SEGUNDA EM CLÁSSICOS NO BRASILEIRO, QUINTA FORA

Publicado às 03:20 deste sábado, 03 de outubro de 2026


(*) Pedro La Rocca

O Santos vive seu melhor momento dos últimos cinco anos.  A boa fase se confirma na vitória sobre o São Paulo por 2x1. Gabigol marcou duas vezes. Os mandantes marcaram com Luciano (pênalti).

São cinco vitórias consecutivas fora de casa pelo Brasileirão, feito que não acontecia desde a Era Pelé em 1964, além de não perder na competição desde 09 de agosto - quase dois meses de invencibilidade.

Cuca não tinha Luan Peres e Bontempo suspensos (o último também na seleção). Rony e Gustavinho viraram opções no banco. Arão e Barreal voltaram de lesão, Cebolinha de suspensão e Lima estreou entre os titulares em razão de uma indisposição estomacal de Rollheiser.

Nos primeiros 20 minutos, o Alvinegro precisou adotar o sistema de saber sofrer. O São Paulo dominou o meio-campo com Marcos Antônio e viu Rodinei ter muita dificuldade, já que Cuca concentrou os jogadores da segunda linha, Barreal e Cebolinha, pela esquerda.

Quando o rival abre o placar, aos 33 minutos, o Peixe vivia seu melhor momento na partida e havia chego com perigo duas vezes ao gol adversário. Lucas Veríssimo foi no mínimo infantil ao cometer a penalidade em cima do baixinho Ryan. São 14cm de diferença.

Sorte Santista que no lance seguinte Escobar cruzou na cabeça de Gabigol que empatou o jogo. A igualdade no intervalo era justa, já que ambos propuseram jogo.

No vestiário, Cuca começa a dar um nó tático em Dorival Jr. Percebendo a insuficiência do meio-campo, o treinador Santista traz Gustavinho e antecipa a estreia de Coutinho, dessa forma o Peixe teria quatro homens no meio-campo.

Nos primeiros minutos já era visível que Marcos Antônio e Bobadilla passaram a ter muita dificuldade para sair jogando. Justamente numa bola roubada no meio-campo, Oliva acha Coutinho, que tira Arboleda e serve Cebolinha no facão. O camisa sete apenas deixou Gabigol em condições de marcar a virada.

Dali em diante o time da casa até chega a passar de 60% de posse de bola, mas com pouca eficiência, dada pela estratégia adotada pelo treinador Santista. Diógenes passou a trabalhar apenas nos acréscimos quando fez dois milagres.

Mesmo longe dos gramados, Neymar, que pode voltar contra o Flamengo, mudou o Santos de patamar. Coutinho deu outra qualidade ao meio-campo, Arthur fez outro grande jogo enquanto aguentou e Cebolinha dispensa comentários. Todos jogadores indicados pelo camisa 10.

As contratações idealizadas pelo Príncipe da Vila deixaram o time novamente em condições de voltar a uma Libertadores. O campeonato Santista seria outro se esses atletas chegassem num momento anterior. 

Só o tempo irá dizer qual será o destino do clube em 2027, mas hoje o Santista tem condições de dizer que o time joga um dos melhores futebóis do país. Os jogadores que vieram tem uma idade avançada, mas tem qualidade  experiência, favorecendo aquele jogo apoiado que tanto citei aqui desde o ano passado.

FICHA TÉCNICA
SÃO PAULO 1 X 2 SANTOS

Competição: Campeonato Brasileiro, 21ª rodada
Local: Morumbis, em São Paulo (SP)
Árbitro: Matheus Delgado Candançan (SP)
Cartões amarelos: Luciano (SAO) e Lucas Veríssimo, Everton Cebolinha e Christian Oliva (SAN)

Gols: Luciano, aos 33’/1ºT (1-0), Gabriel Barbosa, aos 35’/1ºT (1-1) e aos 9’/2ºT (1-2)

SÃO PAULO:  Coronel; Pedro Lima (Victor Sá, aos 27’/2ºT), Arboleda, Rafael Tolói (Newton, aos 18’/2ºT) e Iago (Wendell, aos 21’/2ºT); Pablo Maia, Marcos Antônio e Bobadilla (Danielzinho, aos 18’/2ºT); Artur, Luciano e Ryan Francisco (Gustavo Santana, aos 18’/2ºT). 

Técnico: Dorival Júnior.

SANTOS: Diógenes; Rodinei, Willian Arão, Lucas Veríssimo e Escobar; Christian Oliva, Arthur (Gabriel Menino, aos 8’/2ºT) e Lima (Gustavo Henrique, no intervalo); Barreal (Coutinho, no intervalo), Everton Cebolinha (Rony, aos 30’/2ºT) e Gabriel Barbosa (Thaciano, aos 40’/2ºT). 

Técnico: Cuca.

Diógenes garantiu a vitória com dois milagres
NOTAS DOS JOGADORES DO SANTOS

Diógenes - Garantiu a vitória da equipe com dois milagres no final da partida. Fez um jogo muito seguro e calmo para um goleiro com menos de 10 jogos como profissional. - 8,0

Rodinei - Sofreu demais na marcação na primeira etapa. Quando Gabriel Menino entra, acaba a festa naquela região e se acerta. - 6,0

Veríssimo - Pela sua qualidade e pelo preço que custa mensalmente ao clube, não pode cometer um pênalti numa disputa física contra um jogador 14cm mais baixo. - 4,5

Arão - Dessa vez jogou pela esquerda e foi bem. Colabora muito na saída de bola. Boa bola longa e ótimo posicionamento. - 6,5

Escobar - Vinha fazendo um jogo interessante, inclusive com assistência, mas sofreu com Artur no final do jogo. - 6,5

Oliva - Não está escrito o que o uruguaio correu para fazer coberturas e caçar determinado jogador que estava marcando. - 6,5

Arthur - Depois da saída do camisa seis, o Alvinegro perdeu o controle de jogo, que passou ao adversário. Tudo que era ataque passava pelo segundo volante. - 7,0

Lima - O mais discreto do time. - 5,0

Barreal - Fez cinco minutos pela direita, depois mudou de lado para fazer dobradinhas com Cebolinha, mas também discreto. - 5,0

Cebolinha -  Teve caneta, duas finalizações perigosas e um contra um. Não tão brilhante como contra o Cruzeiro, mas fica o detalhe para outro grande jogo coroado com assistência. - 7,5

Gabigol - Recebeu três bolas redondas - guardou duas. Jogador desse nível é caro, mas no final a conta fecha, porque entrega gol. - 8,0

Gustavinho - Outra vez fez muito bem o trabalho sujo. Dois desarmes no tempo que jogou. - 6,5

Coutinho - Novamente: jogador bom custa caro. As duas jogadas que passaram pelo pé do camisa 11 saíram algo. Na primeira foi gol, depois Gustavinho finalizou com perigo. Se condicionar a parte física vai ajudar e muito. - 7,0

Menino - Substituiu Arthur, machucado, mas entrou para ajudar Rodinei e cumpriu a função. - 6,5

Rony - SEM NOTA

Thaciano - SEM NOTA

(*) Pedro La Rocca - Estudante de jornalismo, repórter na Energia 97FM.

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