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FUTEBOL ECONÔMICO

Publicado às 18h20 deste domingo, 22 de Maio de 2016.
O Santos conquistou sua primeira vitória no Campeonato Brasileiro, ao virar a partida diante do Coritiba, na Vila Belmiro, já nos acréscimos - 2 a 1. Com o resultado, o alvinegro coleciona 29 jogos invictos em seu estádio. A última derrota foi em 5 de Julho, para o Grêmio-RS (1-3) pela 11a. rodada do Brasileirão de 2015. Os gols do Peixe foram de Vitor Bueno e Renato que estava com uma contusão muscular quando cabeceou pro fundo das redes.

Os pouco mais de 7,4 mil pagantes que compareceram ao estádio Urbano Caldeira viram os primeiros 45 minutos horríveis de sua equipe. Por falar em público, esta partida era típica para ser realizada no próprio da municipalidade paulistana, o Pacaembu. Sem fomentar essa briga estúpida entre santistas da capital e grande ABC contra os da baixada, se a partida fosse realizada em São Paulo, acredito piamente que pelo menos 16 mil pagantes compareceriam e mesmo com as despesas poderia se arrecadar mais.

Mas vamos para o jogo. O primeiro tempo do Peixe com pouca imaginação do seu meio-campo e o adversário, preocupado em se defender primeiro, encontrava espaços pela direita de seu ataque e em uma dessas estocadas - abriu o marcador com Kléber Gladiador. 

Lucas Lima, visivelmente sem ritmo de jogo depois de se recuperar da lesão no tornozelo, deixou o time após o intervalo. O alvinegro teve gols que não poderiam ser anulados pela arbitragem, mas não é menos verdade que o time do Paraná teve duas chances para ampliar e não fez. Como o futebol não tolera desaforo...

Na etapa complementar, com Paulinho na vaga do meia, camisa 20 do Peixe e da seleção, o Peixe melhorou muito pouco. Errou muitos passes. Ainda entraram Ronaldo Mendes na vaga de Joel e Matheus Nolasco na de Vitor Bueno, que substituiu Ricardo Oliveira e também esteve apagado.  

E coube ao jovem que já tinha entrado bem no segundo tempo diante do Atlético-MG, construir a jogada do gol da vitória. Primeiro, Vitor Bueno acertou uma linda cobrança de falta e empatou aos 17 e aos 50 minutos, nos acréscimos, Vitor Ferraz fez um lance de autêntico ponta habilidoso e cruzou na medida para Renato, que só permaneceu no gramado, pois Dorival já havia feito as três substituições e mesmo com dores musculares no posterior da coxa e muitas câimbras, cabeceou pro fundo das redes, gol que deu a vitória. 

O Santos venceu? Sim, o que vale são os três pontos, mas o time se apresentou muito mal e se fosse um oponente um pouco melhor, pontos seriam perdidos, mesmo na Vila.

O time santista volta a campo na quarta-feira (25), diante do Figueirense, em Florianópolis-SC, às 19h30 pela terceira rodada do Campeonato. Para esse compromisso, Lucas Lima e Gabriel que vão servir a Seleção Brasileira que se prepara para a Copa América, serão desfalques. Além deles, Ricardo Oliveira com tendinite (que o tirou da competição continental) também é outra ausência certa. 

Vitor Bueno marcou belo gol de falta.
FICHA TÉCNICA
SANTOS 2 X 1 CORITIBA
Vila Belmiro, em Santos (SP)
Árbitro: Ricardo Marques Ribeiro (FIFA/MG)
Renda e público: R$ 212.190,00 / 7.472 pagantes
Gols: Kléber, 20'/1T (0-1), Vitor Bueno, 17'/2T (1-1) e Renato, 51'/2T (2-1)
Cartões amarelos: Victor Ferraz, Zeca, Vitor Bueno, Gustavo Henrique e Ronaldo Mendes (SAN); Alan Santos e Kléber (CTB)
SANTOS: Vanderlei, Victor Ferraz, David Braz, Gustavo Henrique e Zeca; Renato, Thiago Maia e Lucas Lima (Paulinho, intervalo); Gabriel, Vitor Bueno (Matheus Nolasco, 32'/2T) e Joel (Ronaldo Mendes, 21'/2T). Técnico: Dorival Júnior.
CORITIBA: Wilson, Dodô, Rafael Marques, Juninho e Carlinhos; João Paulo, Alan Santos (Ícaro, 29'/2T), Ruy (Thiago Lopes,18'/2T) e Cesar González; Leandro e Kléber (Guilherme Parede, 35'/2T). Técnico: Gilson Kleina.

NOTAS DOS JOGADORES DO SANTOS: 
Vanderlei: Pouco trabalhou. Sem culpa no gol. - 6,0
Victor Ferraz: Jogou menos do que o seu habitual. Autor intelectual do gol da vitória, após linda jogada pela direita. -6,5
David Braz: Antecipou bem muitas jogadas. Não acompanhou Kléber no lance do gol do alvi-verde paranaense. - 5,5
Gustavo Henrique: Não conseguiu evitar o cruzamento de Leandro no gol do Coxa.  - 5,5
Zeca: Sofreu no primeiro tempo com o ex-companheiro de clube Leandro que dobrava com Gonzales nas suas costas. Apoiou bastante. - 5,5
Renato: Errou muitos passes, algo incomum. Teve muita garra para ficar no gramado e fazer o gol da vitória. "Eu fiquei do meio pra frente quando senti muitas dores" disse após o jogo. - 6,5
Thiago Maia: Muita vitalidade e disposição. Não demonstrou aquele futebol encantador que estamos acostumados a ver, tamanha a sua qualidade indiscutível. - 6,0
Lucas Lima: Que sabe jogar e é o melhor meia do país, ninguém discute. Mas tava visivelmente sem ritmo e numa apatia. Substituído no intervalo. - 4,5
(Paulinho): Correu, correu, correu e só. - 5,5
Gabriel: Tentou alguns dribles da vaca na força física, se movimentou, mas longe do jogador decisivo de outras ocasiões. - 5,5
Vitor Bueno: Bela cobrança de falta. De onde eu estava no estádio (como saí da emissora de rádio que trabalhei nos últimos 10 anosfiquei nas sociais, bem atrás do banco de reservas santista) deu pra ouvir o técnico Dorival dizer - "É o moleque que vai bater". Vai dar confiança ao garoto que tem potencial. - 6,5
(Matheus Nolasco): Outro que tem recebido oportunidades e aos poucos ganha confiança. Ainda é cedo, mas parece ser rápido e com jogadas agudas. Fez ótima Copa São Paulo Jr em 2014 pelo Atlético-MG. - 6,0 
Joel: Seu forte é fazer o pivô e segurar a bola pra fazer a parede. Não conseguiu. Finalizou pouco e as que conseguiu o bandeira (algumas vezes certa, outras não, deu impedimento). - 5,0
(Ronaldo Mendes): Bastante disposição, tem futuro, porém nesta partida foi ineficiente. Exagerou nas tentativas de chutes de longa distância. - 5,0
Técnico: Dorival Júnior: Foi corajoso e enxergou que Lucas Lima não estava bem. Fez bem ao substituí-lo. nas mãos de Dorival Lucas Lima apareceu para o país, Zeca e Thiago Maia surgiram e esse mérito é dele. Entretanto, o time não marca pressão quando a bola está nos pés do adversário. Algo a ser corrigido, principalmente quando está sendo derrotado. - 6,0

Claudio Zaidan, comentarista da Rádio Bandeirantes
OBRIGADO ZAIDAN

Tenho poucos ídolos na crônica esportiva, justamente em razão de quando eu estava em rádio, eu creio que fazia de uma maneira diferente do que os repórteres atualmente fazem. 

O meu é melhor que o dos demais? Não, absolutamente, mas por eu ser identificado com a torcida do ‪Santos‬, tenho um estilo parecido com o do Peirão de Castro, que defendia o Peixe contra o desdém de alguns veículos com o alvinegro praiano nas décadas de 60,70 e 80, na capital paulistana.

Dito isso, fiquei feliz demais em saber dos elogios feitos pelo mestre Claudio Zaidan ao meu trabalho, quando ele comentou o jogo Santos e Coritiba, pela Radio e TV Bandeirantes, na manhã deste domingo (22).

Se tem um profissional que admiro e me espelho demais é ele.

Obs: Não conheço o Zaidan e nunca conversamos pessoalmente, mesmo eu militando na crônica, há 19 anos, nunca tive a felicidade de cumprimentar um dos maiores comentaristas que eu acompanhei (e acompanho) no rádio brasileiro.


  

 

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