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COMO MEDIR SE UM CLUBE TORNOU-SE OU AINDA SE MANTÉM GIGANTE?

Publicado às 12h50 desta sexta-feira, 3 de abril de 2020.
O Santos é o quinto time brasileiro que mais conquistou títulos este século e o maior vencedor do século passado, apesar de inúmeras gestões ruins e problemas financeiros ao longo da sua centenária história.

E fica a pergunta. Como se avalia se um clube ainda é gigante?

Conquistas, torcida, patrimônio?

Sempre achei difícil mensurar e essa grandeza é relativa.
E para ser medida, será por comparação com outros.

E mais:

Há a grandeza nacional e a internacional.

Há também, a grandeza do passado e a dos dias atuais.

Por fim, entendo como critério mais justo e a medida certa, os feitos desportivos. Só eles dão a grandiosidade de uma instituição.

Que outra medida pode ser usado como critério?

GIGANTE UMA VEZ, GIGANTE SEMPRE? NÃO É BEM ASSIM

Também não é menos verdade, que uma instituição centenária, não pode viver apenas de louros do passado. O Nottingham Forest (ING) é um grande exemplo. Foi bi-campeão da Champions League em 78-79 e 79-80 e atualmente está na quinta colocação da segunda divisão do futebol da Inglaterra.

Os grandes clubes do Brasil em quase sua totalidade, endividados, aderiram ao Profut (Programa de Modernização da Gestão e de Responsabilidade Fiscal do Futebol Brasileiro) e são obrigados a cumpriram todas as regras para quitar parceladamente o que devem. 

O Santos e outros, por exemplo, fizeram alterações no seu estatuto para as adequações exigidas e tem de cumprir todos os requisitos para adesão e da sua manutenção.

Aguarda-se que essas medidas contribuam para elevar o nível das práticas de gestão atuais no futebol brasileiro. 

A iniciativa é elogiável e sua eficácia dependerá da efetiva aplicação da legislação e de seu sucesso em enfrentar os interesses econômicos que há décadas têm conduzido o nosso futebol à situação em que se encontra. 

Alguns clubes com gestões austeras e com reforma ou construção de arenas, políticas de associação, deixaram alguns rivais para trás e fica a pergunta. Conseguirão 'polarizar' o futebol tupiniquim em apenas duas ou três forças como desejam alguns veículos de comunicação, igual é na Espanha, que com raras exceções os vencedores são sempre Real Madrid ou Barcelona?

Só o tempo irá dizer. Eu particularmente, espero que não.

CLUBE-EMPRESA É A SOLUÇÃO ? NEM SEMPRE 

Nem sempre. O Figueirense tentou recentemente transformar o clube em empresa e foi um fiasco. Como qualquer companhia mal gerida, um clube-empresa pode quebrar — quando isso acontece no meio de um campeonato, como mostra o caso do clube catarinense, o caos está montado.  

Também existem casos de sucesso como o do Red Bull Bragantino, que tem clubes parceiros com o mesmo sucesso espalhado pelo mundo como o New York Red Bull (EUA) e o Leipzig (ALE).

Clubes existem para ganhar títulos. Empresas tem como objetivo aumentar seu capital. 

Então como manter dois objetivos distintos em uma só instituição e principalmente quando tem a paixão da torcida no meio de tudo isso? Essa é a questão. 

Em times menores, a necessidade de título não é tão grande como nos gigantes. E não existe uma fórmula de sucesso como na ciência exata onde dois mais dois sempre serão quatro. 

O Athlético Paranaense não virou clube empresa, usa jogadores sub-23 no estadual, prepara o elenco para a disputa das competições nacionais e continentais, aumenta seu patrimônio cada vez mais e não pode negar que é um clube emergente que até conquistou títulos a nível nacional e internacional como a Copa do Brasil e Sul-Americana.

strutura.com.br

 

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