SEM NEYMAR VAI SER DÍFICIL

Publicado às 01:42 desta quinta-feira, 03 de setembro de 2026



(*) Pedro La Rocca

No primeiro jogo, o Palmeiras já havia feito o que deveria fazer para deixar o segundo como mero amistoso para ambos lados. Resultado de 0x0 só mostra como o jogo, especialmente no segundo tempo, foi apenas jogo de compadre. Claro que com esse time não repetiria 95.

Cuca não poupou absolutamente nenhum jogador. A única troca que o treinador fez, colocando Oliva na vaga de Gustavinho, foi por obrigação, em razão de nova lesão sofrida pelo Menino da Vila.

Sobre o jogo, são pouquíssimas as situações a serem destacadas.

Se o primeiro tempo fosse num confronto de pontos corridos, ou a ida tivesse terminado igual, nós falaríamos que seriam bons 45 minutos do Santos. 

Pressão pós-perda com muito sucesso, adversário passando poucas vezes do meio-campo para contra-atacar, goleiro adversário fazendo defesa e 11 finalizações no período.

O grande problema ficou para a etapa final. Veríssimo (tornozelo), Barreal (posterior da coxa) e Neymar (reto femoral da coxa - músculo do chute) saíram por necessidade.

O ataque Santista terminou com Moisés, Rony e Thaciano. Não tem como imaginar o time criando algo com esse combinado ofensivo. Não faz mal nem à uma mosca. 

A ausência do camisa 10, que deve perdurar pelas próximas partidas, é preocupante nos números, já que o aproveitamento cai quase pela metade na sua ausência.

Mas para além disso, ficou claro nos últimos jogos que ele é o único capaz de quebrar linhas defensivas e ainda mais, o único capaz de saber a hora de pisar na bola ou acelerar. 

A tarefa Santista na luta contra o rebaixamento e na busca pelas finais da Sul-Americana se torna mais difícil sem seu principal jogador. O torcedor Alvinegro que olha para seu banco de reservas certamente deve chorar lágrimas de sangue. 

O Santos quer voltar a ganhar títulos, mas visando os 45 pontos, chega a ser muito benéfica essa saída da Copa do Brasil. Não há título de copa que cubra a dor de um rebaixamento. 

FICHA TÉCNICA
SANTOS 0 X 0 PALMEIRAS

Competição: Copa do Brasil, quartas de final (volta)
Local: Vila Belmiro, Santos (SP)
Árbitro: Davi de Oliveira Lacerda (ES)
Cartões amarelos: Escobar, Rafael Gonzaga, Gabigol e Gabriel Bontempo (SAN) e Giay, Luis Pacheco, Vitor Roque e Felipe Anderson (Pal)
Público: 15.077
Renda: R$ 563.740,00

SANTOS: Gabriel Brazão; Igor Vinícius (Davizinho, no intervalo), Lucas Veríssimo (Moisés, no intervalo), Luan Peres e Escobar; Willian Arão, Christian Oliva, Gabriel Bontempo e Barreal (Rollheiser, aos 29’/1ºT); Neymar (Rony, no intervalo) e Gabriel Barbosa  (Thaciano, aos 40’/2ºT). 

Técnico: Cuca.

PALMEIRAS: Carlos Miguel; Giay, Murilo, Barboza e Arthur; Marlon Freitas (Emiliano Martinez, aos 30’/2ºT), Andreas Pereira (Luis Pacheco, aos 40’/2ºT), Lucas Evangelista (Larson, aos 42’/2ºT), Felipe Anderson (Khellven, no intervalo) e Mauricio; Flaco López (Vitor Roque, no intervalo). 

Técnico: Abel Ferreira.

Neymar, inevitavelmente, não vai ao sul no final de semana
NOTAS DOS JOGADORES DO SANTOS

Brazão - Trabalhou mais como líbero do que embaixo da trave. - 6,0

Igor Vinícius - Destoou do restante do time na primeira etapa. Bem substituído. - 4,5

Veríssimo - Saiu com dores no tornozelo ainda no intervalo. Naquele momento foi pouco exigido. - 6,0

Luan Peres - Abriu a caixa de ferramenta e fez outro grande jogo. Na árdua missão de parar um dos melhores atacantes do país, não deixou a desejar. - 6,5

Escobar - Num time técnico, destoa. Não deu a profundidade que Neymar e Barreal necessitavam. - 4,5

Arão - Melhor quando baixava na zaga, do que a frente dela. Terminou o jogo na dupla de zaga. - 6,0

Oliva - O melhor de ambos tempos. Comandou a pressão pós-perda na primeira etapa com maestria. Líder do Santos em desarmes. - 7,0

Bontempo - Com 60 minutos tinha cansado. Está ganhando ritmo, apesar do grande jogo no final de semana. - 5,5

Barreal - Com razão, Neymar cobrou calma do argentino. Tem qualidade e cumpre sua função, mas em muitas oportunidades pode pensar mais. - 5,5

Neymar - Fez bons 30 minutos, depois cansou e sentiu a coxa. Correu além da conta. - 6,0

Gabigol - Ser centroavante nesse time, ainda mais sem Neymar, é uma prova de paciência. - 5,5

Rollheiser - Participou 70 vezes do jogo, mas com pouquíssima efetividade. - 5,0

Rony - Errou todas as tentativas no ataque, seja cruzamento ou finalização. - 4,5

Davizinho - Muito esforçado, mas o lateral palmeirense estava em grande noite. - 5,5

Moisés - Não jogava há 40 dias e claramente sentiu a falta de ritmo. Errou lances até básicos. - 4,5

Thaciano - SEM NOTA

(*) Pedro La Rocca - Estudante de jornalismo, repórter na Energia 97FM.

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