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O REI DO PACAEMBU

Publicado aos 42 minutos desta sexta-feira, 14 de outubro de 2016.
O Santos conquistou sua quarta vitória seguida, a terceira pelo Campeonato Brasil. No clássico do Pacaembu, na noite desta quarta-feira (13). Mesmo como visitante, o alvinegro praiano  bateu o São Paulo por 1 a 0. Com o resultado e o empate do líder Palmeiras, a diferença para o primeiro colocado caiu para sete pontos (61 a 54) a oito rodadas do fim do Brasileirão. O gol foi do colombiano Copete, aos 40 segundos do segundo tempo.

O duelo começou com um Santos recuado e um tricolor marcando pressão. Ainda assim, Ricardo Oliveira escapou como um autêntico ponta e cruzou para Copete. Ele, a bola e o gol e o colombiano desperdiçou a finalização. Foi a única chance do Peixe na primeira etapa. Apesar de insistir demais na bola aérea, daí em diante, só deu São Paulo.

Na volta do intervalo, após uma cobrança lateral, Jean Mota rolou para Lucas Lima que achou Copete. Dessa vez o colombiano não desperdiçou e contou com a má colocação do goleiro Denis, já que a bola era defensável. - 0 a 1.

O time de Dorival começou a administrar cedo demais a vantagem e não conseguia encaixar o contra-ataque. A equipe manteve a postura recuada e para evitar os ataques "atabalhoados" do time da capital e o treinador sacou o coordenador de jogada Lucas Lima e colocou o volante Yuri. Um pouco antes, tinha perdido Victor Ferraz contundido que deu vaga para a entrada de Daniel Guedes. 

O time de Ricardo Gomes teve uma chance incrível desperdiçada pelo atacante Chavez, dentro da pequena área. Nos minutos finais, mais proteção. O treinador santista sacou o volante Renato e colocou um terceiro zagueiro - o argentino Fábian Noguera. Luiz Felipe foi ser o "líbero", atuando um pouco mais a frente e com isso, acabou cometendo uma falta que lhe rendeu o terceiro cartão amarelo. O camisa 2 desfalcará o Peixe na próxima rodada, diante do Grêmio, às 19h30, no domingo (16), na Vila Belmiro, pela 31a. rodada.

Não havia tempo para mais nada. O alvinegro venceu a sua sexta partida no Pacaembu, em 2016. Foi a 15a. vitória consecutiva no próprio da municipalidade paulistana. Não foi uma exuberante apresentação, longe disso, mas o suficiente para vencer mais uma "fora de casa" e voltar para a baixada com os três pontos. A última derrota do Santos, no simpático estádio da capital, foi em abril de 2014, na perda do estadual para o Ituano.


FICHA TÉCNICA
SÃO PAULO 0 X 1 SANTOS

Estádio do Pacaembu - São Paulo.

Árbitro: Anderson Daronco - RS (FIFA)

Público/renda: 28.321 pagantes / R$ 578.430,00

Cartões amarelos: Mena e Robson (São Paulo); Copete e Luiz Felipe (Santos)
GOL: Copete, 1'/2ºT (0-1)
SÃO PAULO: Denis, Buffarini, Maicon, Rodrigo Caio e Mena; Hudson (Jean Carlos - 28'/2ºT), Thiago Mendes, Wesley (Cueva - 10'/2ºT) e Carlinhos (Kelvin - 30'/1ºT); Robson e Chavez. Técnico: Ricardo Gomes.
SANTOS: Vanderlei, Victor Ferraz (Daniel Guedes - 7'/2ºT), Luiz Felipe, David Braz e Zeca; Thiago Maia, Renato (Noguera - 40'/2ºT), Jean Mota e Lucas Lima (Yuri - 32'/2ºT); Copete e Ricardo Oliveira. Técnico: Dorival Júnior.

Renato foi substituído no fim da partida.

NOTAS DOS JOGADORES DO SANTOS
Vanderlei: Trabalhou pouco, mas foi fundamental em duas boas defesas. - 7,0
Victor Ferraz: Vinha bem na marcação. Com a sua saída, contundido, fez falta, já que apóia por dentro e faz sempre a vez de um meio-campista sem a bola. - 6,0
(Daniel Guedes): Não apoiou, sua grande qualidade, até porque o Santos já estava na frente. Pelo seu setor saiu a única jogada de perigo do São Paulo, desperdiçado por Chavez. - 5,5
Luiz Felipe: Muito bem nos desarmes. Levou o terceiro amarelo e desfalca o time diante do Grêmio-RS. - 6,0
David Braz: Começou errando alguns passes no começo da partida. Ganhou tudo no alto na segunda etapa. Quando consegue pegar ritmo e parece que volta a sua melhor forma, joga de forma segura. - 7,0
Zeca: Dribles de futebol salão de encher os olhos. Como melhorou na parte defensiva, uma das suas poucas deficiências no começo de carreira. Um dos melhores do clássico. - 7,0
Thiago Maia: Uma voluntariedade impressionante. Bela inversão de jogo, na bola longa, no começo do jogo. Esse lançamento quase proporcionou o gol de Copete no começo do clássico. Por ser jovem, ainda peca pela imaturidade em alguns lances e comete algumas faltas desnecessárias, mas é jogador para ser titular da Seleção, em um curto espaço de tempo. - 6,0
Renato: No começo do jogo, era o homem do desafogo, na marcação alta do adversário. No segundo tempo, não apareceu tanto. Foi substituído no final. - 6,5
(Fábian Noguera): Como o São Paulo insistia nos lançamentos, entrou para ser o rebatador, na sua principal qualidade - o jogo aéreo. Jogou apenas nove minutos com os acréscimos. - SEM NOTA
Jean Mota: Não reeditou as suas boas participações dos últimos jogos. Pouco participativo. Ainda assim, foi quem deu o passe para Lucas Lima dar a assistência do único gol da partida. - 5,5
Lucas Lima: De retorno da seleção, esteve apagado na primeira etapa. No segundo tempo, buscou mais o jogo e dos seus pés saiu a assistência para a finalização certeira de Copete. - 6,5
(Yuri): Demonstrou maturidade de veterano em segurar a bola e conseguir alguns laterais e faltas no fim da partida. Ganhou segundos e minutos preciosos. - 6,5
Copete: O colombiano havia desperdiçado uma chance que não pode ser perdida no começo do jogo, após uma cabeçada. Na único chute do alvinegro ao gol tricolor, no segundo tempo, ele guardou. - 7,0
Ricardo Oliveira: Brigou muito na frente, jogando muitas vezes de costas. Foi prejudicado por jogar muito isolado. - 6,0
Técnico: Dorival Júnior: Apostou tudo no contra-ataque quando retirou Lucas Lima e colocou o volante Yuri e principalmente ao sacar Renato e colocar Noguera. Poderia ter sido penalizado por isto, mas deixou o Pacaembu vitorioso mais uma vez. Aliás, dirigindo o Santos jamais perdeu para o São Paulo. - 6,0


 

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