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A VICE-LIDERANÇA FICOU MAIS DISTANTE

Publicado às 07h05 desta segunda-feira, 7 de agosto de 2017.
O Santos permanece na terceira colocação do Campeonato Brasileiro, porém, com o empate diante do Avaí, por 0 a 0, na noite deste domingo (6) e a vitória do Grêmio sobre o Atlético Mineiro, a diferença do time do Sul do país - vice líder, aumentou de dois para quatro pontos. Como bem disse, o técnico Levir Culpi na entrevista coletiva após o jogo no estádio da Ressacada: "Ninguém merecia vencer".

Sem Lucas Lima, David Braz e Yuri suspensos, o Santos voltou a ter dificuldades de propor o jogo. Mesmo com posse de bola, o alvinegro pouco agrediu a meta do goleiro Douglas. 

No primeiro tempo, o time da Vila chegou apenas duas vezes. Uma cabeçada do zagueiro Alemão (contra) que bateu no travessão e Bruno Henrique aos 45 min. numa dividida com Betão, obrigou o camisa 1 dos donos da casa a trabalhar. O Peixe teve um gol anulado do defensor Fábian Noguera de cabeça. A arbitragem viu em empurrão no lance. Os catarinenses também colocaram uma bola na trave com o ex-lateral santista, hoje meia, Juan. 

Na segunda etapa, o Santos foi um pouco mais rápido que na primeira etapa. Zeca chutou uma bola no travessão no começo da etapa complementar.

Levir Culpi tentou mudar o panorama do jogo e efetuou as três substituições. Saíram Ricardo Oliveira, Copete e Renato (este último com incomodo muscular em uma das coxas e preocupa para o jogo de quinta-feira) e entraram Kayke, Thiago Ribeiro e Cittadini, mas o quadro, pouco se alterou.

No fim da partida, em um contra-ataque , o goleiro Vanderlei que deve ser convocado por Tite para dois jogos das eliminatórias na próxima quinta-feira, às 11h da manhã, fez uma grande defesa, pois o pior poderia ter acontecido.

O Peixe mantém a invencibilidade na temporada, agora são 11 jogos.  O clube fez sua melhor pontuação ao final de um turno, na era dos pontos corridos, com 20 equipes - 35 pontos, entretanto, deixa de vencer equipes que disputam a competição na parte debaixo da tabela. O alvinegro já havia desperdiçado outros quatro pontos diante de Vasco e Atlético-GO. O ano passado, sob o comando de Dorival foram 14 pontos para clubes no Z-4 ao fim do campeonato e esses pontos, custaram o título.

O Santos volta a jogar pelo Brasileirão, apenas na segunda-feira que vem (14), no Pacaembu, diante do Fluminense, às 20h. Antes, porém, o time volta a focar na competição mais importante do ano, a Libertadores. Na quinta-feira (10), Às 21h45, na Vila Belmiro, a equipe de Levir Culpi enfrenta o Atlético-PR, no jogo da volta das oitavas de finais. Na partida de ida, vitória santista por 3 a 2, em Curitiba. Com isso, o tri-campeão da competição pode perder por 1 a 0 ou 2 a 1 que ainda assim estará classificado, mas é bom abrir o olho, pois o time paranaense vem de três vitórias seguidas e significativas. Bateu o Vasco no Rio de Janeiro, goleou o Avaí e bateu o Palmeiras, dentro de São Paulo.


FICHA TÉCNICA
AVAÍ 0 X 0 SANTOS
Estádio da Ressacada, Florianópolis - SC
Árbitro: Pablo dos Santos Alves 
Público/renda: 5.939 torcedores / R$ 158.800,00
Cartões amarelos: Judson e Fagner Alemão (AVA); Lucas Veríssimo (SFC)
AVAÍ: Douglas; Leandro Silva, Fagner, Betão e Capa; Judson, Wellington
Simião (Willians 28' 2ºT), Pedro Castro e Juan (Romulo 40' 2ºT), Joel (Luan Pereira 35' 2ºT) e Júnior Dutra. Técnico: Claudinei Oliveira
SANTOS: Vanderlei; Victor Ferraz, Lucas Veríssimo, Noguera e Zeca;Alison, Renato (Léo Cittadini 24' 2ºT) e Jean Mota; Copete (Thiago Ribeiro 34' 2ºT), Bruno Henrique e Ricardo Oliveira (Kayke 22' 2ºT). Técnico: Levir Culpi.

O volante Renato sentiu novo incomodo muscular e preocupa para o duelo diante do Atlético-PR.

NOTAS DOS JOGADORES DO SANTOS
Vanderlei: O melhor goleiro do Brasil na atualidade fez uma defesa importantíssima no final do jogo.  - 7,0 
Victor Ferraz: Tentou apoiar, mas sem Lucas Lima, as tabelas constantes pelo lado-direito não aconteceram. - 5,5
Lucas Veríssimo: Desentrosado com o argentino Noguera, jogou o arroz com feijão. Seguro. - 6,0
Noguera: Dentro de suas caraterísticas de rebatedor, não comprometeu. Tem dificuldades na saída de bola, porém, compensa no jogo aéreo, seu forte. Fez um gol de cabeça, anulado pela arbitragem. - 6,0 
Zeca: O melhor da defesa. Ainda sente falta de ritmo de jogo pelos meses ausentes. Quase marcou um gol de fora da área que caprichosamente tocou no travessão. - 6,5
Alison: Teve dificuldade de encaixar a marcação nos primeiros minutos. No segundo tempo, tentou até ser o elemento surpresa a frente da área. - 5,5
Renato: Na segunda partida após seu retorno, voltou a sentir dores musculares e preocupa para a próxima rodada. Teve dificuldade junto com Alison no encaixe da marcação. Havia um espaço entre os dois volantes, reparado ainda na primeira etapa. - 5,5
(Cittadini): Teve boa movimentação, entretanto, dificuldade de propor o jogo e dar a intensidade que o meio-campo exigia. - 5,5
Jean Mota: Para quem não atuava na sua função há muito tempo, não foi mal, porém, não conseguiu ser o coordenador de jogadas e efetuar assistências para os atacantes. As exceções foi quando caiu pelos lados e realizou ótimos cruzamentos. - 6,0
Copete: Taticamente bem, como de costume, ajudando na marcação e fechando espaços, mas tecnicamente caiu de produção nos últimos jogos. - 5,5
(Thiago Ribeiro): Não deu a velocidade que Levir Culpi desejava pelo lado direito do campo. A exemplo de Copete, recompõe bem. - 5,0
Bruno Henrique: O melhor do ataque santista. A bola, pouco chegou nele, mas quando isso aconteceu foi o único que tentou criar. Quase marcou no fim da primeira etapa. - 6,5
Ricardo Oliveira: Em sua 600a. partida na carreira, correu bastante, voltou muito para buscar o jogo no primeiro tempo e até atrapalhou Bruno Henrique pois chegaram a ocupar o mesmo setor - o esquerdo do ataque. Na segunda etapa, foi substituído. - 5,5
(Kayke): Errou passes e em um deles quando tentou um toque de calcanhar, além de desperdiçar a bola a frente dos defensores catarinenses, proporcionou um contra-ataque. - 4,5
Técnico: Levir Culpi: Com desfalques, teve dificuldades em fazer o time propor o jogo. - 5,5


 

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