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TEIMOSIA QUE CUSTA CARO

Publicado às 11h30 desta quarta-feira, 4 de dezembro de 2019.
O Santos sofreu sua oitava derrota no Campeonato Brasileiro deste ano. Com seis alterações em relação a sua última partida, a equipe perdeu para o Athlético Paranaense por 1 a 0, na noite desta quarta-feira (4), na Arena da Baixada, em Curitiba, em partida válida pela penúltima rodada da competição. O time permanece na vice-liderança, porém, se o Palmeiras vencer o Goiás, nesta quinta-feira (5), em Campinas, obriga o Peixe a bater o Flamengo na última rodada para não depender do resultado entre Cruzeiro x Palmeiras, no Mineirão, no mesmo dia. 

Conforme o Blog do ADEMIR QUINTINO informou e publicou no post sobre o jogo no dia de ontem, Sampaoli poupou alguns atletas que estavam pendurados com dois amarelos para ter força máxima, diante do Flamengo, na Vila Belmiro, no próximo domingo (8). Pará e Soteldo retornaram ao time titular, Veríssimo deu lugar a Aguilar do lado direito da defesa e Luan Peres, mais uma vez foi improvisado como ala canhoto. Além destes, Pituca reapareceu no time na vaga de Sánchez e na frente Jean Mota herdou a vaga de Sasha 'espetado'.

No primeiro tempo, apesar de não ter a maior posse de bola, o alvinegro levou muito mais perigo a meta do goleiro do Furacão do que os donos da casa em cima de Evérson. O Santos teve no mínimo três oportunidades: Uma com Soteldo, outra com Pituca e também com Sasha. Não fosse a boa apresentação do goleiro Santos do Athlético e a imprecisão na finalização, o Peixe poderia largar na frente.

Entretanto, o futebol não tolera desaforo e não existe justiça e sim 'bola na rede'.  

As duas últimas derrotas do Santos, antes dessa em Curitiba, coincidência ou não, foram com um zagueiro de ofício improvisado como ala. Elas aconteceram diante do Atlético Mineiro em Belo Horizonte e contra o Fortaleza, no Castelão.

Particularmente, repito, não sou contra o esquema com um defensor pela ala, mas precisa ter material humano para isso, algo que Sampaoli não tem neste instante. O time é otimamente bem treinado pelo 'amor pelo balón', a equipe demonstra padrão, mas é óbvio que o zagueiro que está acostumado a marcar dentro da área, é mais lento que os atacantes rápidos de beirada.

O técnico interino do Furacão percebeu isso e depois de Luan Peres levar amarelo ao chegar atrasado em Marco Ruben, inverteu o rápido Rony de lado para jogar nas costas do zagueiro improvisado e amarelado. 'Tio Sampa' não o substituiu e o defensor acabou sendo expulso, assim como aconteceu no Engenhão, quando Veríssimo 'quebrando um galho' de ala também levou vermelho, diante do Botafogo, no primeiro turno.

O único gol da partida, ainda foi com o Peixe com 11 jogadores em campo. Por qual setor? O que tinha o zagueiro improvisado. Luan não colou em Rony que cruzou. Aguilar que estava bem no jogo, chegou atrasado e Marco Ruben, o mesmo que Cuca não quis trazer para Vila, o ano passado, dizendo que Felipe Cardoso era melhor, cabeceou para o fundo da rede.

Com um jogador a mais e a superioridade no placar, o Furacão passou a tocar a bola para o tempo passar e administrou o resultado.

FICHA TÉCNICA
ATHLETICO-PR 1 X 0 SANTOS
Arena da Baixada, em Curitiba (PR)
Árbitro: Anderson Daronco (RS) 
Público/Renda: 31.988 presentes/ Renda não informada
Cartões amarelos: Márcio Azevedo e Léo Pereira (CAP), Pituca, Marinho, Gustavo Henrique e Luan Peres (SFC)
Cartão vermelho: Luan Peres (SFC)
GOL: Marco Ruben, 1'/2ºT (1-0)
ATHLETICO-PR: Santos; Jonathan (Madson, Intervalo), Thiago Heleno, Léo Pereira e Márcio Azevedo; Camacho, Wellington e Lucho González (Adriano, 31'/2ºT); Marcelo Cirino (Bruno Guimarães, 47'/2ºT), Rony e Marco Ruben. Técnico: Eduardo Barros.

SANTOS: Everson; Pará, Felipe Aguilar, Gustavo Henrique e Luan Peres; Alison (Felipe Jonatan, 36'/2ºT), Pituca e Evandro (Sasha, 40'/1ºT) e Jean Mota (Sánchez, 35'/2ºT); Marinho e Soteldo. Técnico: Jorge Sampaoli.

Torcida do Santos, no Paraná, como de costume, compareceu em grande número.

NOTAS DOS JOGADORES DO SANTOS
Everson: Sem culpa no gol. Trabalhou pouco. Somente chutes de longa distância. - 5,5
Pará: Na marcação deu conta de Marcelo Cirino, no primeiro tempo. Burocrático. Eficiente na marcação, mas não se apresentou como opção no apoio. - 5,5
Felipe Aguilar: Começou bem. Era o melhor defensor santista na primeira etapa. Chegou atrasado na marcação de Marco Ruben, no único gol do jogo. - 5,0
Gustavo Henrique: Bem posicionado. Até tentou ir a frente colaborar para o empate. - 6,0
Luan Peres: Usou o recurso de parar a jogada contra jogadores mais rápidos. Levou amarelo e depois o vermelho e foi expulso. - 4,0
Alison: Cresceu muito nas mãos de Sampaoli. Parou de bater e tem sido eficiente na marcação. - 6,5
(Felipe Jonatan): Jogou pouco tempo. Foi expulso após ironizar a arbitragem. Fez falta no decorrer da partida. - SEM NOTA
Pituca: Quase marcou um golaço. Gosto dele mais a frente do que na cabeça de área. Com Luan Peres pendurado desde os primeiros minutos do primeiro tempo, ficou na cobertura e não desenvolveu seu bom futebol. - 5,5
Evandro: Vinha bem no jogo. Um dos melhores da partida. Sentiu uma contusão muscular e teve de sair do time no fim da primeira etapa. - 6,5
(Sasha): Saiu bem da área e criou espaços para os companheiros no segundo tempo. Teve uma chance e parou nas mãos de Santos. - 6,0
Jean Mota: Um primeiro tempo interessante e participativo. Teve uma chance de marcar no rebote do goleiro. No segundo tempo, caiu de produção. Está sem ritmo. Havia jogado pouco nas partidas anteriores. - 6,0
(Sánchez): Jogou pouco mais de 10 minutos. Quase não pegou na bola. - SEM NOTA
Marinho: Vive grande momento. Fundamental no ataque santista, mas não viveu uma grande noite. Duas boas finalizações no começo da partida e depois algumas tomadas de decisão erradas. - 5,5
Soteldo: Não duvido de sua capacidade de quebrar linhas. O Santos fica orfão quando ele não joga, mas o camisa 10 precisa elevar o seu patamar e brilhar em jogo grande. Contra o Furacão em Curitiba, contra o Palmeiras no Allianz, SCCP em Itaquera e Flamengo no Maracanã. Gastar a bola contra o Goiás, Avaí, Chapecoense e o Cruzeiro quase caindo, não o torna protagonista. - 5,0
Técnico: Jorge Sampaoli: Deu padrão ao time. O Santos foi a Curitiba e não fica só se defendendo. Propôs jogo em diversos momentos, mas o treinador faz muita experiência e algumas repetidas. Não tem zagueiros velozes para insistir com improvisação. Tinha três alas no banco e preferiu um zagueiro de lateral-canhoto Pagou por isso, mais uma vez.  - 4,5

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