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DESAPONTOU

Publicado às 22h32 deste sábado, 4 de Março de 2017.
O Santos perdeu pela terceira vez no Estadual e se distancia cada vez mais das quartas de final da competição. No clássico realizado na Arena Itaquera, o Peixe foi derrotado por 1 a 0, diante do SCCP. O time da Vila, recheado de desfalques, finalizou apenas duas vezes em toda a partida.

Além de Ricardo Oliveira e Lucas Lima que sequer viajaram com o grupo, lesionados, o meia Renato foi relacionado, mas não atuou. O jogador foi preservado para retornar na estréia da Libertadores e ficou apenas no banco de reservas. Com isso, Dorival colocou Cléber e Veríssimo para formar a zaga. Yuri pela primeira vez no ano, foi volante e assumiu a vaga que até então era de Leandro Donizete.

Teoricamente, Dorival montou um time mais equilibrado, sem improvisações (talvez a do Vitor Bueno, que apesar de ser meio-campista, não tem características de coordenador de jogadas e há muito tempo, não atua nessa função). Porém, o que se viu na primeira etapa, foi um time sem criação, que fez apenas uma jogada na vertical e se não fosse os ótimos 45 minutos do goleiro Vladimir, o "Peixe tinha azedado antes". 

Veio a segunda etapa e depois de uma troca de passes rápida, com pouco mais de um minuto, Romero cruzou da esquerda e o zagueiro santista Cléber, não marcou Jô e sim a bola, com o atacante mosqueteiro, balançando a rede, no único gol da partida.

Após isso, Dorival fez as três alterações. Primeiro entraram Thiago Ribeiro e Longuine para as saídas de Yuri e Kayke.  Depois foi a vez de Rodrigão na vaga de Copete, mas não foi o suficiente. O time não reagiu.

Era um clássico para se realizar uma apresentação convincente, trazer a torcida para o lado, às vésperas do inicio do torneio mais importante do ano para o clube - a Libertadores. Porém, infelizmente, o elenco vai viajar com olhares de desconfiança do seu torcedor.

Óbvio que as ausências de Ricardo Oliveira, Lucas Lima e Renato tem um peso muito grande, mas não dá para colocar esse mal momento apenas por esses desfalques e um excesso de dependência dos três.

O SCCP mesmo sem um bom material humano, cheio de limitações, teve transpiração e faz a melhor campanha do Paulista na base da garra e da sua boa consistência defensiva. As últimas apresentações do Santos foram preocupantes. 

Que os três jogadores chaves do time retornem na quinta-feira (9), no Peru, diante do Sporting Cristal- PER, que se "vire a chave" e estreie bem na Libertadores, competição que o clube não disputou as últimas quatro edições. 

O elenco santista é capaz de dar uma resposta, tenho convicção disso, mas como "os números são irrefutáveis" (7J/3V/1E/3D) , por enquanto, o Peixe tem desapontado. 

Faltando cinco rodadas para o término da primeira fase do Paulista, o time é o terceiro colocado do grupo e, se permanecer assim, está fora da fase de mata-mata. 

Que seja apenas uma queda de rendimento, assim como aconteceu no ano passado, quando o Santos começou mal o Brasileirão, após a conquista do estadual e depois entre o fim do primeiro turno e o começo do segundo, na mesma competição, voltou a oscilar e colecionou alguns fracassos que pelo menos na minha opinião, não foram resultados normais. 

O grupo (elenco, comissão técnica e direção) precisa dar uma resposta, o mais rápido possível.

Jô, marcou o único gol do jogo.
FICHA TÉCNICA
SCCP 1 X 0 SANTOS
Arena de Itaquera
Árbitro: Leandro Bizzio Marinho (SP)
Público/ Renda: 36.111 pagantes/ R$ 1.991.856,80
Cartões amarelos: Gabriel, Jadson, Rodriguinho, Pablo (SCCP); Vladimir (SAN) 
Gol: Jô, aos 2'/2T (1-0)
SCCP: Cássio, Fagner, Balbuena, Pablo e Arana; Gabriel; Jadson, Rodriguinho (Giovanni Augusto, aos 39'/2T), Maycon e Romero (Léo Jabá, aos 26'/2T); Jô (Kazim, aos 29'/2T). Técnico: Fábio Carille.
SANTOS: Vladimir; Victor Ferraz, Lucas Veríssimo, Cleber e Zeca; Yuri (Rafael Longuine, aos 17'/2T), Thiago Maia e Vitor Bueno; Bruno Henrique, Copete (Rodrigão, aos 30'/2T) e Kayke (Thiago Ribeiro, aos 17'/2T). Técnico: Dorival Júnior. 


NOTAS DOS JOGADORES DO SANTOS
Vladimir: Disparado, o melhor jogador do Santos em campo. Graças ao camisa 12, o Peixe teve a oportunidade de voltar do intervalo com a igualdade. Quase pôs tudo a perder ao revidar uma provocação do atacante Kazim. - 7,5
Victor Ferraz: Não evitou o cruzamento de Romero, no nascimento do único gol do jogo. - 5,0
Lucas Veríssimo: Quase fez um gol contra. Sem qualidade na saída de bola. - 5,0
Cleber: Marcou a bola e não Jô, no lane que decidiu o jogo. A olho nu parece estar pesado. Em alguns lances saiu na frente e o adversário quase chega primeiro. - 4,5
Zeca: Marcou bem. Não apoiou, tampouco transformou-se meio campista para confundir a defesa adversária como fez em outros jogos. - 5,5
Yuri: Parecia estar "desadaptado" a sua função de origem. Errou muitos passes, o que não é comum, já que é a sua maior qualidade. Precisa melhorar no jogo aéreo, cabeceio. - 5,0 
(Longuine): Se entrou bem na rodada passada, diante do Botafogo, pouco acrescentou no clássico. - 5,0
Thiago Maia: Estou me tornado repetitivo. Novamente vou dizer, que foi um dos poucos que escaparam. Fez bem a proteção e em alguns momentos, até tentou fazer a armação. - 6,5
Vitor Bueno: Não é armador. Sofreu muitas faltas, mas apesar da disposição, não conseguiu realizar nenhuma grande assistência. - 5,0
Bruno Henrique: Segundo jogo como titular. Ainda não justificou sua contratação. Muita vontade e pouca produtividade. - 5,0
Copete: Apagado. Foi substituído. - 5,0
(Rodrigão): Sem chance de realizar uma finalização sequer. A vontade de sempre. - 5,0
Kayke: Teve apenas uma chance de finalizar e não foi feliz. Discreto. - 5,0
(Thiago Ribeiro): Jogou aberto pela esquerda. Também não conseguiu mudar o panorama. - 5,0
Técnico: Dorival Júnior: Saiu das improvisações na escalação e sem as principais peças, não conseguiu mudar o jeito de jogar da equipe, no intervalo. Fez as três substituições, mas nenhuma delas deu a intensidade que o time precisava - 5,0


 

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