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PERDEU O JOGO E A VICE-LIDERANÇA

Publicado às 22h04 deste domingo, 27 de novembro de 2016.
Se existia alguma remota chance de título ao Santos, ele foi embora nesse fim de semana. Pela penúltima rodada do Campeonato Brasileiro, o alvinegro perdeu a invencibilidade de nove jogos na competição e saiu derrotado do Maracanã, ao perder para o Flamengo por 2 a 0. Os gols do rubro-negro foram de Guerrero e Diego, campeão brasileiro em 2002 pelo Peixe. O Palmeiras é o campeão do nacional de 2016, com uma rodada de antecipação.

O time santista começou em cima dos cariocas, pressionando e em três minutos já tinha exigido o Muralha por duas vezes. Entretanto, ainda no começo da partida, o zagueiro David Braz errou a saída de bola e Guerrero abriu o placar para os donos da casa, aos cinco minutos de partida.

Daí em diante, o jogo mudou muito. O time de Dorival Junior tinha posse de bola, mas não tinha profundidade e velocidade na transição do meio para o ataque. Além disso, o time da Gávea marcava a saída de bola e obrigava o time paulista a "rifar" a bola. Exceção aos cinco minutos inciais e os finais da primeira etapa, o Santos pouco produziu.

No segundo tempo, o Flamengo continuava a marcar a saída de bola e o time da Vila limitava-se a toques laterais. Foi uma partida bem abaixo da equipe da baixada. Muralha, goleiro flamenguista, nem apareceu no segundo tempo.

Como não existe nada tão ruim que não possa piorar, Diego, revelado pelo Peixe no começo do século, ampliou e determinou o placar. Foi a primeira derrota do time de Dorival Junior por dois gols de diferença no Brasileirão. 

Com o resultado negativo, o alvinegro caiu para a terceira colocação com 68 pontos. O Flamengo pulou para 70. Para ainda ser vice-campeão e abocanhar a premiação de R$ 10,7 milhões, em vez de R$7,3 milhões do terceiro, o Peixe necessita vencer o América-MG, no próximo domingo (4), às 17h na Vila Belmiro e torcer para os cariocas não vencerem o Atlético-PR, em Curitiba. Até o empate do time da gávea serve para o Santos.

É visível que apesar da boa campanha no ano, com o título estadual e a classificação garantida a fase de grupos da Libertadores, o time necessita de reforços pontuais em algumas posições para fazer bonito na competição continental do ano que vem. Em 10 participações no torneio sul-americano, o Santos só foi eliminado na primeira fase, em 1984. Nas últimas cinco vezes em que o alvinegro atravessou as fronteiras do país, em busca de uma vaga no mundial inter-clubes, foi no mínimo as quartas de final e nas duas últimas (2011 e 2012), pelo menos semifinalista.

Pará ex-Santos foi bem na partida.

FICHA TÉCNICA:
FLAMENGO 2 X 0 SANTOS
Estádio do Maracanã, Rio de Janeiro (RJ)
Árbitro: Eduardo Tomaz de Aquino Valadao (GO)
Cartão amarelo: Diego
Público e renda: 33.924 pagantes; 37.615 presentes / R$ 1.601.982,00
GOLS: Guerrero, 5'/1° T (1-0); Diego, 39'/2°T (2-0)
FLAMENGO: Alex Muralha, Pará, Réver, Rafael Vaz (Juan, 18'/2°T) e Jorge; Márcio Araújo, Willian Arão e Diego; Gabriel (Fernandinho, 45'/2°T), Everton e Guerrero (Leandro Damião, 40'/2°T) Técnico: Zé Ricardo.
SANTOS: Vanderlei, Victor Ferraz, David Braz, Yuri e Zeca; Renato (Arthur Gomes, 37'/2°T) , Thiago Maia e Lucas Lima; Victor Bueno (Cittadini, 15'/2°T), Copete e Ricardo Oliveira. Técnico: Dorival Júnior.

NOTAS DOS JOGADORES DO SANTOS:

Vanderlei: Sem culpa nos gols sofridos. O melhor goleiro da competição deu algumas saídas estranhas durante a partida, mas não comprometeu, não. - 5,5
Victor Ferraz: Foi a frente, tanto na lateral como de meio-campista, quando aparecia no setor, no revezamento com a ala. Travou um bom duelo com Jorge, bom lateral canhoto do Flamengo. - 5,5
David Braz: Errou na saída do primeiro gol flamenguista. Depois disso, deu a sensação de que perdeu a confiança e voltou a errar alguns passes. - 4,0
Yuri: Sofria marcação pressão de Guerrero na saída de bola de trás. Não conseguiu repetir as ótimas apresentações que já realizou, mesmo neste setor. - 5,0
Zeca: O melhor lateral do país não reeditou suas ótimas jornadas. Perdeu alguns lances para o ex-santista Pará, que normalmente não perde. Não apoiou. - 5,0
Renato: Quando a defesa sofreu marcação pressão, não apareceu como de costume para ajudar na transição da defesa ao ataque. Apesar do bom campeonato, foi discreto nesta tarde. - 5,0
(Arthur Gomes): Entrou nos 10 minutos finais e pouco pode fazer algo. - SEM NOTA.
Thiago Maia: O melhor marcador santista não grudou no ainda ótimo Diego, que ditou o ritmo da partida. Quase marcou um gol no começo da partida. - 5,0
Lucas Lima: Até buscou o jogo, principalmente no começo da partida, mas pouco criou. - 5,0
Victor Bueno: Apareceu apenas em um cruzamento a Ricardo Oliveira. Joga muito mais do que apresentado nesta rodada. - 5,0
(Cittadini): Como deu certo em Campinas diante da Ponte Preta, foi a aposta do treinador para mudar o panorama da partida. Não conseguiu dar velocidade ao setor. - 5,0
Copete: Só recebeu bolas de costas. Desta vez o colombiano "iluminado" sequer conseguiu finalizar para ajudar o time. - 5,0 
Ricardo Oliveira: Recebeu poucas bolas para finalizar ao gol. Até tentou, mas não teve sucesso para sair da marcação da zaga do Flamengo. Fez um cabeceio, mas Muralha, bem colocado. defendeu. - 5,0
Técnico: Dorival Júnior: Demorou para fazer a segunda alteração e mesmo com o time produzindo abaixo, preferiu nem fazer a terceira mudança. Podia apostar em Vecchio que se deu bem com Lucas Lima nos jogos diante de SCCP e Internacional-RS (pela Copa do Brasil, na Vila), mas preferiu apostar em Cittadini, já que havia dado certo, em Campinas. Time santista deu espaços que não foi comum ao longo do Campeonato. Não conseguiu mudar o quadro no intervalo. - 5,0


 

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