. - 6,0
Zeca: Não repetiu a ótima apresentação do Equador, mas foi bem na defesa e levou a melhor sobre Caicedo. - 6,0
Alison: Um leão. Correu demais, por todos os lados e teve trabalho na cobertura. - 6,5
(Noguera): Devia ter entrado antes. Com cinco minutos, ganhei duas bolas na alto, mais que todo o ataque do Santos no jogo inteiro. - 6,5
Leandro Donizete: Sentiu a falta de ritmo. Correu bastante, mas ao contrário de Renato, só destrói. O Santos precisava de alguém que começasse a construir a jogada lá de trás. - 5,0
(Kayke): Ao contrário do último sábado, entrou com mais vontade, porém não produziu pelo lado direito do ataque. Empréstimo termina no fim do ano. - 4,5
Vecchio: Queria muito jogar as quartas de finais. Se dedicou três períodos por dia, para se recuperar da lesão que o afastou por 50 dias. Sentiu a falta de ritmo. Não desempenhou o futebol que realizou antes da contusão. Foi substituído. - 5,0
(Jean Mota): Estava mais inteiro fisicamente, apesar de não ter a mesma técnica de Vecchio. - 5,5
Copete: Ajudou na marcação, mas ofensivamente não funcionou. - 4,0
Bruno Henrique: O melhor atacante paulista da atualidade dessa vez decepcionou. Na parte técnica não produziu e foi bem expulso e pode pegar um gancho, em razão de uma cusparada no adversário. - 4,0
Ricardo Oliveira: A bola não chegou em condições do camisa 9 finalizar. Este ano de 2017 não foi dos melhores na carreira do veterano, que ao menos demonstrou muita vontade e garra. - 5,0
Técnico: Levir Culpi: Na minha opinião errou ao começar com dois volantes e querer ser uma cópia do SCCP de Fábio Carille em deixar a bola para o adversário e apostar nos contra-golpes. Podia ter colocado Noguera para ganhar as bolas aéreas, mais cedo. O Santos era um time de toques envolventes e rápidos em 2015 e parte de 2016, tornou-se refém do apenas do contra-ataque, nas mãos do sucessor de Dorival. - 4,0


 

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