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EMPATE QUE VALEU A CLASSIFICAÇÃO

Publicado às 23h59 desta quarta-feira, 17 de Maio de 2017.
Contra tudo e todos. Este foi o Santos que permanece como o único brasileiro invicto na Libertadores da América. Mesmo na altitude, com um jogador a menos desde os 22 minutos do primeiro tempo, um pênalti a seu favor não assinalado e ainda assim, o alvinegro volta de La Paz com um ponto precioso na bagagem. O Peixe foi guerreiro e empatou com o The Strongest em 1 a 1. O resultado mantém o time da Vila Belmiro, na liderança do grupo 2, agora com 9 pontos e matematicamente classificado a próxima fase.

Conforme o Blog do ADEMIR QUINTINO publicou na manhã desta quarta-feira (17), Dorival Junior confirmou o retorno de Cléber na defesa, colocou Copete improvisado na ala esquerda e Leandro Donizete substituiu Thiago Maia, suspenso. Mas as mudanças não foram somente essas. O comandante técnico santista fez mais uma. Sacou o centroavante Ricardo Oliveira do time e colocou mais um meio-campista - Vladimir Hernandez. Sendo assim, o time brasileiro foi num 4-5-1 a campo. O objetivo era o de congestionar o meio-campo.

O alvinegro começou bem o jogo. Num contragolpe, o árbitro argentino Dario Herrera deixou de marcar um pênalti em Hernandez e ainda deu cartão amarelo a Bruno Henrique, por reclamação. Aos 22 minutos do primeiro tempo, o mesmo Bruno, entrou desnecessariamente um pouco mais forte no defensor boliviano, ainda no campo de ataque e voltou a receber outro cartão. Como já tinha levado, foi expulso. Parecia que a sorte do jogo estava selada.

Com 10 homens em campo, o Santos ficou presa fácil para o time boliviano. A equipe da casa só não abriu o marcador antes, em razão da péssima pontaria dos seus atacantes. O gol era questão de tempo. Praticamente no apagar das luzes da primeira etapa, Chumacero, o mais lúcido do The Strongest, teve calma para fintar os defensores do Peixe, na pequena área e abrir o marcador - 1 a 0.

Veio o segundo tempo. Como não tinha forças para ir constantemente ao ataque, restava ao Santos bloquear o adversário e acreditar numa bola parada ou numa jogada individual de qualidade de um dos seus jogadores. E contrariando aqueles que acreditam que jogo de Libertadores é uma guerra, o talento de Lucas Lima fez a diferença. O camisa 10 fez brilhante jogada pela direita e achou Vitor Bueno no meio dos zagueiros. O jovem empurrou para o fundo da rede e empatou o jogo - 1 a 1.

Mas mal comemorou a igualdade, o goleiro Vanderlei cometeu pênalti em Pedrozo. Pablo Escobar que atuou no Brasil pelo Ipatinga-MG e Santo André quis dar uma cavadinha e mandou por cima do gol. A invencibilidade dos brasileiros estava mantida.

Valeu pela força da vontade, a superação na adversidade. Se não joga um futebol de campeão, sobrou espírito guerreiro, tão necessário nessa competição que tem características diferentes dos campeonatos realizados no país.

Não é para dar uma volta olímpica como um autêntico campeão, mas o empate tem de ser valorizado. São poucos que conseguem tirar pontos dos times bolivianos na altitude. Com um jogador a menos durante 3/4 da partida, então, os jogadores são dignos de aplausos pela aplicação. Uma vitória simples na próxima terça-feira (23) diante do lanterna Sporting de Crystal (PER), dá a primeira colocação ao time de Urbano Caldeira.

A delegação alvinegra retorna ao país em voo fretado e no sábado (20), atua na segunda rodada do Campeonato Brasileiro diante do Coritiba, na Vila Belmiro. 

FICHA TÉCNICA
THE STRONGEST (BOL) 1 X 1 SANTOS
Estádio Hernando Siles, La Paz (BOL) 
Árbitro: Dario Herrera (ARG)
Cartões amarelos: Raúl Castro e Júlio Pérez (STR), Vanderlei e Lucas Lima (SFC)
Cartão vermelho: Bruno Henrique, aos 22'/1ºT 
Gols: Chumacero (39'/1ºT) (1-0) e Vitor Bueno (23'/2ºT) (1-1)
THE STRONGEST (BOL): Daniel Vaca; Diego Bejarano, Luis Marteli, Luis Maldonado e Julio Pérez; Wayar, Raúl Castro, Veizaga (Pedrozo, aos 28'/2ºT) e Pablo Escobar; Chumacero (Rodrigo Ramallo, aos 37'/2ºT) e Matías Alonso (Rodrigo Vargas, aos 34'/2ºT). Técnico: César Farias.
SANTOS: Vanderlei; Victor Ferraz, Lucas Veríssimo, Cléber e Copete; Leandro Donizete, Renato e Lucas Lima (Jean Mota, aos 43'/2ºT); Vitor Bueno (Léo Cittadini, aos 34'/2ºT), Vladimir Hernández (Kayke, aos 18'/2ºT) e Bruno Henrique. Técnico: Dorival Júnior.
Vitor Bueno empatou o jogo para o Santos.
NOTAS DOS JOGADORES DO SANTOS
Vanderlei: Voltou a realizar defesas importantes. Seu único pecado na partida foi ter perdido o tempo certo para dar o bote em Pedrozo no lance do pênalti desperdiçado por Pablo Escobar. - 6,5
Victor Ferraz: Aplicado na marcação. - 6,0
Lucas Veríssimo: Muito empenho. Até no ataque tentou ajudar. - 6,0
Cléber: Começou mal demais. Depois cresceu, muito mais na base da vontade e da garra. Quase pôs tudo a perder, quando saiu do gramado alegando falta de ar e no retorno não teve velocidade para alcançar Pedrozo que sofreu pênalti de Vanderlei. - 6,0
Copete: Não é marcador. Mas mostrou-se de grupo e encarou o desafio. Voluntarioso. - 6,0
Leandro Donizete: O "general" foi bem dentro de suas características. Não tem mais velocidade, mas fez a bola rodar e marcou bem. - 7,0
Renato: Com a entrada de Donizete, pensei que o camisa 8 jogaria mais adiantado, o que não aconteceu. Discreta a participação do ótimo volante santista. - 5,5
Lucas Lima: Sem ele a invencibilidade santista tinha ido para o espaço hoje. Encarou a violência dos volantes e defensores bolivianos e deu uma assistência maravilhosa para o gol do empate. - 8,0
(Jean Mota): Entrou nos acréscimos. - SEM NOTA
Vitor Bueno: Estava apagado no jogo, mas também não é menos verdade, que estava na hora certa, no lugar certo e teve categoria para finalizar na única chance que teve. - 7,5
(Léo Cittadini): Jogou apenas 14 minutos com os acréscimos. - SEM NOTA
Hernández: Não tem a velocidade de Bruno Henrique por exemplo, mas dá rapidez ao jogo por não prender a bola. Errou alguns passes. Sofreu um pênalti que não foi assinalado. - 6,5
(Kayke): Tentou puxar contra-ataques pela esquerda, não conseguiu. - 5,5
Bruno Henrique: Um jogador com a sua experiência, com bagagem internacional não pode ser ingênuo ao ponto de deixar o time na mão e dar uma entrada perigosa após ter levado um amarelo por reclamação. - 4,0
Técnico: Dorival Júnior: Acertou ao sacar o centroavante e congestionar o meio-campo, em razão dos efeitos da altitude. Das opções que tinha para a ala esquerda, Copete parece que foi a mais acertada efetivamente. - 7,0


 

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